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Director: Jaime Costa | Chefe de Redacção: Francisco Gomes

 

À espera de socorro

Agosto 26th, 2010 in Jornal das Caldas. Edição On-line 7 Comments

socorroQuando me dirigia à Ribeira Velha, em Peniche, ao passar junto ao Restaurante Colmeia, vi um senhor encostado à parede e de repente começar a desfalecer ficando prostrado no chão desmaiado e com um líquido escuro a sair debaixo dele.

De imediato liguei para o INEM 112 e solicitei ajuda, explicando o que se estava a passar. Pediram-me para aguardar e falar com um médico. Aguardei algum tempo e nada aconteceu, pelo que de imediato desliguei o telefone e contactei os Bombeiros Voluntários de Peniche que em menos de cinco minutos compareceram no local levando o senhor para o hospital.

Neste intervalo de ligar para o INEM e para os Bombeiros, recebi uma chamada do INEM a confirmar se era eu que tinha pedido assistência, ao qual respondi afirmativamente. De seguida começou um questionário estranho – qual a idade do senhor, se falava, se estava lúcido, se estava ferido e eu sempre a retorquir que o que era necessário era uma ambulância, uma vez que o senhor se estava a esvair num líquido castanho-escuro.

Perante tanta insistência, acabei por desligar o telefone pois ao início da Rua Pedro António Monteiro já aparecia a ambulância dos Bombeiros Voluntários de Peniche e por conseguinte para mim assunto encerrado.

É muito estranho que numa situação de emergência como esta a pessoa que aguarda uma ajuda tenha que esperar tempo demais por auxílio, devido a um sem número de perguntas que podem fazer todo o sentido mas que para quem espera, não só parece, como é uma eternidade.

Obrigado aos Bombeiros Voluntários de Peniche.

 

Carlos Alberto Tiago

Tags: Opinião

7 comentários até ao momento ↓

  • 1 RR45 // Ago 26, 2010 at 4:26 pm

    “Obrigado aos Bombeiros Voluntários de Peniche”
    Frase bonita mas esquecem-se que muitas vezes saiem sem autorização do CODU!!! E depois, sem as tais perguntas, verifica-se que não é uma situação de emergência…
    Isto tudo observado simplesmente pelo tripulante porque este não faz passagem de dados!…
    Resumindo, saiem para situações com a ambulância INEM e depois passam a factura à vítima ou verbete ARS!…
    Pois é!!!…
    Enfim!

  • 2 Jorge Coimbra // Ago 27, 2010 at 2:46 pm

    Então se as perguntas fazem sentido, secalhar é melhor explicar aos cidadãos o porquê de o serem. Em vez de incentivar a não colaborar. Imagine o cenário da A25, ja viu se tivesse que ligar para cada um dos 189 bombeiros ou para cada uma das mais de 30 Corporações de Bombeiros? E sabia que isso não contempla os carros médicos? Sabia que em Peniche existe um meio diferenciado que precisa de critérios para sair? Sabia que se disser sucintamente o que se passa e der rapidamente a morada a ambulância pode ir a caminho do local enquanto o senhor recebe indicações do operador para poder ajudar enquanto a ambulância não chega junto a si?
    Já se deu conta do elevado número de factos que o senhor enquanto cidadão desconhece? Sabia que é sua obrigação colaborar com os serviços de emergência? Para a próxima vez, antes de criticar, informe-se!

  • 3 Fani // Ago 31, 2010 at 1:23 pm

    A Ignorância é pura, bonita e trai quem não sabe o que diz. Vejamos:
    Para o Sr. Carlos Alberto Tiago o que é verdadeiramente importante é uma ambulância e não o Socorro em si, os cuidados e o tratamento adequado. O verdadeiramente importante para este Senhor é o “carregar e andar”, qual cabeça de gado!
    Já agora: Quando vai às compras e quer (por exemplo) batatas, só costuma trazer o saco?!?! É que afinal, importante é o transporte e o meio de transporte, ou seja, O SACO! Se as batatas veem lá dentro ou não e se estão bem tratadas ou não, é acessório!
    Portanto Sr. Carlos Alberto Tiago, deixo-lhe a si e a todos os leitores uma sugestão caso a aceite: Informe-se e acima de tudo FORME-SE sobre o que é o Sistema Integrado de Emergência Médica em Portugal. Veja bem do que se trata e como funciona e só depois comente para que o faça de uma forma correcta e não de uma forma ignorante, descabida e parcial.
    Já agora, obrigado aos Bombeiros de Peniche, que apesar de tudo socorrem e ajudam pessoas menos correctas e que de certa forma também os prejudica com comentários tristes destes. Enfim.

  • 4 Isabel C // Set 2, 2010 at 6:20 pm

    Peço desculpa mas quando li estes 2 comentários fiquei com uma ligeira sensação que o problema é a facturação, será que não querem entender o que esta pessoa sentiu ao ver o Sr. e o estado em que estava? criticar é fácil.

  • 5 A.Nobre // Set 3, 2010 at 12:35 pm

    O problema aqui é de estupidez, falta de formação e falta de respeito para com as instituiçoes, nomeadamente, aquelas que nos socorrem, ora aquele senhor ficou escandalizado com as perguntas que o profissional de saúde do CODU lhe fez, é realmente um desconhecimento total, de como funciona a nossa Emergência Médica, que apesar de sermos um país falido, temos um sistema de socorro, muito bom e que pode até ombrear com os melhores da Europa, concordo inteiramente com o Sr. Jorge Coimbra, se não sabe informe-se!!!

  • 6 Esquila // Set 5, 2010 at 10:59 am

    Pois é…
    Para quem não está habituado a ver alguém doente/mal tudo parece um exagero e a ansiedade sobe rapidamente, mas sim é importante dar o máximo de informação aos socorristas par que eles possam tomar as decisões apropriadas…

  • 7 teresa oliveira // Set 6, 2010 at 4:33 pm

    COM tanta critica ainda nos arriscamos a passar por pessoas moribundas na rua e ninguém as socorrer para não ser achincalhado…….. não somos obrigados a saber tudo… para mais em situação de stress…. todos tem razão

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