O carro movido a energia eólica concebido por João Jesus, um inventor das Caldas tem novo protótipo e já tem nome, denominando-se “energy auto sol e vento”.
“Aperfeiçoei a ideia inicial, fiz uma série de experiências e criei novos modelos de turbinas. São uma base de ensaio para captação de energia eólica e transformar em energia para gerar corrente para um carro eléctrico”, explicou.
“Foram muitas horas de trabalho e de muitas experiências falhadas, de materiais danificados, mas avancei bastante no aproveitamento da energia eólica”, confessou o inventor residente no Coto.
O sistema de alimentação do carro são as turbinas que são desenvolvidas artesanalmente por João Jesus, mas nas pequenas correcções conseguiu aumentar o número de rotações “só com ligeiros acertos nas lâminas das turbinas”.
João Jesus julga que com um fabrico e em série poder-se-á aperfeiçoar-se e “tirar ainda mais rendimento. Mas da experiência que fiz tenho a certeza que isto dá rendimento”.
Neste novo desenvolvimento, João Jesus concebeu dois kits de turbinas que podem ser aplicadas em qualquer carro, contudo, um carro normal tem de sofrer uma modificação na frente, na zona do motor, para receber uma dessas turbinas, além de ter várias baterias para a poder armazenar.
Porém, alerta que este sistema que estuda e produz “é para um carro criado de raiz para ser utilizado e não é um sistema para utilizar num carro normal”.
O inventor sabe que estão em estudo dois tipos de carros eléctricos e que poderão vir a receber uma destas duas turbinas que concebeu no último ano de estudo, mais uma vez de forma solitária.
“Nunca fui contactado porque não entendem o sistema. Começaram a pensar que eu estava a desenvolver uma máquina de desenvolvimento perpétuo e isto são dois sistemas paralelos que não interferem um no outro, mas são dependentes um do outro. Um sistema gera, com turbinas, corrente e armazena-a nas baterias e outro sistema é do motor que consome a energia que as baterias tem e que fazem o veículo andar”, explica.
João Jesus julga que o motor eléctrico tem de ser criado com cerca de 10 a 15 cavalos, para que o carro ande a 90km/h e esse motor não pode ter um consumo exagerado, tipo 100 amperes-hora.
“O carro pode tornar-se autónomo, mas o motor tem de ter consumo reduzido para que a turbina que gera corrente a poder armazenar nas baterias”.
“Os geradores de corrente têm de ser criados. As baterias têm de ser mais leves e devem aceitar carga em meia hora e não em quatro horas como actualmente”, referiu.
Apesar de todos estes avisos, João Jesus revelou que o ensaio “é eficiente ainda porque mesmo sem vento a deslocação do veículo produz energia” que é acumulada nas baterias por acção das turbinas.
Segundo o criador, as coisas estão mais definidas para o sistema de alimentação para o carro eléctrico, mas ainda é preciso ser estudado por outras pessoas ou por uma equipa, o desenvolvimento de um motor, um gerador e uma bateria, mostrando-se o criador caldense disponível em colaborar.
Carlos Barroso


22 comentários até ao momento ↓
1 MAC // Jan 13, 2010 at 4:17 pm
Mas o carro não funcionava já!!
Afinal agora já só funciona se, se, se e se!?
Depois de tudo o que já foi dito sobre este tema em artigos anteriores, esta frase é hilariante:
é eficiente ainda porque mesmo sem vento a deslocação do veículo produz energia” que é acumulada nas baterias por acção das turbinas.”
Por favor alguém explique ao Sr. que a energia desperdiçada pelo atrito causado por estas turbinas seria sempre superior á energia armazenada pelas mesmas no o mesmo movimento, e que a ideia seria exactamente o oposto, e seria reduzir o atrito, melhorando a aerodinâmica, para permitir o movimento com um menor dispêndio de energia. Será tão complicado de entender?
Alguém ajude este Sr, que anda a dar cabeçadas numa rocha, e oriente o seu empreendedorismo e a sua vontade de trabalhar para um caminho que no final não lhe traga apenas desânimo e desilusão.
Eu já tentei explicar-lhe isso. Custa-me ver alguém desperdiçar o seu tempo e dedicação apenas por estar mal informado.
2 Djonatan Luiz de Souza // Jan 14, 2010 at 12:35 pm
gostei, acho que deve continuar tentando e não acreditar em pessimistas, quero saber como vc
3 Aires // Jan 15, 2010 at 10:44 am
Segundo aquilo que já li algures sobre este assunto pelos vistos o verdadeiro milagre era se aparecesse o fabricante para tal motor, tal gerador, tais baterias…
será que vai aparecer? Mas parece que um subsidio para o projecto já apareceu… Tenham dó do contribuinte! Informem-se primeiro e esbangem dinheiro depois!
4 João F.Jesus // Jan 16, 2010 at 7:03 pm
Olá “Sancho Pança” se quer ser o meu escudeiro tem de pôr mais sal na moleirinha.
Se quer montar o meu “Cervantes” pode tirar o seu da chuva.
5 Mário // Jan 18, 2010 at 7:08 pm
Penso que é necessário carregar as baterias enquanto estiver parado a partir de qualquer fonte, a não ser que finalmente esteja inventado o moto-continuo o que não me parece.
Assim, nem com o vento a favor muito menos contra o vento !
Provem-me o contrário!
6 MAC // Jan 20, 2010 at 4:39 pm
Ora ora!! Não sabia que já havia subsídios ao barulho! Agora já entendi tudo!
Por isso o senhor Jesus rapidamente se mostrou belicoso nas respostas e entrou na ofensa pessoal como argumento.
Agora faz sentido: – Afinal era mesmo receio que alguém abrisse os olhos e o tal subsidiozoinho já não lhe fosse parar à carteira.
Amigo Aires, ainda bem que nos entendemos relativamente aos “milagres” necessários para isto ir avante.!
Mas então conte lá quem foi a instituição “iluminada” que resolveu mandar fora o dinheiro dos nossos impostos? Isto era bom saber-se, afinal estamos numa região de “artistas” e “intelectuais” e era sempre bom poder chamar os Burros, perdão, os Bois, pelos nomes!
Afinal não me consegui calar, sobre este assunto como havia prometido. Esta do subsídio era irresistível!
Cumprimentos
7 Ferreira // Set 4, 2010 at 6:17 pm
Bem… Não sejamos extremistas.
Acho que o Sr. João é um sonhador que tem a vontade de concretizar projectos o que muito admiro.
Porém, ele parece não saber que a energia que retira do vento tem custos, esencialmente em perdas que lhe vão dificultar na resistência ao avanço do carro. Esses custos seriam em energia seriam sempre muito maiores do que a outra que ele obteria agravados pela eficiência da turbina, do gerador, das baterias e do motor eléctrico.
E é facto que pela ideia subjectiva, se fosse possível ganhar algo ( rendimento superior á unidade), que o carro até iria ganhando velocidade… O vento aumentando com isto… E cada vez a quantidade de energia subindo…
Como tenho dito: Porque não se constroi antes um protótipo laboratorial para teste antes de uma empreitada destas?
Quanta gente não se encontra por aí com estas idéias??? Eu acho que um “inventor” deverá sempre ser cauteloso antes de permitir que se divulguem ideias que o muito entusiasmarão, antes de ele as por funcionalmente credíveis: Isto é: Incontestável e provadamente funcionais.
Se o Sr. João conhecesse o simples conceito da Lei da Conservação de Energia, a que alguém jamais conseguiu fugir, teria pensado muito antes de se meter nesse trabalho. Muita gente investe solitáriamente num assunto que realmente não conhece em pormenos, e apenas vai em frente.
Pena, por que essa é gente que poderia ser ajudada…
8 Joâo F. Jesus // Set 26, 2010 at 6:54 pm
Sr. Ferreira
Julgo que não está suficientemente informado para emitir opiniões sobre este assunto.
Se estiver realmente interessado em saber do que se trata, talvez mude de opinião.
Estou ao seu dispor se isso lhe interessar.
9 Denis // Out 6, 2010 at 3:54 pm
Tiozinho…MUIITO LOUCA A SUA IDÉIA… NÃO DESISTA NUNCA DELA…BUSQUE CONHECIMENTO A CADA DIA APERFEIÇOE…TENHA FÉ… TENHO CERTEZA QUE POR MAIS QUE HAJA GASTOS DE CONSUMO , ESTES SERIAM MUITO MENORES QUE OS GASTOS COM OS VEÍCULOS CONVENCIONAIS, TRAZENDO UM BEM PARA AQUELES QUE O ADQUIRIREM…ps. Eu mesmos estou trab.. num proj.. de armazenamento de emergia (simples).. sem conhecimento de fisica algum… só com oque a vivência desses 33 anos me deram… então qdo disserem que não pode algo… sorria tenha pena da pessoa… pq muitos foram os sonhadores… e muitas foram suas grandes obras…abraço… e SUUUUUCESSOOOOO
10 galeria de inventores // Nov 3, 2010 at 9:08 am
com estas mentalidades e estas críticas, ainda andavamos de burro. é mais fácil estarmos numa esplanada a beber uma cervejinha inventada por Deus, ou por algum maluquinho.
11 Túlio Barata // Nov 29, 2010 at 12:28 am
Olá Sr. João,
Sou estudante de economia em Coimbra, interesso-me muito pelo assunto, e pra ser sincero tenho várias idéias relacionadas com a solução de dificuldades que os carros elétricos atuais apresentam. Gostaria muito de visitar pessoalmente suas criações se o Sr. estiver disponivél, pode até ser que o sistema desenvolvido por você apresente algumas falhas, mas o admiro pela criatividade e capacidade de executar tal idéia.
Um abraço!
12 Paulo // Nov 30, 2010 at 4:29 am
Acho que se faz muito bem em experimentar! O sonho comanda a vida, e uma simples cerveja comanda os inquisitores.
Deixem de criticar quem faz aquilo que vocês não conseguem.
Por acaso, é uma ideia que já me tinha ocorrido há algum tempo. Mas infelizmente, e por falta de meios, nunca consegui começar um protótipo.
No entanto, creio que a minha ideia inicial funcionaria melhor do que aquela que aqui vejo em protótipo. Portanto, e tentando resumir-me o mais possível, aqui deixo o meu conceito ao inventor:
Para um protótipo, devia esquecer a estética e concentrar-se na eficiência.
Em vez de uma turbina central, colocada “dentro” do carro, todos os pontos chave do atrito aerodinâmico deviam ser aproveitados com pequenas turbinas.
Refiro-me essencialmente às laterais do carro e às arestas em geral. Principalmente, substituir as arestas que só geram atrito, por formas de gerar energia (turbinas). Na prática, é impossível obter uma recuperação de energia total, em relação àquela aplicada ao movimento. Haverão sempre zonas de atrito que não produzem energia (especialmente os próprios pneus na irregularidade da estrada)
É para tapar esse buraco que surge o painel solar no tejadilho, e eventualmente também no capô.
Não digo que se devesse incluir já tudo no próximo protótipo, mas pelo menos explorar melhor o atrito da aerodinamica. Menos chapa lisa bonita, e mais turbinas.
O ideal TEÓRICO seria mesmo toda a superfície do carro ser feita com turbinas.
13 MAC // Nov 30, 2010 at 7:23 pm
Caro co-comentador Ferreira.
Uma característica do Sr. Jesus é não dar ouvidos a ninguém. Eu até acredito que ele com tanta gente a dizer-lhe o mesmo, ele tenha passado os olhos de soslaio pelas leis de Newton, mas como é do seu habito, não acreditou em nada do que leu!
Vi a reportagem na TV e ouvi o Sr. Jesus a ouvir o mesmo que já lhe havíamos dito, vindo do Professor universitário a quem solicitou parecer técnico, e como não poderia deixar de ser, de quem também duvidou.
Não fiquei de todo surpreendido, mas confesso que até tive pena do homem a ser mais uma vez “desancado”, só que desta vez em público. Isto poderia ter sido evitado, mas parece-me que o Sr. Jesus gosta mesmo é de dar nas vistas e de ser o centro das atenções, mesmo que o seja pela negativa…
Deixemo-lo brincar com as suas invenções, ele tem todo o direito de o fazer, agora que não venham é investir subsídios públicos nisto, como alguém sugeriu já ter acontecido neste caso.
Se isso efectivamente aconteceu, lamento e francamente esperava que os critérios de esbanjamento do dinheiro publico fossem mais objectivos e alvo de algum tipo de triagem menos atabalhoada.
14 Gleice // Dez 26, 2010 at 12:02 am
MAC é um chupão. Chupa muitos limões, por isso é tão chato.
15 Jean Kelvin // Dez 30, 2010 at 5:00 pm
sou estudant de técnico em mecânica industrial,e no meu tcc tive que inventar algum projeto inovador, eu pensei nesse msmo projeto q o senhor jesus conseguiu executar queria muto q o senhor contatasse comigo aki está meu endereço jeanmenezes.lila@hotmail.com
16 Filipe Pires // Abr 4, 2011 at 12:22 am
É graças a pessoas como o senhor João Jesus que a pouco e pouco, trambolhão a trambolhão, sucesso a sucesso a Humanidade chegou onde chegou. Já chega de petróleo, já chega de subsídios (milionários) para quem não os merece. Senhor João Jesus, muitos parabéns pela iniciativa e quanto aos velhos do Restelo que andam por aí pelos cantos a morder no seu trabalho, simplesmente deixe-os falar, afinal estamos numa democracia e palavras, palavras leva-as o vento. Dos fracos não reza a História e os actos ficam para aqueles que os praticam pois na pior das hipóteses se o seu projecto não der frutos terá sido a sua ideia, a semente para algo interessante no futuro. Mais uma vez muitos parabéns pelo seu projecto.
17 MAC // Abr 7, 2011 at 4:21 pm
A ignorancia é que é um obstáculo à evolução,
e vejo muita nos comentários de alguns destes meus co-comentadores.
Para quem entende minimanente de fisica, o caso acima é tão ridiculo como dizer:” – Caldense constroi maquina para capturar a lua!” e depois todos os comentadores igonorantes vem para aqui aplaudir e louvar a iniciativa do inventor. Eu sorrio, e abano a cabeça com desdém…
Mas todos são livres de fazer e apergoar o que quiserem. Não quero é o dinheiro dos meus impostos metido nisso.
18 Inventor // Abr 13, 2011 at 3:20 am
“Não sabia que era impossível foi lá e fez.” É lamentável a falta de preparo e de análise, a ídeia é realmente boa. Eu criei um sistema para captação de energia com o movimento dos veículos em rodovias em 2001, apresentei nas Universidades e em vários locais, cheguei a dar entrada no pedido de patente que não foi adiante pois não consegui cumprir os ritos estabelecidos pelas LPI. Oito anos depois vi uma reportagem no Jornal Nacional sobre minha invenção que foi construida em Israel e hoje está sendo utilizada por vários Países do mundo. Por isso seu Jõao continue, se eu tivesse continuado e não tivesse ouvido os pessimistas teria dado certo.
19 Joâo F. Jesus // Abr 30, 2011 at 11:32 am
Consideram-me inventor, mas sem modéstia, eu não me considero inventor de nada. Considero-me apenas um dos seres humanos que usam a sua faculdade de pensar, analizam a razão da existência, aproveitam o que aprenderam para desenvolver e chegar mais além, experimentam a capacidade da sua imaginação, com percistência e carolice, põem em prática sem complexos as suas experimentações , aceitam opiniões mesmo contrárias ás suas sempre no sentido positivo para chegar mais além.
O Sol e o Vento existem desde que existe este Planeta que habitamos, todos temos o dever de saber aproveitá-los para bem de todos nós e principalmente para a boa conservação do Mesmo .
Precisamos apenas de saber aproveitar e desenvolver os meios que temos ao nosso alcance. Eu sou dos que não desistem facilmente , apesar dos atributos que me são dirigidos. Compreendo a defesa de interecesses instalados e até o medo de alguns usarem a sua capacidade de pensarem (quando a têm).
Aqueles que se preocupam com o investimento dos seus impostos em desenvolvimento de tecnologia para bem de todos, podem ficar descansados porque a estupidez ainda não paga impostos.
20 Aníbal // Mai 6, 2011 at 5:58 pm
“Deixem de criticar quem faz aquilo que vocês não conseguem.”
adorei esta frase proferida por alguem aqui no site… deveria ser seguida á risca.
21 zedabrita // Jun 22, 2011 at 4:59 am
Apesar de obvio que a geração de energia não irá superar o atrito, pergunto:
Um carro convencional não oferece resistencia ao ar?
Está resistencia não poderia estar sendo melhor aproveitada sem a nescessidade de gerar resistencia adicional?
De quantas formas poderiamos gerar energia em um veiculo em fontes de desperdicio de potencial no mesmo?
22 marcio // Jul 1, 2011 at 11:26 pm
opa, tudo bem turma? to estudando sobre energias, mas saibam que sou leigo no assunto, vou precisa de alguém para executar. A minha idéia é pôr duas ventuinhas (helices), não muito grandes e que sejam discretas, cada uma com um alternador de carro (ou é melhor o dínamo antigo dos fuscas Vw ?), em uma automoto que tenho (mistura de carro com moto, 150cc a gasolina, quem não conhece procura ela no google:), eu coloquei muita luz e som, tem até modulo do som, e dai a minha idéia e fazer estas duas ventuinhas, quando a automoto esta em movimento, se mexerem e carregar uma bateria extra (de carro) para funcionar o som, luz, aparelho gps, e outras frescuras leves tipo o acendedor de cigarro para engatar o carregador de celular. o que vcs acham? já que o “alternador” da automoto (mesmo motor de moto 150cc) não consegue dar conta de carregar sozinho a bateria. Ainda nao sei se vou pôr as ventiunhas em cima ou uma em cada lado. E por complemento queria colocar em cima do teto umas placas para captar energia solar para carregar esta mesma bateria. Fica a observação que na automoto vou deixar a bateria pequena de moto carregando normal como é a instalação de fabrica para poder ligar o veiculo, piscas, luz do freio, até porque não posso arriscar ficar sem carga, ela não pega, não liga empurrando. Falando nisso, porque o Sr. João Jesus não coloca energia solar junto como complemento para carregar junto as baterias? S e vocês puderem me ajudar em algo fico feliz! se tiverem outra idéia melhor também será ótimo! meu e-mail obrother147 [@]gmail.com me manda um e-mail que passo o meu msn.
abraços Marcio
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