Reuniu no passado dia 9 o Grupo Dinamizador Caldense da Campanha de Manuel Alegre para as Presidenciais de 2011.
Nesta sessão prepararam-se as acções de recolha de assinaturas. Foi igualmente debatida a localização da futura sede.
“É um combate que vale a pena e que chama por nós. Vou precisar de si e de todos os que quiserem estar connosco para mudar e para vencer, pela República e por Portugal”, diz Manuel Alegre no seu sítio na Internet (www.manuelalegre.com) e onde se pode ver uma referência à Foz do Arelho, através de uma fotografia na sua faceta de pescador.
O grupo caldense convida todos os interessados a juntarem-se a este núcleo através do contacto caldas.alegre.2011@gmail.com e 917766492.
Manuel Alegre nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina.
A sua tomada de posição sobre a ditadura e a guerra colonial levam o regime de Salazar a chamá-lo para o serviço militar em 1961, sendo colocado nos Açores, onde tenta uma ocupação da ilha de S. Miguel, com Melo Antunes. Em 1962 é mobilizado para Angola, onde dirige uma tentativa pioneira de revolta militar. É preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante 6 meses. Na cadeia conhece escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Colocado com residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e sair para o exílio em 1964.
Passa dez anos exilado em Argel, onde é dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Aos microfones da emissora A Voz da Liberdade, a sua voz converte-se num símbolo de resistência e liberdade. Entretanto, os seus dois primeiros livros, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967) são apreendidos pela censura, mas passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Poemas seus, cantados por Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, tornam-se emblemáticos da luta pela liberdade. Regressa finalmente a Portugal em 2 de Maio de 1974, dias após o 25 de Abril.
Entra no Partido Socialista onde, ao lado de Mário Soares, promove as grandes mobilizações populares que permitem a consolidação da democracia e a aprovação da Constituição de 1976, de cujo preâmbulo é redactor.
Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002, participa esporadicamente no I Governo Constitucional de Mário Soares. Dirigente histórico do PS desde 1974, é Vice-Presidente da Assembleia da República desde 1995 e é membro do Conselho de Estado (de 1996 e 2002 e de novo em 2005). É candidato a Secretário-geral do PS em 2004, naquele que foi o mais participado Congresso partidário de sempre.
Em 2005 candidatou-se à Presidência da República, como independente e apoiado por cidadãos, tendo obtido mais de 1 milhão de votos nas eleições presidenciais de 22 de Janeiro de 2006, ficando em segundo lugar e derrotando o candidato oficial apoiado pelo PS.
Em 23 de Julho de 2009 despediu-se do lugar de Deputado, que ocupou durante 34 anos e que deixou por vontade própria nas legislativas de Setembro. Foi reeleito para o Conselho de Estado em Novembro de 2009.
Em Janeiro de 2010 anuncia a sua disponibilidade para travar o combate das presidenciais em 2011 e em Maio de 2010 apresentou formalmente a sua candidatura à Presidência da República.
Tem uma vasta obra poética.



9 comentários até ao momento ↓
1 A.Nobre // Jul 22, 2010 at 4:30 pm
Pois é! Se houvesse justiça e bom senso, este Sr. não teria sequer um voto da população do Concelho de Caldas da Rainha. A Foz do Arelho e a Lagoa de Óbidos, não teve este Sr. como aliado num passado bem recente, nem sequer foi visto por cá, era embaraçoso para ele ter de se pôr do lado da população contra o INAG, nem uma palavra em defesa da nossa Lagoa, por isso é com toda a justiça que não deva levar um voto sequer, destas gentes. Penso que o povo não se esquece, não fosse notado o silêncio deste Sr. por diversas vezes, o tal que se diz amigo, cá do sítio, já agora um conselho, dedique-se à pesca lá para os Açores, talvez se safe. Boa pescaria!
2 Manguito Ecológico // Jul 22, 2010 at 5:38 pm
Grande coisa fez ele pela Foz do Arelho!…
3 Amaral Dias // Jul 22, 2010 at 7:35 pm
Manuel Alegre ?
Mais um à pesca de quê ?
Pensa que vai governar o país, deveria era ganhar juízo. É um poço de contradições, que só vem complementar o total descrédito dos políticos. São os mesmos que são responsáveis pela crise Portuguesa, e agora vem pedir votos ?
Simplesmente vergonhoso.
4 Mauro Mangas // Jul 26, 2010 at 1:21 pm
Sr. Manguito Ecológico, embora não concorde com as suas palavras, nem tão pouco lhe refutarei o que a meu entender não são argumentos.
Contudo, não posso deixar de achar engraçado que a sua identidade esteja desta forma camuflada. Meu caro, quem não deve, não teme.
Faça como o Sr. Amaral Dias ou como o Sr. A. Nobre, que teceram os seus comentários e que mereceram a minha maior atenção, só pelo facto de se identificarem.
Tipico português… Contra tudo e contra todos, mata e esfola. A bela da revolução que não passa da mesa do café, ou de um blog… vá lá… “falam, falam… mas não dizem nada”!
Um abraço,
5 Amaral Dias // Jul 28, 2010 at 6:31 pm
Ainda bem que “esses” falam e falam e distribuem tachos para os amigos e o país a arder na dívida pública. Quem são os culpados ?
Pense lá um bocadinho….”esses” que se propõem a candidatos, já os conhecemos à muitos anos, e o resultado está aí. Tachos e panelas para todos os que apoiam. Não me admira que o amigo esteja a candidatar-se a um desses lugares. Mas perece que nesta hora “esses” e seus apoiantes tem memória curta.
Felizmente que existe liberdade, mas parece que por aqui existe gente, que tem vontade do que por aqui se escreve, ou se mandassem já nos tinham enfiado no tarrafal. Enfim é o que temos.
6 Manguito Ecológico // Jul 29, 2010 at 10:01 am
À atenção do Sr. Mauro Mangas: o anonimato não me retira razão. Nem desculpa a ausência de explicações para a sua débil não concordância.
7 Mauro Mangas // Jul 29, 2010 at 3:10 pm
Manguito Ecológico: O seu anonimato é verdadeiro para alguns, não para mim. Como sabe a Internet tem muitos recantos e ferramentas. Por respeito, não o vou divulgar!
Contudo o seu “anonimato” não lhe tira nem dá razão, é uma cobardia que me dá o direito de o ignorar! Feito!
8 teresa oliveira // Ago 1, 2010 at 11:46 pm
Precisamos de um Presidente trabalhador, que saiba o que a vida custa e não queremos perder um poeta. Já por lá passaram nulidades a reboque que chegam e sobram. EMbora que quando já não Há pão todos ralham e ninguem tem razão. Há pessoas que estão tão apegados a viajar à conta do Zé povinho que concordam com todas as aberrações só para ficarem alapardados mais uns anitos
9 Amaral Dias // Ago 5, 2010 at 6:02 pm
Muito aprecio o comentário de Teresa Oliveira !
Tem razão no que diz, mas Manuel Alegre na minha opinião vai ser mais do mesmo ! Desiludem-se que Presidente não governa. Já deu mostras que é uma pessoa politicamente instável, e isso não nos interessa ter em Portugal, para isso já bastam os que lá estão.
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