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Caldas da Rainha, Ocorrências
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Matou filho da ex-companheira e andou fugido três dias

09-12-2009 |

Matou filho da ex-companheira e andou fugido três dias
Matou filho da ex-companheira e andou fugido três dias
Ana Maria, 66 anos, viúva, temia um desfecho trágico e por isso já tinha apresentado queixa à GNR do Bombarral das várias ameaças de morte proferidas pelo ex-companheiro, dirigidas a ela própria, ao seu filho e à mãe, de 86 anos. O que não imaginava era que Hernando Rebelo Luís, 73 anos, fosse capaz de passar das palavras aos actos. Ao final da tarde da última sexta-feira, o homem disparou dois tiros contra Paulo Lopes, 39 anos, filho de Ana Maria, deixando-o a esvair de sangue até à morte. Hernando Luís, um empresário agrícola do Vilar, Cadaval, fugiu às autoridades, só se entregando na segunda-feira. Ana Maria e a mãe, com medo do homicida a monte, saíram no sábado ao nascer do sol de casa, na povoação de Casalinho, Bombarral, na companhia de um familiar. Foram vistas com malas, refugiando-se em parte incerta. Estiveram sob a protecção de equipas da Segurança Social. Várias pessoas amigas relataram que as ameaças de morte já vinham da altura em que Ana Maria rompeu o relacionamento amoroso, em Dezembro do ano passado, o que deixou Hernando Luís inconformado. Não desistiu e tentou a todo o custo reatar a relação, mas Ana Maria não quis. Foi então que começaram os problemas. “Ela no início achava-o uma excelente pessoa. Mas agora já dizia que ele tinha um mau íntimo”, contou uma amiga. Paulo Lopes, ao aperceber-se da angústia da mãe, resolveu confrontar o homem e avisá-lo para a deixar em paz. As relações azedaram ao ponto das discussões acabarem em insultos, com Hernando Luís a ameaçar de morte o filho de Ana Maria. O indivíduo terá inclusive feito disparos junto à casa da ex-namorada. Nos últimos dias, o idoso foi visto a rondar várias vezes a casa de Ana Maria e na sexta-feira seguiu-a até ao supermercado Mini-Preço, no Bombarral. À saída do estabelecimento encontraram-se os três – Ana Maria, o filho e o ex-companheiro. Ana Maria tinha-se apercebido da presença de Hernando Luís e telefonou ao filho, que em poucos minutos chegou ao local. Paulo Lopes saiu do seu carro e aproximou-se de Hernando Luís, que parara o seu Volvo atrás do Mercedes de Ana Maria. “Desaparece. Sai da nossa vida. Deixa-nos em paz”, gritou para o interior do carro do idoso, que estava ao volante. A resposta foram dois tiros de pistola, a menos de um metro de distância, que atingiram mortalmente Paulo Lopes no pescoço. Os bombeiros do Bombarral, chamados a prestar socorro, ainda tentaram reanimar a vítima, mas Paulo Lopes acabaria por morrer no local. A mãe, em estado de choque, foi transportada para o Hospital de Caldas da Rainha. Contencioso por causa de terreno Para além da divergência amorosa, havia um contencioso por causa de trabalhos de limpeza de um terreno pertencente à mãe de Ana Maria, junto à sua casa, em Casalinho, Bombarral. Na passada quarta-feira tinham estado frente a frente num julgado de paz, em Óbidos, para resolver a contenda. “No ano passado estivemos 18 dias a trabalhar na limpeza daquele terreno, que era um autêntico caniçal. O meu patrão reclama que ela não lhe pagou pelo serviço, mas ele pagou-nos pelo trabalho”, revelou Manuel José, funcionário da empresa agrícola de Hernando Luís. “Fui convocado como testemunha, mas não cheguei a ser chamado para prestar depoimento”, adiantou. Uma amiga de Ana Maria assegurou que a exigência de pagamento só surgiu após o fim da relação amorosa. “Foi uma espécie de vingança da parte dele, que tinha de pegar em alguma coisa para prejudicá-la”, referiu. “Mas ela nem queria que fosse feita a limpeza do terreno e até achou o trabalho mal feito, porque cortaram três árvores que não deviam”, sustentou. Durante os dias em fuga, os familiares de Hernando Luís remeteram-se ao silêncio. O homem é casado mas não vive com a esposa, que está na casa de uma das duas filhas, no Vilar, Cadaval. Ninguém da família quis prestar declarações, afirmando desconhecer o paradeiro do empresário agrícola. “Ele não falava nem com as filhas nem com os genros”, disse apenas um familiar. Já Carlos Rodrigues, amigo de Hernando Luís, contou que o idoso tinha um cancro nos intestinos e andava muito pesaroso. “Estava muito em baixo da última vez que falei com ele. Deviam ser os males de saúde conjugados com o desgosto de amor e problemas financeiros”, comentou. Hernando Luís, que nasceu na aldeia vizinha de Palhais, possui no Vilar um armazém de venda de fruta com cinco câmaras frigoríficas. Mas já teve pecuárias e outras propriedades agrícolas. Prisão preventiva O empresário seria detido pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária na manhã da passada segunda-feira, no Cadaval. Foi detido na rua, na companhia de um irmão e junto ao escritório do advogado, com quem já tinha combinado entregar-se às autoridades. Nos três dias em que esteve em fuga, refugiou-se em casa de familiares, mas na última noite pernoitou na sua casa, em Vilar, onde a PJ apreendeu uma caçadeira. A arma usada no homicídio, uma pistola de calibre 6.35 milímetros, foi apreendida pelos inspectores, bem como a viatura usada pelo indivíduo para a fuga. O suspeito foi presente durante a tarde ao juiz de instrução criminal do Tribunal do Bombarral, que lhe decretou a medida de coacção mais gravosa. O idoso aguarda julgamento no Estabelecimento Prisional de Leiria. À porta do Palácio da Justiça estava o seu irmão, Artur Rebelo Luís, que condenava o acto do irmão, mas alegava que Paulo Lopes terá atacado e ofendido verbalmente o alegado homicida. “O meu irmão reagiu mal, não deveria ter feito o que fez, mas ele ofendeu-o e tentou agarrá-lo”, descreve Artur Rebelo Luís, que considera que se Ana Maria tivesse tido outra postura a tragédia não acontecia. Com a detenção do suspeito, respirou-se de alívio no Bombarral, pois pensava-se que o funeral de Paulo Lopes fosse afectado. Depois da autópsia realizada na segunda-feira em Torres Vedras, o corpo estaria em velório na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo, no Bombarral, onde na terça-feira se realizaram as cerimónias fúnebres, para depois ser cremado no Alto de São João, em Lisboa. Os restos mortais foram entregues à família, desconhecendo-se onde serão depositados. Francisco Gomes
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COMENTÁRIOS
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António09-06-2012 às 17:56
Votação (1)
Porque é que o assassino foi condenado e continua solto? Os Tribunais e Ministério Público tambem não tem vergonha? Estamos já em Junho de 2012 e o Povo bem tem razão para não acreditar nesta justiça miserável.
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