Aquilo que aconteceu na semana passada nas instalações da Segurança Social de Caldas da Rainha foi muito grave.
Um utente esfaqueou uma funcionária daquele serviço por motivos que ainda não vi bem esclarecidos. Ou o agressor reagiu de acordo com uma postura desequilibrada devido ao seu estado de toxicodependência ou terá sido mal atendido.
Seja pelo que for, nada justifica a prática de um crime grave. Há várias formas de resolver assuntos conflituosos sem ser à facada.
Sem pretender defender o autor do crime, que por aquilo que fez perdeu qualquer eventual razão, tenho também de ter em consideração que nem sempre os/as funcionários da Segurança Social atendem com cordialidade quem os solicita.
Ainda há dias uma pessoa minha amiga foi atendida naqueles serviços com toda a arrogância, indiferença, desinteresse e antipatia, criando enormes dificuldades à resolução do assunto que ia tratar.
São de condenar quaisquer actos agressivos. Mas também não são de louvar as formas
de atendimento feitas por funcionários, sejam eles de que serviço sejam.
Fróis Fiandeiro
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Sou um cão duma família circense. Agora, já estou velhote. Até ando com uma perna no ar, mas quando eu trabalhava no circo, o calor das palmas do público, faziam-me tão feliz!…Eu e a minha “linda domadora” éramos preparados, pintados, perfumados… Vestidinhos com roupa de seda lindíssima, eu tinha uns lacinhos nas orelhas no meu rabinho.
A belíssima menina que entrava comigo no número pegava-me ao colo, depois em cima dos seus seios, eu acredito que muitos homens naquele momento desejavam ser cão. Mas eu, muito bem instalado, orgulhosamente entrava na pista com a minha querida domadora.
Ó quantas saudades eu sinto dos meninos a baterem palmas a chamarem pelo “Gigi”. Saltava por dentro dos arcos. Depois ganhava um rebuçado muito docinho, também andava com as patinhas de trás, e com as da frente cumprimentava o público, que nos enchiam de aplausos. Era assim a minha vida efectivamente, mas os anos foram passando.
Não sei dos meus filhotes. Já tenho reumático. Fui abandonado. Mas, quando encontro uma cadelinha engraçadinha, falamos muito acerca das nossas vidas, dos nossos amores passados, faço-lhe uns olhinhos bonitos e fazemos amor.
Depois lá vou eu, velho cão vadio sonhador. Mas, que vejo eu? Umas calças a saltarem por aquela janela.Vamos lá “Gigi”, depressa, é um ladrão. Ferro-lhe os dentes, no que nem um valentão.
O ladrão começou a sentir a minha dentuça morder-lhe nas sua bochechas traseiras e começou a gritar. Vem de lá uma mulher muito gorda, com o cabo de uma vassoura, deu-lhe com ela na cabeça… Pum…O ladrão desatou a correr que até batia com os pés no rabo. Fugia a gritar: – Quem me acode?…Conclusão. Ganhei uma dona, que me trata na perfeição.
Mena Santos
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Foi, sem dúvida, com choque e perplexidade que Portugal e o Mundo assistiram à catástrofe que se abateu sobre a Madeira, ceifando mais de 40 vidas e deixando centenas de cidadãos nacionais sem casa, sem trabalho ou, pior, sem um familiar, amigo ou conhecido.
É, em todo o caso, independentemente do sofrimento e posterior inspiradora recuperação dos madeirenses, factual que esta catástrofe, tendo sido natural, não poderia de modo algum ter sido evitada, tampouco, obviamente, adiada. Não ponho, evidentemente, isso em causa.
Porém, apesar do acontecimento não poder ter sido impedido, o mesmo não sucede com a prevenção, que podia ter sido feita, não fosse a atroz falta de meios, e, após o infortúnio, o socorro às vítimas, que, apesar de um desempenho que honrou, indubitavelmente, as Forças Armadas e, através da Marinha, a longa tradição marítima dos portugueses, foi em muitos casos, e novamente devido aos meios utilizados, algo ridícula, totalmente distinta do que teria sido feito em caso de tragédia semelhante num país como o Reino Unido, a França, Espanha ou até mesmo os pequenos Países Baixos, cuja Marinha tem ao serviço a “Classe Rotterdam”, classe de desenho inovador que levou vários estados europeus a copiar o modelo e a construir derivados da classe para as suas armadas, como é o caso de Espanha com a “Classe Galicia” ou, futuramente, ainda que com constantes adiamentos, Portugal com os “NavPol”.
Sucede no entanto que todos estes países, acima listados, dispõem, nas suas marinhas de guerra, de embarcações próprias ao apoio a populações num cenário de catástrofe como o que ocorreu na Madeira.
A aquisição destes navios logísticos, ou polivalentes (NavPol), para a Armada Portuguesa tem, no entanto, sido sujeita a uma série de atrasos, complicações e mudanças de prioridades, já inerentes e quase tradicionais da forma de agir dos sucessivos governos.
Estes navios, que podiam, ao contrário da fragata da Classe Vasco da Gama enviada para uma missão para a qual não foi construída, ter sido de importância fulcral e ter prestado um apoio inequivocamente significativo nos esforços de salvamento e reconstrução da Ilha e em especial do Funchal, não só não se encontravam, por total e absoluta inércia política, ao serviço da marinha como ainda nem tampouco estão a ser construídos.
Esta falta de interesse do poder político pelas Forças Armadas, que se revelou agora de relevância maior devido aos trágicos acontecimentos na Madeira, que, pelo menos por algum tempo, deixou de ser a “Pérola do Atlântico”, traduz-se, em última análise, não apenas no orçamento diminuto mas também, e cada vez mais, na notória e total obsolescência dos meios por elas utilizados, facto que provou agora, em caso de catástrofe, custar vidas.
No entanto, quem sabe, talvez agora, que a necessidade de modernização das FA, e, em particular, da aquisição dos “NavPol” se tornou evidente, o Governo, e especialmente o Ministério da Defesa mudem de procedimento.
E agora, Sr. Santos Silva?
Continuação da estratégia temerária ou reconhecimento da missão e das necessidades das Forças Armadas?
Rafael Borges
Aluno do 10ºano da Escola Secundária Raul Proença
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Opinião
A moradia em Óbidos onde há um mês foram descobertos 800 quilos de explosivos continua exactamente como as autoridades a deixaram e não se sabe quando voltará a ter novos inquilinos.
A empresa de mediação imobiliária que alugava a casa está a “aguardar indicação” das autoridades para voltar a colocar a vivenda no mercado do arrendamento, disse fonte da empresa à Lusa.
Os proprietários da moradia de Óbidos residem no estrangeiro e o contrato que tinha feito com os dois etarras tinha a duração de um ano e era renovável.
O bairro onde se situa a casa está a voltar à normalidade e a casa que esteve no centro das atenções dos meios de comunicação e dos curiosos deixou de suscitar curiosidade e o bairro “voltou à normalidade”, asseguram alguns moradores.
“Só queremos manter o nosso sossego e ainda bem que as pessoas já se desinteressaram de vir ver a casa”, confessou um vizinho à Lusa.
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José António sorridente à saída da sala de audiências acompanhado pelo seu advogado
Tarcísio Lemos, antigo candidato do CDS-PP à autarquia em 2005, foi condenado a uma pena de multa de cinco euros por dia, durante 120 dias, por ter difamado José António Silva, antigo presidente da Junta dos Vidais, que alegadamente teria praticado um crime de peculato numas obras de ampliação do cemitério da freguesia.
Durante um debate na rádio TSF-Caldas entre todos os candidatos à Câmara, Tarcísio Lemos proferiu afirmações injuriosas para com José António Silva, que queria uma indemnização cível no valor de 16 mil euros acrescida de juros. O Tribunal não provou a gravidade e como tal atribuiu esse valor. Ainda assim considerou que o ex-autarca era conhecido na freguesia dos Vidais, mas não muito no Município das Caldas, como quis fazer passar o presidente da Câmara Fernando Costa, que chegou a exagerar nessa classificação.
Por outro lado o Tribunal considerou que as afirmações do réu já haviam sido ouvidas como boato no meio da freguesia dos Vidais, anteriormente ao debate.
Na leitura da sentença, a juiz Filomena Serrano classificou “lamentável que o Estado de direito permita que as pessoas achem que podem dizer aquilo que lhes vem à cabeça e que tudo é permitido. Quem diz aquilo que pensa tem de pensar muito bem antes de dizer. Se queremos ser respeitados temos de começar por respeitar”.
A juíza considerou também que as afirmações de Tarcísio Lemos “já tinham sido alvo de mexericos e boatos, próprios de meios pequenos”.
“As pessoas têm de perceber que não se pode dizer o que se quer. Se o seu sentimento de justiça não está satisfeito, existem locais próprios para denunciar. Se alguém suspeita que alguém está a cometer crimes não tem de ir para a rádio e para os jornais. Hoje em dia as pessoas vão para os jornais, porque meteram na cabeça que os tribunais não fazem nada. Os tribunais fazem e muito melhor do que a comunicação social, que vive à base de alarido e do escândalo porque é assim que vende. O tribunal actua. Se alguém se sente incomodado por alguma coisa, deve de ir ao sítio certo que é o Tribunal e relatar. O tribunal investiga e se for caso para isso julga”, argumentou, após a leitura da sentença.
Filomena Serrano também não deixou de puxar as orelhas aos advogados e testemunhas, uma vez que alega que o Tribunal foi desrespeitado.
“O tribunal é um órgão de soberania. As pessoas esquecem-se. Neste julgamento, pela primeira vez na minha carreira judiciária enquanto juiz, nunca presenciei o que vi neste julgamento. Várias vezes um ataque directo e um desrespeito directo ao Tribunal que muito me entristece. O tribunal é um local de respeito, porque estamos aqui a fazer justiça que nos é possível fazer desde que as pessoas colaborem. O tribunal foi várias vezes desrespeitado mas ainda assim houve condições para se fazer justiça. Houve falta de consideração, mas mantive-me isenta. Justiça faz-se nos Tribunais e espero que agora vão lá para fora dizer que o Tribunal se esforça e faz tudo para que seja reposta a verdade para todos”, disse.
No final José António saiu satisfeito com a sentença e nem ele ou o seu advogado disseram que iriam recorrer deste acórdão.
Também Tarcísio Lemos, ao lado de vários amigos que o abraçaram, não se mostrou disponível para recorrer da sentença, mas aconselhou a comunicação social a se dedicar mais a casos de investigação e estar mais ao seu lado.
Carlos Barroso
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Ocorrências
A PSP de Peniche identificou, no dia 4 de Março, dois menores com 14 anos, por furto do interior de residência.
Os agentes foram alertados para o facto de dois jovens estarem no interior de uma habitação. Na chegada das autoridades colocaram-se em fuga, saindo pela garagem. Um dos menores acabaria por ser perseguido pelo proprietário da casa, que procedeu à sua interceptação com o auxílio de populares.
De referir que foi o proprietário, um homem com 70 anos, quem deu o alerta, pois ao entrar na casa, deparou-se com um dos menores no seu interior, transportando um televisor nos braços, que deixou cair no solo ao aperceber-se que havia sido descoberto e trancou-se num quarto, fugindo de seguida por uma janela, para a rua, perseguido pelo proprietário.
Das diligências efectuadas apurou-se que os menores introduziram-se no interior da habitação através do portão da garagem, que encontrava-se semi-aberto. Aos suspeitos foram apreendidos uma pen, um leitor de MP3/MP4, um comando à distância, um martelo em borracha e outros artigos de menor importância, que haviam furtado do interior da residência. Já tinham pronto para transportar um leitor de DVD. Durante a fuga um deles atirou para parte incerta um relógio. O lesado avaliou o furto em 550 euros e os danos em cem euros. Os menores foram entregues aos seus progenitores, sendo os autos enviados para a entidade competente.
No dia 3 de Março, a PSP recuperou um ciclomotor que havia sido furtado em Peniche e cujo lesado o havia avaliado em cerca de mil euros.
No dia 2 de Março, pelas 5h45, foi detido pelos agentes um homem, com 53 anos, que conduzia um veículo ligeiro de passageiros com uma taxa de álcool no sangue de 2,25 gr/l.
Carlos Barroso
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Ocorrências
A PSP das Caldas da Rainha deteve no dia 3 de Março um indivíduo com 20 anos por ter contra ele Mandados de Detenção e Condução emitidos pelo Tribunal Judicial de Caldas da Rainha.
No mesmo dia os agentes detiveram por injúrias, ameaças e tentativa de agressão, um homem com 34 anos. Os agentes foram informados cerca das 20 horas que havia um acidente, do qual resultaram apenas danos materiais, tendo um dos intervenientes abandonado o local. De imediato, foram encetadas diligências tendo a PSP visualizado a viatura a dirigir-se para um bairro da cidade, movendo-lhe perseguição. Após a intercepção do veículo, o detido saiu do mesmo, bastante exaltado e começou a injuriar e a ameaçar os agentes, ao mesmo tempo que os tentava agredir.
O suspeito acabou por ser detido, não deixando contudo de resistir à detenção, pelo que houve necessidade de aplicar o gás e as técnicas e os meios policiais entendidos como necessários para que fosse mantida a detenção. De referir, que ao ser submetido ao teste de alcoolemia, acusou uma taxa de álcool no sangue de 2,25 gr/l. Ficou notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Caldas da Rainha.
No dia 1 de Março, pelas 14h00, uma mulher com 59 anos foi abordada na cidade das Caldas, junto de um supermercado, por duas mulheres, uma com cerca de 50 anos e outra entre os 35/40 anos, de nacionalidade estrangeira. As suspeitas estabeleceram um diálogo com a lesada, informando-a que esta se encontrava muito doente e que sofria mal de inveja. Na sequência do plano, convenceram à lesada a dirigir-se à residência buscar todo o ouro e dinheiro que possuía, para serem “abençoados contra os males de inveja”.
A burlada trazia consigo a quantia de 6.510 euros em dinheiro, bem como alguns objectos em ouro, no valor de dois mil euros. De boa fé entregou às suspeitas o dinheiro e o ouro, tendo estas ido para outro local, para procederem à suposta bênção dos objectos. Após ter esperado cerca de uma hora pelas suspeitas, verificou que tinha sido vítima de uma burla.
A PSP aconselha as pessoas a não procederem ao levantamento de dinheiro ou valores para entregar a pessoas, que lhe tenham merecido confiança, principalmente, quando sejam suas desconhecidas. O “burlão” está sempre bem vestido, bem apresentado, é simpático, com facilidade de diálogo e um bom contador de histórias. Os lesados não devem abrir a porta a estranhos, mesmo que seja uma senhora ou criança, reforçando que actualmente os serviços da água, luz e telefone não fazem cobranças ao domicílio. A PSP lembra que “ninguém dá nada a ninguém sem querer uma contrapartida mais vantajosa”. Em caso de dúvida, ligue para a Polícia.
Carlos Barroso
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Caldas da Rainha
No dia 2 de Março, no Nadadouro, foi detido um homem com 36 anos por condução de um veículo ligeiro sob o efeito do álcool. Após o teste o condutor acusou 2,02 gr/l. No mesmo dia, na mesma localidade, foi apresentada uma queixa de furto de cobre.
Ainda no dia 2 foi efectuada uma operação em colaboração com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, tendo sido realizadas 15 autuações. Destas, seis foram destinadas a entidades empregadoras, por terem cidadãos estrangeiros não legalizados.
Foram fiscalizados vários estrangeiros, tendo sido identificados 74 indivíduos. Foram detidos dois indivíduos da União Europeia e quatro estrangeiros foram notificados para comparecerem nos serviços do SEF de Leiria. Quatro cidadãos estrangeiros foram notificados a abandonar o território nacional no prazo de 20 dias. 408 cidadãos estrangeiros foram fiscalizados e estavam em situação regular.
No dia 5, em Salir do Porto, foi apresentada uma queixa pelo crime de danos.
No dia 6, na Foz do Arelho, em Tornada, foi detido um condutor de 34 anos, que apresentava uma TAS de 1,44 gr/l.
No dia 7, em Tornada, foi praticado um furto num veículo. No mesmo dia, no Mercado de Santana, foi roubada uma carteira.
Óbidos
No dia 2, nas Gaeiras foi praticado um furto de 50 litros de gasóleo. Naquele dia foi praticado o furto de uma carteira do interior de um veículo.
No dia 3, na Amoreira, foi apresentada uma queixa por furto de um veículo.
No dia 4 foi apresentada uma queixa por furto ao interior de um veículo. Naquele dia, no Casal Carvalhedo, foi formalizada uma queixa por furto ao interior de uma residência.
No dia 7, no Arelho, foi formalizada uma queixa por furto numa residência.
Bombarral
No dia 2 foram relatadas agressões entre indivíduos. No mesmo dia em A-dos-Ruivos e na vila do Bombarral foram comunicados dois furtos em armazém.
No dia 4 foi elaborado um auto de notícia por furto de dois tractores agrícolas que se encontravam no interior de um stand.
No dia 7 foi participado o furto de um motociclo e o furto de um veículo ligeiro.
Peniche
No dia 4, na zona da Consolação, os militares do Núcleo de Investigação Criminal detiveram um homem por ser suspeito de arrombamento e violação de domicílio. O suspeito pernoitava nas casas, usando-as como segunda habitação durante cinco dias sem autorização dos proprietários.
Benedita
No dia 5 foi apresentada uma queixa no posto da GNR por furto ao interior de um veículo.
No dia 7 foram comunicados dois furtos de bicicletas que estavam no interior de garagens.
Naquele dia, na zona dos Moleanos, foi detido um homem com 43 anos por conduzir um ligeiro de passageiros sem habilitação legal.
São Martinho do Porto
No dia 7, na zona da Serra dos Mangues e em Alfeizerão, foram recebidas denúncias por passagem de notas falsas de 50 euros.
Carlos Barroso
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Ocorrências
Várias estradas na região estiveram cortadas no passado sábado devido às cheias provocadas pela forte chuvada.
No concelho das Caldas da Rainha, em A-dos-Francos o Rio Arnóia voltou a transbordar as margens. Nas Bairradas, no Landal, uma estrada esteve também inundada.
O Serviço Municipal de Protecção Civil de Óbidos esteve desde a manhã a monitorizar o caudal dos rios Arnóia e Real, bem como o nível de quota da Barragem do Rio Arnóia. Foi contactado o Ministério da Agricultura para a eventual necessidade de se efectuar o controlo de cheia em determinadas zonas do concelho através da Barragem do Rio Arnóia.
Por precaução, e devido ao aumento do caudal dos rios Arnóia e Real foram encerradas a Estrada Municipal 575, entre o cruzamento da povoação de Trás-do-Outeiro e a localidade do Carregal, e o Caminho Municipal 1409 em toda a zona do Aeroclube de Óbidos, junto à lagoa, impedindo, assim, as ligações entre a povoação do Arelho e a localidade do Vau e entre o Arelho e a Estrada Municipal 573, que faz a ligação entre a localidade do Vau e o Bom Sucesso.
Na estrada que passa por detrás do castelo, era possível ver pessoas à pesca, aproveitando as cheias.
Segundo o Serviço Municipal de Protecção Civil de Óbidos, todos os restantes acessos a Óbidos e ao Festival Internacional de Chocolate de Óbidos estiveram abertos e a fluir normalmente.
No Bombarral, a EN8, no Paul, esteve cortada porque o Rio Real inundou a estrada junto ao largo do Apeadeiro. Carlos André, proprietário do restaurante “O Plátano”, às cinco da manhã teve de retirar de uma arrecadação carros e equipamentos. O espaço ficou inundado. A água chegou a ameaçar chegar à Linha Férrea do Oeste. Também esteve cortada a estrada municipal no Sobral do Parelhão.
A EN115 entre Alenquer-Vermelha, no concelho do Cadaval foi igualmente afectada.
Para além das estradas, houve terrenos agrícolas completamente alagados.
Francisco Gomes
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Cinco pessoas foram vítimas de agressões entre os dias 1 e 6 de Março na cidade das Caldas da Rainha. Os bombeiros foram chamados para o edifício da Segurança Social no dia 1 de Março, pelas 10h24 por um homem ter esfaqueado uma funcionária. No mesmo dia, pelas 13h25, na Estrada dos Vales, na Espinheira, nova agressão aconteceu e uma pessoa necessitou de ser assistida no Hospital.
No dia 5 de Março, pelas 1h18 da madrugada, na zona do Largo Conde Fontalva, duas pessoas envolveram-se em confrontos, tendo uma delas precisado de assistência médica. Naquele dia, pelas 3h13, na Rotunda da Fonte Luminosa, nova agressão, onde mais uma pessoa necessitou de auxílio dos bombeiros, que a transportaram para a unidade de saúde das Caldas.
No dia 6 de Março, pelas 18h09, no Posto de Abastecimento de Salir de Matos, algumas pessoas desentenderam-se, o que motivou agressões, com ferimentos numa delas.
Sete pessoas apresentaram pequenos traumatismos quando foram assistidas pelos bombeiros das Caldas junto à Escola Básica perto dos Hortas, no Colégio Frei São Cristóvão em A-dos-Francos, no Avenal, na Rua da Amargura, na Rua do Avenal, em Tornada e na Rua Fonte do Pinheiro.
No Bairro Albano, no passado dia 3, os bombeiros foram chamados para uma queda de árvore. No dia 6, os voluntários trataram de uma inundação na Estrada Nacional 114 nas Bairradas e na zona da Fonte Luminosa foram alertados para a queda de uma infra-estrutura.
Os serviços de protecção civil tiveram de sinalizar a inundação em A-dos-Francos porque o Rio Arnóia saltou as margens no passado sábado.
No dia 3 de Março pelas 14h03, na Rotunda da EBI de Santo Onofre, uma pessoa foi atropelada, sofrendo ferimentos que a levaram ao Hospital das Caldas.
Na zona do Alto dos Moinhos e nos Baixinhos duas viaturas arderam.
Carlos Barroso
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