De 1 a 14 de Agosto, pelas ruas das Caldas da Rainha e nalgumas freguesias vão estar aguarelistas oriundos de vários países europeus que irão captar, reinterpretar e criar sinais da nossa identidade.
Diariamente partem à descoberta dos nossos quotidianos, das nossas paisagens, do nosso património, dos nossos sonhos, vão afirmar os valores de intercâmbio e divulgação artística, cultural e turístico numa manifestação artística que milenar, inova e recria conceitos e estéticas, a aguarela materializa como outras correntes artísticas os valores simbólicos e espirituais das nossas culturas.
Quem pode ficar indiferente ao trabalho do Turner que produziu milhares de aguarelas, a Tadeo Gaddi discípulo de Giotto, que produziu desenhos aguarelados que vieram a influenciar desde artistas flamengos até aos artistas de Florença e Veneza. E sem esquecer o grande mestre Dürer que produziu aguarelas resistentes ao tempo. Aos Ingleses coube o papel de tornar esta arte a grande referência mundial, porque com a descoberta do chamado “Novo Mundo” ela foi sendo o registo mais fiel das suas viagens e descobertas, tornando-se no século XVIII uma técnica com um método autónomo e independente, difundida por toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”.
Decorriam os anos de 1550 quando um artista de nome John White ao participar na expedição de Sir Walter Releigth, foi registando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, é ainda hoje considerado por alguns como o pai da aguarela. Subsiste uma indeterminável lista de artistas mundialmente e nacional reconhecidos, de que poderemos referir, dos Estados Unidos os Winslow Homer e John LaFarge (reconhecidos como os grandes artistas da paisagem), desta velha Europa, Kandinsky em 1910 surpreendeu-nos com a sua primeira obra abstracta numaaguarela, em 1914 na Tunísia, Klee, Macke e Louis Moilliet mudam o mundo das artes com as suas aguarelas.
Portugal também tem um vastíssimo espólio artístico desta arte, podemos entre muitas e muitas aguarelas referir que os barcos e veleiros históricos do Tejo ficaram mais ricos porque as aguarelas de João de Souza as registaram para nossa fruição.
Culturalmente é um projecto de valorização que conflui vários sentidos de e para a cidade das Caldas da Rainha, dar a conhecer-se e ser reconhecida, vamos poder assistir diariamente no CCC à exposição que resulta do trabalho diário dos artistas, conversar, aprender e adquirir peças que ficarão como memória.
É uma iniciativa cultural conjunta do CCC e da autarquia para a promoção do conceito Wonderful Place.



3 comentários até ao momento ↓
1 Alexandra Fernandes // Ago 2, 2010 at 9:48 pm
Parabéns é destas iniciativas que Caldas da Rainha merece pois a pintura parecia estar esquecida numa cidade com uma arquitetura lindíssima.
2 Maria José São Simão // Ago 30, 2010 at 11:28 pm
Adorei, vi técnicas nunca vistas, com pessoas incríveis, o meu muito obrigada a todos aqueles que participaram neste evento.
3 Maria // Set 4, 2010 at 1:33 am
Parabéns. Mais iniciativas desta
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