de Frois Fiandeiro
Na vida há sempre razões que a razão desconhece.
Toda a gente tem procedimentos e atitudes nem sempre explicáveis. É, de resto, uma característica do ser humano.
Comandadas pelo pensamento ou reacções instantâneas as pessoas actuam muitas vezes sem uma profunda ponderação.
E em tudo o que se faz na vida, ou calha em boa hora ou acontece numa “hora do diabo”.
Robert Henke, jogador de futebol do Hannover, suicidou-se. O antigo guarda-redes do Benfica, ao que tudo indica, terá sido vítima de uma depressão.
Aos 32 anos de idade quando tudo apontava que iria estar presente no próximo Campeonato do Mundo de Futebol e que viria passar o Natal a Portugal a casa de uns amigos, Robert Henke trocou esses prazeres pela morte debaixo de um monstruoso comboio que circulava a 160 km/hora.
Há que respeitar a decisão do futebolista que, ao que parece, teria razões mais do que suficientes para sofrer de uma profunda depressão.
Perdeu-se um bom jogador e, segundo dizem quem o conhecia, desapareceu um homem respeitável.
A vida tem destas coisas!


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