Caldas deixou de estar tecnicamente falido
O Caldas reuniu, na passada quinta-feira, em Assembleia-Geral (AG) com o intuito de apresentar as contas aos sócios que compareceram à chamada. Embora tenham sido poucos os sócios presentes na reunião, o Caldas não descurou a apresentação das contas e deu uma boa nova: o clube deixou de estar tecnicamente falido, ou seja, anteriormente tinha dívidas superiores.
Outra boa nova para o clube é a constante diminuição do passivo do clube alvinegro, como o próprio presidente do Caldas, Vítor Marques, afirmou: “O passivo tem vindo todos os dias a baixar”.
É fruto também da vontade da direcção regularizar as suas dívidas, na medida em que a direcção vai ao encontro dos credores, por iniciativa própria, com a finalidade de fazer acordos e muitas vezes consegue que as pessoas “perdoem” parte da dívida.
Nos últimos três anos o Caldas teve a capacidade de amortizar 300 mil euros de dívidas, sendo que do ano de 2008 para 2009 o clube reduziu o passivo em 93 mil euros.
Pese embora a crise, o Caldas viu aumentadas as suas receitas de publicidade, beneficiando ainda da Lei do Mecenato, pois várias dívidas foram pagas através de donativos.
Na demonstração de resultado apresentada foi possível verificar que no ano de 2009 o clube teve um total de proveitos de 377 mil euros enquanto em 2008 o valor cifrou-se em 391 mil euros. Por sua vez, os custos tiveram igualmente uma redução, uma vez que em 2008 os mesmos foram no valor de 370 mil euros e em 2009 passaram para 285 mil euros.
Presentemente o passivo do Caldas ronda os 137 mil euros, contudo, nesta fase em que clube apresenta credibilidade perante os credores, instituições e população em geral tem-se verificado algo que está a deixar os responsáveis do clube bastante preocupados. A quotização dos sócios tem vindo a sofrer uma enorme redução e apesar dos esforços do Caldas para inverter essa situação os resultados não têm sido animadores. Vítor Marques lamenta que haja muita “falta de bairrismo na cidade”, porém o clube vai continuar à procura de soluções para contornar o problema e conseguir conquistar mais sócios.
Luís Xavier, tesoureiro do clube, esclareceu ainda que devido a questões de ordem logística não foi possível apresentar as contas até dia 31 Março e portanto para o clube não pagar coimas, o modelo 22 foi entregue antes das contas estarem aprovadas pelos sócios, no entanto, se as mesmas não fossem aprovadas, como foram por unanimidade pelos 19 sócios presentes, seriam devidamente rectificadas sem o clube sair em prejuízo e ser multado.
Na AG foi ainda feito um minuto de silêncio por todos os sócios falecidos e em especial em memória de Paulo Rodrigues, sócio e colaborador, falecido em Novembro de 2009.
A.N.



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