Caldas da Rainha, Óbidos, Alfeizerão, São Martinho do Porto, Benedita, Bombarral, Peniche e Cadaval, Oeste

Director: Jaime Costa | Chefe de Redacção: Francisco Gomes

 

Espectáculos no CCC até ao final do ano

Setembro 9th, 2009 in Jornal das Caldas. Edição On-line 2 Comments

Herman José e Madredeus são cabeça-de-cartaz

Herman José“A Nova Aurora ” é o novo disco de originais que os Madredeus & A Banda Cósmica vão apresentar no CCC das Caldas da Rainha a 30 de Outubro, a partir das 21h30. Herman José vai estar no CCC a 14 de Novembro com o seu espectáculo de um homem só.
Mas até ao final do ano são diversos os espectáculos já agendados.

Quarteto de Carlos Peninha

“Outras Músicas”, que vai ser apresentado a 25 de Setembro, a partir das 22h30, no Café Concerto, é um concerto de composições originais do instrumentista Carlos Peninha, representando o regresso a composições solitárias nascidas, por vezes, noutros projectos, em outras viagens musicais.
Este espectáculo do Carlos Peninha Quarteto é feito de composições originais suas e representa o regresso a composições mais solitárias, que por vezes sobram de ideias desenvolvidas para outros projectos.
Carlos Peninha é um guitarrista autodidacta que e é actualmente professor de Educação Musical.
Foi co-fundador do Quinteto de Jazz de Viseu. É colaborador regular do Trigo Limpo Teatro ACERT, onde tem desenvolvido, nos últimos anos, a maior parte da sua actividade criativa. Participa em muitos projectos, do jazz à música popular.

Stockholm Lisboa Project

Simon Stålspets, Sérgio Crisóstomo, Liana e Filip Jers são a face dos Stockholm Lisboa Project que trazem a palco do pequeno auditório, a 26 de Setembro, às 21h30, tradições das suas raízes culturais, num espectáculo da Artemrede.
Músicos portugueses e suecos juntaram-se neste projecto para explorar pontos de encontro entre as suas tradições musicais.
Distantes no espaço mas unidos pela linguagem universal que é a música, encontraram novas texturas e pontes Norte Sul, entre uma tradição e a outra.
O seu repertório abrange música tradicional portuguesa e escandinava, desde Fado a Polskas, levadas até aos ouvintes pelas cores sonoras do violino, mandolim, mandola nórdica, harmónica e voz.
Depois da boa surpresa que foi o álbum de estreia “Sol”, os Stockholm Lisboa Project editaram em 2009 um novo CD com o título “Diagonal”, que ganhou o prémio “Award of the German critics/journalists – third quarter 2009″.
Os bilhetes custam 7,5 euros.

“A Resistível Ascensão de Arturo Ui”

“A Resistível Ascensão de Arturo Ui”, escrita em 1941 por Bertold Brecht durante o exílio na Finlândia, vai ser apresentada a 2 de Outubro, às 21h30, no CCC.
Tendo como pano de fundo a cidade de Chicago e as guerras entre gangsters, o autor pretendia demonstrar ao mundo como se deu a ascensão de Hitler e do Nazismo, afirmando: “É preciso esmagar os grandes criminosos políticos: e esmagá-los através do ridículo. Pois não são sobretudo grandes criminosos políticos, mas sim autores de grandes crimes políticos, o que é bem diferente”.
Brecht deixa com este texto um valioso instrumento para pensar o mundo, através de uma paródia sobre vilões e homens bons, todos corruptíveis.
É no tom caricatural, risível e por vezes ridículo com que o autor esboça estas personagens que encontramos uma forma de comunicar.
O bilhete custa 7,5 euros.

Oficina de Hip Hop

A Artemrede traz ao CCC, a 8 de Outubro, uma oficina de Hip Hop coordenada por Nelson Lucas, associada ao espectáculo FRACTAL, pela Compagnie Fractal.
A oficina vai abordar a inclusão da Dança na biografia da Cultura Hip Hop, a base técnica para as 4 vertentes da Dança HH [Popping, Locking, Newschoo, e Breakdance], aliar o estilo House e partilhar técnicas utilizadas no HH e a construção coreográfica baseada nas 4vertentes da Dança HH.
A oficina tem a duração de duas horas, é para maiores de 12 anos e tem um custo de 3,5 euros por pessoa.

Recital de viola e piano

Gérard Caussé e Filipe Pinto-Ribeiro apresentam a 10 de Outubro, às 21h30, um recital de viola e piano com um programa aliciante incluindo obras de Ludwig van Beethoven, Franz Schubert e César Franck.
Gérard Caussé é um dos grandes intérpretes dos nossos dias e um dos poucos que conseguiu destacar a viola de arco como instrumento solista. O pianista Filipe Pinto-Ribeiro é considerado um dos principais músicos portugueses da actualidade.

Neste concerto, Caussé e Pinto-Ribeiro interpretarão obras-primas da música de câmara, como as Sonatas de Franck e a Opus 69 de Beethoven, em versões para viola e piano raramente interpretadas.
Os bilhetes custam 7,5 euros.

“A Pequena Fábrica de Pinguins”

“A Pequena Fábrica de Pinguins” é um Teatro Visual que faz uso de objectos e marionetas, transportando para um laboratório clandestino, e que vai ser apresentado no CCC a 16 de Outubro, às 10h00.
Estamos na Turakia, um país distante e mágico, impossível de identificar nos mapas. Dois seres muito velhos, meio Homem, meio Anjo, trabalham no seu laboratório, na primeira incubadora do ovo do sentimento pinguim.
Para tratar destes ovos mágicos é preciso muito cuidado, dedicação e o trabalho de muitas mãos.
À medida que avançamos, novas personagens, pequenos operários desta fábrica vão surgindo, felizes e carrancudos, activos e misteriosos, descortinando o seu dia-a-dia, o seu ofício, os seus encontros e desencontros, as brigas, até que uma grande tempestade traz a bonança e é chegado o grande momento: o nascimento do pinguim.
Não é fácil definir uma época, mas cheira a algo antigo e as actividades realizadas parecem fazer parte de uma rotina científica [por isso chamam de documentário – vamos assistir, entrar na intimidade deste laboratório], repetida minuciosamente a cada dia, naturalmente com alguns percalços.
O trabalho das actrizes é feito literalmente a seis mãos, já que muitas vezes é mesmo assim que fazem viver as personagens [duas marionetas manipuladas ao mesmo tempo por três pessoas].
Há uma interacção constante, as actrizes não se escondem atrás das marionetas e objectos, pelo contrário, afirmam a sua presença física e dialogam entre si e com todos os elementos em cena – marionetas, objectos, cenário e música do espectáculo.
O maior triunfo do espectáculo é propor este outro mundo, um universo inventado, criador de uma poética e um tempo próprios e conseguir transportar o público até ele.
Os bilhetes custam 3,5 euros para crianças e 5 euros para adultos.

Apresentação do livro “Praça da Fruta”

Os cafés literários regressam ao CCC a 15 de Outubro com a apresentação do livro “Praça da Fruta”, da autoria de Carlos Querido.
A apresentação irá ser feita por Álvaro Laborinho Lúcio, que é também o autor do prefácio do livro.
Esta é uma co-produção CCC, Loja 107 e Corrida de Letras.

“Canção do Vale” pelo Teatro dos Aloés

O Teatro dos Aloés apresenta a 22 e 23 de Outubro, às 21h30, a peça “Canção do Vale”, de Athol Fugard, num texto que explora o confronto de duas gerações de uma família negra nos anos que se seguiram à abolição do Apartheid.
A peça assinala a estreia na encenação do actor Jorge Silva e conta com a actuação de Carla Galvão e José Peixoto.
Abraam Jonkers, um agricultor negro de setenta anos, vive com a sua neta Verónica, de dezassete, numa pequena aldeia da região do grande Karoo, na África do Sul.
Abraam, que é rendeiro, nunca saiu do vale, salvo durante a Segunda Guerra Mundial, quando prestou serviço como guarda prisional na região do Transval. Ele é a tradição, representante da vida patriarcal e tranquila da vastidão africana.
No pólo oposto, Verónica, que nasceu em Joanesburgo, tem um sonho: partir e ser cantora na grande cidade.
A trama da peça gira em torno do conflito de duas gerações com objectivos e sensibilidades diferentes, mas amarradas pelos afectos que as unem.
Um texto empolgante, em que o autor, terceira personagem, dialoga com as outras personagens que também narram a sua história ao autor e ao público.
O bilhete custa 7,5 euros.

Oficina “As Pessoas do Pessoa”

A Oficina “As Pessoas do Pessoa”, da Artemrede, que vai decorrer no CCC a 23 de Outubro, tem como objectivo conhecer um pouco melhor Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis e a relação que cada um deles estabeleceu com os diferentes lugares ou cidades.
A ideia de heterónimo como espaço de liberdade para a existência de um outro Eu num outro pequeno mundo.
De quantas pessoas é feita uma pessoa? Quantos temos dentro de nós? Seremos diferentes em diferentes cidades? E casas? E lugares?
Através da escrita e da expressão dramática vai fazer-se uma viagem ao interior de um escritor/jornalista/publicitário/empreendedor e amante? Como é que tantas pessoas cabem dentro de uma só?
Catarina Requeijo, monitora desta oficina, nasceu em 1973, em Angola. Tem o curso de formação de actores da Escola Superior de Teatro e Cinema.
Iniciou o seu percurso teatral em 1990 no TEUC [Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra]. Desde 1999, colabora regularmente em projectos dirigidos a um público infantil em entidades como o Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, o Centro Cultural Vila Flor, a Culturgest e o Festival MotelX.
A oficina, com duração de duas horas, tem como público-alvo alunos do ensino secundário e o preço por pessoa é de 3,5 euros.

«Dazkarieh»

Dazkarieh é uma banda que surgiu em Lisboa no ano 1999, partindo da ideia de criar música tendo como inspiração várias culturas do mundo, e que este ano está nomeada para para o prémio de Best Portuguese Act nos MTV European Music Awards, vai estar no CCC a 24 de Outubro, às 21h30.
Pouco tempos depois da sua formação tornaram-se num dos mais activos e originais projectos da música portuguesa, ao aliarem instrumentos de várias proveniências (gaita de foles galega, acordeão, flauta transversal, tin whistles irlandeses, percussão africana, percussão árabe, baixo e guitarra) e vocalizações numa língua imaginária, criada pelo próprio grupo, com o objectivo de tratarem a voz como um instrumento autónomo e equiparável aos outros.
Depois de 10 anos de grupo, várias formações e muitos concertos em Portugal e no estrangeiro, lançaram em 2009 um novo disco, o quarto álbum editado pelo grupo.
“Hemisférios” surge como uma súmula do caminho percorrido nos últimos quatro anos por um grupo incomparável no meio musical português e um dos mais internacionais de sempre.
Actualmente encontram-se focados em fundir os diversos universos musicais que exploraram ao longo da sua carreira com a música tradicional portuguesa, introduzindo assim alguns temas dessa tradição no seu repertório de composições.
São um dos mais activos e originais projectos da música portuguesa, com quatro discos editados e uma carreira internacional invejável, com concertos por Portugal, México, Alemanha, Estónia, Galiza, Polónia, República Checa, Áustria, Malásia, Cabo Verde, entre outros, percorrendo alguns dos mais importantes festivais destes países.
Em 2008 foram nomeados na Alemanha para um importante prémio de música Folk como a melhor banda do ano.
A banda é composta por Vasco Ribeiro Casais – Nyckelharpa, bouzouki, gaitas-de-foles, flauta, Luís Peixoto – Bouzouki, bandolim, cavaquinho, sanfona, Joana Negrão – Voz, gaita-de-foles, adufe, pandeireta, e André Silva – Bateria.
Os bilhetes custam 10 euros.

António Oliveira no Ciclo Pianíssimo

O Ciclo Pianíssimo continua a 29 de Outubro, às 21h30, com António Oliveira.
O pianista nasceu no Porto e iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Vilar do Paraíso.
Obteve o bacharelato na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto.
Ao abrigo do programa Sócrates/Erasmus, estudou na Hochschule der Kunst de Berlim e prosseguiu a sua formação na The Hartt School, University of Hartford, Connecticut, EUA, onde obteve o diploma “Master of Music”.
Complementou os seus estudos com Helena Sá e Costa, Pedro Burmester, Mikail Pethukov, Carla Giudici.
Recebeu uma Menção Honrosa no Concurso Maria Campina e foi finalista do Concurso “Emerson String Quartet Competition”.
Regressado a Portugal, ingressa no Conservatório de Música do Porto onde é professor de Piano. Foi pianista do Estúdio de Ópera da Casa da Música do Porto.
Tem realizado recitais a solo e de música de câmara em algumas das salas mais importantes do país e no estrangeiro. Gravou para a RTP e RDP Antena2.
Mantém uma estreita colaboração com o clarinetista António Rosa, com quem gravou um CD de Música Portuguesa do século XXI. Recentemente receberam o prémio para melhor grupo de música de Câmara do Festival Musiquem Lleida 2007.
Este duo, Projecto XXI, tem encomendas aos compositores Carlos Azevedo, Jean-François Lézé e António Vitorino de Almeida.
O bilhete custa 7,5 euros.

Madredeus e A Banda Cósmica a 30 de Outubro

“A Nova Aurora ” é o novo disco de originais que os Madredeus & A Banda Cósmica vão apresentar no CCC a 30 de Outubro, a partir das 21h30.
A primeira vez que os Madredeus & A Banda Cósmica, apresentaram-se ao público português foi em Novembro de 2008, com o duplo CD ” Metafonia” e uma série de concertos, no Teatro Ibérico, em Lisboa, que em Junho foram editados em DVD.
A Banda Cósmica, constituída por músicos portugueses, brasileiros e angolanos, apresentou este seu projecto do futuro da música no Atlântico Sul, incorporando no seu repertório em língua portuguesa canções escritas para as antigas formações dos Madredeus por Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade e uma dúzia de novas canções, que pretenderam ligar a Europa, a África e o Brasil, num discurso contemporâneo, de ritmo, poesia e musicalidade.
Aproveitando o tempo livre da Primavera de 2009, o grupo decidiu voltar a estúdio, para gravar um novo disco de originais.
“A Nova Aurora” é dedicado a cantar a maravilha da evolução espiritual da Humanidade, à medida que vai descobrindo a dimensão do Universo físico em que se encontra o Sistema Solar.
As onze canções de “A Nova Aurora “, vivem separadamente, mas também poderiam consistir nas canções de um musical, duma peça teatral, ou dum filme, já que existe uma possível narrativa que as une.
Os bilhetes têm o seguinte preço: 1ª e 2ª Plateia: 20 euros, Tribuna: 15 euros e Camarotes: 12.50 euros (produção externa).

“O Deus da Matança” de Yasmina Reza

Joana Seixas, Paulo Pires, Sérgio Praia e Sofia de Portugal são o elenco da peça “O Deus da Matança”, de Yasmina Reza, com encenação de João Lourenço, que sobe ao palco do grande auditório do CCC a 6 e 7 de Novembro, às 21h30.
O texto, cuja adaptação norte-americana ganhou no mês de Junho o prémio de melhor peça do ano em Nova Iorque, tendo-lhe sido atribuído o “Tony Award”, é apenas um dos elementos a destacar, num espectáculo pautado por grandes interpretações.
Trata-se de um encontro entre dois casais que pretendem reconciliar os filhos depois de uma briga.
Um encontro que no início se mostra como apaziguador e socialmente correcto torna-se, uma hora e meia depois, numa matança, onde o verniz estala e as máscaras caem, levando o público a rir de um modo negro como se tivesse diante si um espelho deformante.
Dois rapazes andaram à pancada depois da escola e um deles partiu dois dentes ao outro.
Os pais encontram-se para falar sobre o incidente, mas, quando o começam a discutir a fundo, a situação torna-se cada vez mais tensa.
Pequenas insinuações passam a ofensas verbais e físicas. E é assim que uma tarde entre pessoas civilizadas acaba de maneira inesperadamente pouco civilizada.
A autora francesa Yasmina Reza analisa aqui o universo da família e as discrepâncias entre o ser e o parecer, com a mistura de leveza e seriedade, humor e crítica social que lhe é característica.

Herman José em duas horas de espectáculo

Herman José vai estar no CCC a 14 de Novembro com o seu espectáculo de um homem só.
Em quase duas horas de espectáculo, o mais histórico dos nossos humoristas passa em revista 30 anos de personagens e sucessos musicais.
Serafim Saudade, Maximiana, Nelo e José Estebes sobem ao palco.
Vão-se ouvir sucessos como “Canção do Beijinho”, “Saca o Saca Rolha”, “És Tão Boa”, “Vamos lá Cambada”, “Mentirosa” e “Feliz e Contente”.
Herman José faz uma radiografia hilariante do País, muito em jeito de “stand up comedy”.
Um espectáculo irresistível para públicos dos oito aos 80 anos.

Ingeborg Baldaszti no Ciclo Pianíssimo

Ingeborg Baldaszti vai participar no Ciclo Pianíssimo do CCC com um concerto a 15 de Novembro, a partir das 21h30.
Com uma carreira fulgurante, tem actuando regularmente como solista e com orquestra, tanto na Europa como no Japão ou na Austrália e Nova Zelândia.
A pianista nasceu em Viena e diplomou-se com a mais alta classificação em Piano no Conservatório desta cidade.
Tem colaborado com alguns das melhores orquestras mundiais (Filarmónica de Bamberg, Orquestra da Rádio de Frankfurt, Filarmónica de Viena, BBC, Sinfónica de Tokio, Orquestra Nacional do Porto, etc..) e em conjunto com maiores maestro da actualidade, tendo recentemente actuado com Adam Fischer, Horst Stein, Vladimir Askhenazy ou Youri Simonov.
A crítica internacional salientou há cerca de um ano as suas brilhantes interpretações no Mozarteum Salzburgo do 3ºConcerto de Rachmaninov, classificando-a entre os melhores intérpretes da actualidade. Participa regularmente nos principais festivais europeus, nomeadamente em Berlim, Viena, Salzburgo, Veneza ou Bregenz e actua regularmente nas mais prestigiosas salas de concerto mundiais com as melhores reacções do público e da crítica.
Tem editados vários CD’s, com obras de Schubert, Chopin, Liszt e muitos outros, e participou juntamente com o pianista András Schiff num programa televisivo produzido pela Mezzo, sobre a música a quatro mãos de Franz Schubert, o qual tem sido transmitido em todo o mundo.
O bilhete custa 7,5 euros.

Edson Cordeiro – “The Voice”

O CCC das Caldas da Rainha vai receber a 1 de Dezembro Edson Cordeiro, um cantor brasileiro contratenor (atinge 4 oitavas na escala musical) conhecido na Europa como “The Voice”, que foi nomeado em 2006 para o Latin Grammy Awards e que é considerado um fenómeno.
A música de Edson Cordeiro faz um cruzamento entre o clássico, Pop, Jazz e, claro, a música brasileira.
Cantor de culto, Edson Cordeiro é um entertainer de dimensão teatral com uma capacidade tremenda de encantar o público.
Ultrapassando a barreira entre a arte e o kitsch, o seu repertório é tão vasto quanto o seu espectro vocal.
Da ópera ao pop contemporâneo, ele ilumina o palco com a sua voz de contratenor, carisma e um forte sentido de humor.
Só existe uma palavra apropriada para descrever Edson Cordeiro: fenómeno.
Não é exagero – Edson é uma daquelas raras pessoas onde um talento maior do que a vida, características especiais como uma voz ímpar, um carisma profundo e uma sensibilidade literalmente à flor da pele se combinam para gerar um artista total.
Na Alemanha, onde é bastante popular, chamam-lhe “o homem das três oitavas”.
O espectáculo que traz às Caldas da Rainha tem por título “The Woman’s Voice” e é uma viagem, acompanhada pelo piano de Broder Kuhne, pelo mundo e pelas vozes das mulheres possibilitada pelo alcance extraordinário de 4 oitavas que lhe confere uma capacidade única: a sua voz já foi apontada como a mais alta entre os contratenores da actualidade.
A expectativa tem que ser alta, perante os ecos que chegam de uma Europa rendida: “imaginem Freddie Mercury cruzado com Maria Callas com o resultado filtrado pelo espírito livre de Janis Joplin e começarão a aproximar-se do enigma que é Edson Cordeiro.”
“The Woman’s Voice” é uma sentida e intensa homenagem às mulheres que vê Edson interpretar Edith Piaf, Yma Sumac, Billie Holiday, Shirley Bassey, Madonna e Amália, por quem o cantor afirma ser apaixonado desde criança.
O Berliner Morgen-Post não teve dúvidas e escreveu que “vozes como a de Edson soam como se fossem de outro mundo. Um cantor sem limites”.
Edson Cordeiro nasceu no Brasil em 9 de Dezembro de 1967.
Filho de um mecânico e de uma bordadeira, passou a infância em sua cidade natal, e dos seis aos 16 anos cantou no coro da igreja evangélica frequentada pelos pais.
Fez teatro infantil e, em 1983, participou da ópera-rock Amapola, de Miguel Briamonte, que mais tarde seria director musical de seus discos.
Em 1988 foi actor e cantor na terceira montagem brasileira da ópera-rock Hair! dirigida por Antônio Abujamra.
No ano seguinte, actuou na montagem de “O doente imaginário”, de Molière, dirigida por Cacá Rosset. Com essa peça, viajou pela Europa, EUA, México e América Central.
O primeiro concerto a solo aconteceu em Agosto de 1990, na Mistura Up do Rio de Janeiro. O sucesso foi imediato, passando a ser disputado por várias editoras.
Distingue-se pelo timbre vocal de contratenor (voz masculina aguda, com o mesmo alcance do soprano feminino) e o repertório eclético, que inclui autores tão diversos como Noel Rosa, Janis Joplin, Rolling Stones e Wolfgang Amadeus Mozart.

Filipe Melo encerra Ciclo Pianíssimo

O pianista residente do CCC, Filipe Melo, encerra o Ciclo Pianíssimo a 17 de Dezembro com um concerto de tributo a Bill Evans, um dos nomes míticos do jazz.
Filipe Melo é professor na escola de Jazz do Hotclube de Portugal, na Universidade de Évora (coordenador do departamento de piano), no Conservatório do Funchal e no conservatório de Alhandra.
Tem tocado com músicos como Jesse Davis, Martin Taylor, Sheila Jordan, , Camané, Carlos do Carmo, Jacinta e Marta Hugon, entre muitos outros.
Iniciou a sua formação musical na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e na Academia de Amadores de Música.
Nos EUA estudou no Berklee College of Music e em 1998 participou numa workshop em Itália, onde é distinguido com o ´Outstanding Musicianship Award´, sendo convidado a representar a escola no Umbria Winter Jazz Festival.
Em 2000 completou o curso de Piano e regressa a Portugal, surgindo a oportunidade de participar em diversos festivais de jazz por Portugal.
Em 2003 ganhou o prémio “Músico Revelação” pelo site jazzportugal.net, e o prémio revelação jovem músico “Luiz Villas-Boas” da Câmara de Cascais.
O bilhete custa 7, 5 euros.

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2 comentários até ao momento ↓

  • 1 luisa cruz // Set 10, 2009 at 5:37 pm

    ola , sou das Caldas e fui a lisboa ver o Paranormal do joaquim monchique, que foi o melhor espectaculo de teatro que vi na vida, será que vem ás caldas? queria que os meus amigos vissem o génio do joaquim numa peça de cortar a respiração
    bem ajam

  • 2 Oscar T // Out 14, 2009 at 9:42 pm

    Cara Luisa, não a acompanho na sua opinião. A peça é fraca, o Joaquim faz tudo a traço grosso, e a linguagem usada é no mínimo lamentável. Caldas passa bem sem paranormalidades, acreditem.

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