26 votos fizeram a diferença no Cadaval, dando a vitória a Aristides Sécio, do PSD, que foi reconduzido no cargo de presidente da Câmara. Foi uma contagem renhida e com uma grande incógnita até ao fim, mas os social-democratas conseguiriam 3680 votos, enquanto que os socialistas, liderados por Maria João Botelho, 3654.
Depois de uma campanha com alguns atritos entre as duas listas, levando até a candidata do PS a declinar a participação num debate das rádios 94.2 FM/94. FM, alegando não querer presença de público, por entender que tal situação “não acresce nenhuma mais-valia para o que deve ser o objectivo de um debate esclarecedor, podendo inclusive ajudar a criar condições prejudiciais ao desenrolar do mesmo”, chegou-se à final da contagem com uma diferença mínima, o suficiente, no entanto, para o Aristides Sécio alcançar a maioria absoluta, ao eleger os primeiros quatro da sua lista, enquanto que Maria João Botelho apenas conseguiu meter no executivo os três primeiros.
E se na eleição directa para a Assembleia Municipal houve um empate entre PSD e PS, ambos com 10 deputados, poder-se-ia pensar que o fiel da balança seria o único deputado da CDU eleito. Só que como os presidentes de Junta também têm assento na Assembleia Municipal, o PSD ficará com a maioria absoluta também neste órgão, uma vez que ganhou em 6 juntas e o PS em apenas 4.
Aristides Sécio mostrou-se “muito satisfeito” porque a população “separou o trigo do joio”, insurgindo-se contra a “campanha pela negativa do PS”.
O reeleito presidente congratulou-se com as maiorias obtidas e anunciou que não vai entregar pelouros à oposição.
Do lado do PS, Maria João Botelho disse que, em princípio, não ficaria no cargo de vereadora, mas manifestou esperar que o PSD cumpra as promessas eleitorais, mostrando-se preocupada com a saúde financeira da Câmara.
Francisco Gomes


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