Antigamente uma mulher grávida, tratava-se com cuidado, mas fazia uma vida normal, ou melhor fazia a sua vida habitual, com trabalhos pesados, e assim continuava e os bebés cá chegavam, geralmente fortes como um pêro…
Ressalvo com muita mágoa, o que se passa actualmente nos países do Terceiro Mundo, onde as grávidas e não só passam tanta fome e maus-tratos, que as crianças nascem depauperadas. Estamos a preparar uma geração muito débil.
Se nos países ricos a esperança de vida aumentou, que até já se pensa em legalizar a eutanásia para acabar mais depressa com os velhos, como se nós, os vivos fossemos os senhores da vida e da morte, nos países pobres morre-se cedo e com falta dos mínimos cuidados.
Mas actualmente as mulheres grávidas, nos países desenvolvidos, têm à sua disposição meios técnicos para acompanhar a gravidez, com todos os cuidados. Um dos meios mais frequentemente utilizado é a ecografia. Ela é feita, por razões clínicas, mas sobretudo pela curiosidade de conhecer o sexo do bebé. Os mais directamente interessados – familiares e amigos – não perguntam: como está o feto, mas sim: é menino ou menina.
Aprovo essas ecografias para ver se o feto tem algo de anormal, não para levar ao aborto, mas para serem feitas intervenções médicas curativas, coisa que já é frequente actualmente.
É também justificável o interesse e não podemos levar a mal que quem pode recorra à mais recente tecnologia no assunto: a ecografia tridimensional, a cores. Eu disse, quem pode, mas mesmo os mais débeis economicamente, como o SNS não entra no jogo, recorrem ao privado gastando nesse exame largas dezenas de euros. É com eles – mais vale um gosto na vida que muitos euros na algibeira…
Mas afinal, quando é que se realizou a primeira ecografia, essa maravilha que permite saber se a criança que vai nascer é menino ou menina?
Foi há alguns séculos. Eu transcrevo o que vem no Evangelho de S. Lucas, capítulo 1, versículos 26-31: “(…) Foi o Anjo Gabriel enviado da parte de Deus, a uma cidade da Galileia, a uma virgem que era noiva dum homem da casa de David, chamado José, e o nome da virgem era Maria. Ao entrar para junto dela, disse o Anjo: Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.(…) Não tenhas receio, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
Maria, muito longe ainda do acesso às modernas tecnologias, soube que a criança seria um menino. Foi esta, pois a primeira «ecografia» que se realizou no mundo.
E já agora aproveito para lembrar que esse Menino faz anos no dia 25 de Dezembro – é afinal isto o mais relevante do Natal.
Bolinhas coloridas, pais-natal, renas, estrelinhas, etc., são enfeites para dar brilho à Festa por excelência – o nascimento de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem!
Maria Fernanda Barroca


1 comentário até ao momento ↓
1 GRACINDA // Set 17, 2010 at 9:56 pm
Muito bem.
Gostei do que li, e posso dizer que nunca tinha meditado na passagem do Evangelho dessa forma.
Obrigado
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