A margem do Rio Arnóia, em A-dos-Francos, Caldas da Rainha, rebentou ao princípio da tarde de 12 de Janeiro e o leito invadiu as ruas da vila, ameaçando as habitações e estabelecimentos.
Estiveram em risco inundações na farmácia, dependência da Caixa Agrícola, no Café Central, na mercearia e na associação de A-dos-Francos.
Os populares, habituados a estas subidas repentinas das águas do Rio Arnóia, mas não ao rebentamento das margens, prepararam-se com galochas e colocaram portadas para impedirem que a água entrasse nos seus estabelecimentos e casas.
Porém, a população lamenta que o leito do Rio não seja limpo, nem que haja manutenção e reforço das margens do Rio Arnóia durante o Verão, uma vez que no Inverno corre-se sempre este risco.
“O rio vai comendo a margem. A água é muita, tem muita pressão, salta o muro e estraga-me o terreno”, explicou António Filipe.
José da Costa Carvalho construiu um dique “para que a água não entrasse” na sua habitação. Este morador na zona afectada relatou ainda que “dias antes tinha sofrido com a intempérie do vento” que lhe partiu diversas telhas da cobertura da garagem e na altura em que estava a efectuar a reparação foi “surpreendido com a subida do nível da água”.
Também o proprietário do minimercado de A-dos-Francos, Francisco Bernardino, teve de se preparar para a repentina subida das águas, colocando “os produtos para cima das prateleiras” e colocando uma barreira à entrada da porta uma vez que já sofreu “bastantes prejuízos com as cheias derivadas do Rio Arnóia”.
Elementos da Protecção Civil e dos Bombeiros estiveram na zona afectada, assim como o executivo da Junta de Freguesia, que tentaram minimizar os danos da subida do caudal das águas, abrindo canais de escoamento das águas para o leito normal no Rio Arnóia.
Carlos Barroso


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