Jorge Santos e Magda Carvalho foram eleitos, respectivamente, presidente e vice-presidente do núcleo concelhio dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD) das Caldas da Rainha.
A dinamização de várias actividades, o reforço da estrutura de militantes trabalhadores e a defesa dos valores da social-democracia no mundo empresarial e laboral, são os principais objectivos do secretariado, agora eleito, que conta ainda como vogais com Nuno Anjos, Vânia Ferreira e Mário Santos.
“A Direcção é composta por cinco elementos de experiências profissionais completamente distintas, com o propósito de se afirmar na defesa dos direitos dos trabalhadores”, explica Jorge Santos.
“O que nos une é um simples facto, mas que constitui facto de vergonha: desde o século V a.c. na Grécia Antiga até aos nossos dias, muitos homens e mulheres morreram na luta pela legalização de Direitos Fundamentais do Homem, como a Igualdade, a Liberdade de Expressão, o acesso ao trabalho organizado, enfim, todo um conjunto de princípios económicos, sociais e políticos importantíssimos para que as sociedades modernas pudessem ser mais democráticas e verdadeiramente livres. Actualmente, em pleno século XXI a maior parte dessas Leis fundamentais para cidadãos em geral, e trabalhadores em particular, estão já consagradas como Lei nos Estados Democráticos de Direito, mas são constantemente desrespeitados e ignorados”, refere.
E descreve: “Mulheres que engravidam e são despedidas sem justa causa, empresas que obrigam a trabalhar domingos e feriados sem pagar a dobrar nem dar folgas, homens e mulheres nos mesmos postos estando o homem com maior salário, descriminações nos locais de trabalho devido a diferentes práticas culturais, sexuais ou religiosas, abuso dos trabalhadores sobretudo em situações de desconhecimento da Lei, ameaças, perseguições, entre muitas outras, são algumas das irregularidades que ocorrem na vida laboral”.
“O que nos propomos é fazer a defesa dos trabalhadores, e para isso colocamo-nos à disposição de todos aqueles que queiram solicitar-nos apoio nessa luta, anonimamente ou não”, indica Jorge Santos.
“Não temos a autoridade para resolver directamente os conflitos, mas iremos alertar publicamente todas as irregularidades que possamos vir a ter conhecimento, e iremos encaminhar as queixas para quem tem a obrigação de investigar alegadas irregularidades (Inspecção Geral do trabalho, Tribunal de Trabalho, entre outras) acompanhando todo o processo, por forma a garantir que o caminho seguido pelas autoridades competentes é o correcto”, garante o presidente dos TSD das Caldas da Rainha.
Francisco Gomes


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