Esta é uma das melhores épocas do ano, logo a seguir às férias de Verão. Pela altura do Natal, as ruas enchem-se de luzes, as montras das lojas de enfeites, por todo o lado se vêm desejos de um feliz natal e votos de um bom ano novo. Na televisão, rádio, jornais, internet há alusões a esta época. Nas lojas, os empregados desejam sempre as boas festas e esboçam um sorriso mais rasgado que o habitual.
Um destes dias, na sequência de todo este clima festivo generalizado, estava a observar uma família que fazia compras num centro comercial e fiquei a pensar que, com efeito, o Natal para muita gente, é só isso: ir fazer compras ao shopping, para trocar um presente com os familiares na noite de consoada.
Talvez afinal, esta época seja a maior dor de cabeça para muitos pais e mães, filhos, irmãos, avós, tios, primos, amigos, porque nunca sabemos o que havemos de oferecer. O que se oferece a pessoas que, à partida, já têm tudo (ou quase tudo)?
Esta é a festa da família por excelência. É um momento de paz, amor, alegria… enfim, romantismos à parte, o Natal é uma festa de partilha e de entrega, que nós devemos viver e ensinar às gerações vindouras. Não é uma questão puramente teórica. Afinal, só existe Natal porque Jesus Cristo nasceu.
Temos a possibilidade de, uma vez no ano, nos darmos mais aos outros, de partilhar do nosso tempo, dar mais de nós, para servir os que estão à nossa volta. Muitas vezes basta-nos estar presentes, não precisamos de grandes extravagâncias. Afinal, o menino Jesus nasceu numa manjedoura, não num hospital de luxo.
No Natal devemos conseguir fazer-nos pequeninos, simples; ser nós próprios, lembrando que a família é a célula da sociedade e merece uma festa especial para ser lembrada e vivida, pois tem sido tão atacada ultimamente.
Mais do que feliz, o Natal deve ser santo, porque não se trata de um momento que se vive intensamente agora, para satisfazer um desejo, mas de algo que nos deve transformar por dentro. Também nós podemos nascer de novo nesta festa, limpando do interior do coração as coisas más que nos afastam dos outros (ofensas, ressentimentos, etc).
A experiência do Natal torna-nos mais felizes se formos mais generosos com os outros: se os escutarmos mais, se lhes dedicarmos mais do nosso tempo, se procurarmos ir mais ao encontro das suas necessidades. A dádiva provoca uma alegria interior transbordante, que só se entende se for vivida, experimentada. Não há palavras suficientes para traduzir esta alegria.
Seria este o desafio que gostaria de propor nesta quadra: dar mais de nós aos outros. Quem dá o que tem, recebe automaticamente uma recompensa muito superior ao que deu.
Assim sendo, desejo um Santo Natal a todos e votos de que o novo ano traga muitas alegrias verdadeiras!
Filomena Borges Gonçalves



4 comentários até ao momento ↓
1 Maria Fernanda Barroca // Dez 23, 2009 at 4:30 pm
Obviamente que é um SANTO NATAL. Felizmente, este ano pareceu-me notar uma recristianização do Natal, mas ainda é pouco: o consumismo e o materialismo reinantes têm de ser anulados – O NATAL é o que sempre foi:O NASCIMENTO DE JESUS
2 cláudia // Dez 26, 2009 at 1:53 pm
Desculpe mas o Natal nem sempre foi para comemorar o nascimento de jesus.
3 Luis // Dez 31, 2009 at 6:19 pm
Desculpe Claúdia, o “natal” pode ser também para comemorar o natal de uma pessoa qualquer, mas este NATAL é a comemoração do nascimento de JESUS. As prendas, essas não, já existia uma tradição.
4 Maria Fernanda Barroca // Jan 4, 2010 at 1:53 pm
Cláudia
Quando é que o Natal não comemorou o nascimento de Jesus? Desculpe, mas Jesus é um nome próprio e portanto escreve-se com letra maíuscula.
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