O ministro da Agricultura apelou no dia de inauguração da Feira da Cebola que decorreu em Rio Maior que as cadeias de distribuição deem prioridade à compra de produtos agrícolas portugueses.
O ministro António Serrano frisou que é necessário “melhorar as relações entre as estruturas de distribuição e os agricultores”, afirmando ainda que “a distribuição tem que dar prioridade à produção nacional e proteger o nosso agricultor na formação de preços mais justos”.
Considerando o sector como “o mais importante do país”, o ministro disse ainda que, nos últimos anos, “a agricultura portuguesa tem perdido fulgor, fruto de políticas europeias diversas e contraditórias”.
“Hoje não temos os 20 a 30 por cento da população activa na agricultura. Serão cerca de 7 por cento. Mas temos uma agricultura moderna, com gente nova e agricultores inovadores”, sublinhou António Serrano.
O ministro da Agricultura disse ainda que “é necessário valorizar a actividade do agricultor que tantas vezes é socialmente desvalorizada” e apelou aos consumidores portugueses para que “quando forem comprar produtos agrícolas escolham produção nacional. Assim estaremos a ajudar indirectamente a nossa agricultura porque esta tarefa de recuperação do sector não é apenas uma missão do Governo e de um ministro, é uma tarefa de toda a sociedade”.
António Serrano afirmou também “o compromisso do Governo em ajudar a reforçar a capacidade de organização dos agricultores”, frisando que “o sector tem novas exigências” e que “quantos melhor organizados estiverem os agricultores mais capacidades terão para negociar melhores preços”.
Sobre a Feira Nacional da Cebola, que juntou este ano no mesmo espaço 38 ceboleiros e 170 expositores ligados ao sector, o ministro da Agricultura classificou o certame como “um exemplo de uma iniciativa que é não só a recuperação de uma tradição da terra, mas significa um empenho municipal na revitalização da nossa agricultura”.
A presidente da Câmara de Rio Maior Isaura Morais, além do governante teve ainda como convidados a Governadora Civil do Distrito de Santarém, Sónia Sanfona, o deputado à Assembleia da República, João Sequeira, os vereadores, Carlos Frazão, Nuno Malta, Sara Fragoso, Carlos Nazaré, Ana Cristina Silva e Daniel Pinto, o representante da Assembleia Municipal de Rio Maior, Carlos Neto, o presidente da Associação Empresarial do Concelho de Rio Maior, Carlos Abreu, os presidentes das Juntas de Freguesia do Concelho, o vice-presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, bem como outros autarcas e representantes de várias entidades.
Na cerimónia de abertura Isaura Morais, lembrou a história da Feira Nacional da Cebola e a renovação que o actual executivo camarário lhe pretende dar.
“A Frimor é um encargo muito pesado para qualquer executivo. A responsabilidade é grande, mas quanto maior é, maior deve ser também o sonho”, disse a autarca.
Este certame tem como grande atracção a cebola, com a presença de dezenas expositores que ao longo dos cinco dias comercializaram cerca de 200 toneladas deste produto.
De salientar ainda a Feira da Saúde, com diversos rastreios para toda a população, a Cozinha ao Vivo e Prova de Vinhos no Espaço Gourmet do Pavilhão Multiusos, diversos Colóquios de Lusofonia, Desfile de Moda “RM Fashion”, Encontro Nacional de Coleccionadores, inauguração da exposição de pintura “Viagens” de Umbelina Ribeiro na Galeria Municipal de Exposições, Recriação Etnográfica da “Safra Tradicional do Sal” nas Marinhas do Sal, Festival de Folclore, o 1.º Festival de Fanfarras dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior no Estádio Municipal, a 1.ª Feira do Artesanato Urbano e Artigos em 2.ª Mão no Jardim Municipal, a Corrida de Toiros à Portuguesa junto ao Pavilhão Multiusos e um Concurso de Montras, para além da habitual animação nocturna com diversos D’js riomaiorenses na tenda dos bares ao lado do Pavilhão.
A organização conjunta da Câmara Municipal e da Associação Empresarial do Concelho teve como objectivo a presença de mais de 100 mil pessoas ao longo dos cinco dias de certame.
Carlos Barroso


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