Um abaixo-assinado anda a circular em São Martinho do Porto para evitar a desclassificação da barra e a perda do estatuto de porto secundário, defendendo que sejam criadas condições de funcionamento como porto de pesca e porto de recreio.
De acordo com o documento, o porto de São Martinho desde o século XIII até aos dias de hoje cumpriu o seu dever, ao abrigar todos os que praticam a pesca, para além de ter recebido os pescadores da Nazaré e os praticantes da náutica de recreio.
“Não podemos deixar morrer o passado, como temos de abraçar o futuro, criando condições de entrada da barra, infra-estruturas para fundear e aportar as embarcações com comodidade, segurança e operacionalidade, garantindo os serviços necessários ao exercício das duas actividades”, refere o abaixo-assinado.
Encontram-se registadas na Delegação Marítima de S. Martinho do Porto 26 embarcações de pesca marítima e inscritos 49 pescadores profissionais, operando, no mínimo, mais 3 embarcações do Porto de Peniche na apanha das algas, para a qual foram passadas 70 licenças no ano transacto.
“Não se pode desvalorizar as 1300 embarcações de recreio registadas e as milhares de Cartas de Marinheiro, de Patrão Local e de Patrão de Costa emitidas e cujo a formação foi garantida pelo Clube Náutico de S. Martinho do Porto”, indica o documento.
“Estes números têm obrigatoriamente de aumentar, não podendo assistir-se à fuga de pessoas e embarcações para outras paragens por falta de condições do Porto, com consequências negativas nos tecidos social, económico e cultural da Vila e da sua gente. Esta “Porta de Mar” não pode ser fechada, não se aceitando, tal como o PROTOVT – Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo propõe, a desclassificação desta área, identificando-a como um Núcleo de Turismo e Lazer”, sublinha.
Por isso, pretende-se que seja mantido o estatuto de porto secundário e que sejam criadas condições de funcionamento como porto de pesca e porto de recreio.
“Há espaço para a praia em S. Martinho, o porto sempre coube no seu nome, haja vontade para que o porto se requalifique e renasça. O mar foi a vocação e o sustento das gentes de S. Martinho do Porto, é e terá de o ser no futuro”, sustenta o abaixo-assinado.
Francisco Gomes


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