A falta de uma auxiliar de educação na Escola do 1º Ciclo do Chão da Parada está a causar um descontentamento e desagrado entre os pais e encarregados de educação dos alunos que estão preocupados com a falta de apoio às crianças, nomeadamente a um aluno com necessidades educativas especiais.
Um grupo de pais juntou-se no passado dia 6 no estabelecimento de ensino para retirar uma banheira velha que estava enterrada no exterior do edifício e manifestou o seu descontentamento com a falta de pessoal não docente.
Para os 46 alunos, incluindo uma criança autista, a escola não tem nenhuma auxiliar de acção educativa. “Existe só uma senhora que ajuda no percurso das crianças da escola para a Associação Paradense para almoçarem e para as actividades de enriquecimento curricular”, disse Célia Rodrigues, mãe de um aluno de seis anos, acrescentando que aguardam resposta do Agrupamento de Escolas D. João II e da Câmara das Caldas. Se a resposta não for favorável levarão “o assunto para outros meios”. ”
Não existe aqui ninguém indicado para acompanhar e fazer vigilância às crianças no intervalo, nomeadamente aquela com necessidades especiais que precisa de mais ajuda, necessitando de um acompanhamento constante, acho que é admissível”, afirmou Célia Rodrigues.
Quanto à banheira, a encarregada de educação revelou que “tivemos uma reunião com a Associação de Pais e decidimos retirar o objecto que estava enterrado com as quatro pontas fora da relva que podia ser perigoso se alguma criança caísse no local”.
Segundo o encarregado de educação Marco Marcelino, “temos conhecimento de que é a única escola que preenche os requisitos mínimos para ter uma auxiliar e não tem. Ainda por cima tem um aluno autista que, segundo o Ministério de Educação, vale por cinco”.
O presidente da Junta de Freguesia de Tornada, Henrique Teresa, também se juntou aos pais para ajudar a retirar a banheira velha que estava enterrada no exterior da escola, alegando que foi “posta no local por uma professora há cerca de oito anos”.
Quanto à falta de uma auxiliar na escola, o presidente disse que já comunicou à Câmara e que aguarda resposta.
Falta de auxiliares nas escolas dos três Agrupamentos das Caldas
O problema da falta de Auxiliares de Acção Educativa estende-se a outras escolas do 1º ciclo e Ensino Básico do Concelho das Caldas da Rainha, o que está a levantar problemas no acompanhamento dos alunos.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o vereador responsável pelo pelouro da Educação do Município das Caldas denunciou na passada quarta-feira “situações preocupantes” nos três agrupamentos que prendem-se, essencialmente, com a falta de pessoal auxiliar, a falta de higiene e segurança nos estabelecimentos de ensino.
Neste âmbito, o autarca responsabiliza o Ministério da Educação pela grave situação criada às escolas, ao estar a enveredar por uma política de cortes sistemáticos nos recursos não docentes. “Lamento que o Ministério de Educação esteja a colocar muito menos auxiliares de educação do que aquelas que serão necessárias para o funcionamento das escolas dos três Agrupamentos das Caldas da Rainha”, sublinhou, acrescentando que há estabelecimentos de ensino com manifesta insuficiência de pessoal, tornando o início do ano lectivo mais difícil do que seria normal. Tinta Ferreira lembra que “essa deficiência de funcionários nota-se, sobretudo, junto das crianças com necessidades especiais”.
No presente ano, a situação agravou-se com a abertura nos novos quatro Centros Escolares e a falta de auxiliares, tendo os Agrupamentos dispensado pessoal de algumas escolas para as novas para garantir a abertura das mesmas. A Escola de Nossa Senhora do Pópulo abriu com nove salas e 216 crianças e a falta de cinco auxiliares. “Este estabelecimento de ensino só abriu a 15 de Setembro porque nós garantimos que os serviços funcionassem com pessoal da escola sede, o que causou e continua a causar que algumas valências da D. João II funcionem com menos auxiliares”, disse Artur Oliveira, em representação do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas D. João II. Este responsável adiantou que desde Junho que estão a pressionar a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) para que dê a “devida autorização para a contratação de auxiliares”.
O vereador referiu que tem conhecimento que os Agrupamentos já contactaram a DREL – Direcção Regional de Educação de Lisboa e o próprio alega que já fez vários telefonemas no sentido de insistir para que se resolva a situação. Para evitar os problemas que estão a provocar uma onda de desagrado dos encarregados de educação, a Câmara Municipal das Caldas decidiu solicitar ao Centro de Emprego a colocação de oito pessoas nos programas ocupacionais nos novos centros escolares de Nossa Senhora do Pópulo, Santo Onofre e Salir de Matos. O vereador alega que “é uma situação provisória e que não resolve o problema”.
Marlene Sousa


1 comentário até ao momento ↓
1 celia rodrigues // Out 15, 2009 at 12:23 pm
eu não disse ““tivemos uma reunião com a Associação de Pais e decidimos “. eu disse: -…tivemos uma reunião de pais com os prof das AEC´s e com a prof da actividade lectiva, e …
Mas, obrigado na mesma.
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