Mário Lino apresentou livro sobre as origens da Volta a Portugal
O livro “As origens da Volta e os ‘duelos’ de Nicolau e Trindade”, da autoria do caldense Mário Lino, foi apresentado, na passada tarde de sábado, no Museu do Ciclismo. Esta obra foi apoiada pelo JORNAL DAS CALDAS e pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
O mais conhecido amante das duas rodas sem motor das Caldas da Rainha aproveitou ainda o lançamento do seu livro para homenagear, em conjunto com a autarquia caldense, duas figuras que muito deram ao ciclismo. Assim, Aristides Martins, ciclista e técnico, que não pôde estar presente devido a motivos de saúde e foi representado pelo seu filho Martins Silva, foi homenageado, bem como Homero Serpa, jornalista e historiador, já falecido, e representado no evento pelo seu filho Vítor Serpa.
Perante a homenagem a seu pai, Vítor Serpa, visivelmente emocionado, doou ao Museu de Ciclismo algumas peças do seu pai, aliás, um dos prémios doados foi oferecido a Homero Serpa pelos caldenses há vários anos.
A apresentação do livro de Mário Lino contou com a presença de um grande número de convidados que quiseram apoiar o autor neste importante momento.
Jaime Costa, director do Jornal das Caldas, referiu que Mário Lino “é um homem que tem feito muito pelo desporto caldense e é a melhor obra que o Mário Lino fez até hoje, porque a experiência é outra. Tenho que dar os parabéns ao Mário Lino pelo excelente trabalho que retrata fielmente as origens da volta e a sua passagem pelas Caldas da Rainha”.
Artur Lopes, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), marcou igualmente presença na apresentação do livro de Mário Lino. Para o presidente da FPC, a obra do caldense “é um livro extremamente do estudo, que tem algumas posições polémicas, por isso mesmo devem ser lidas, criticadas, estudadas, e bem verificadas, mas de facto é um livro bastante importante para a origem”.
O dirigente acrescentou ainda que “é um livro de biblioteca para ficar para que os vindouros saibam o que foram de facto os inícios de 27 quando a Volta veio para a estrada. A Volta a Portugal era assim denominada, hoje é uma verdade totalmente inversa, porque é um elemento desportivo, um espectáculo desportivo de bicicleta que não tem a ver propriamente com as suas origens, pois o ciclismo modificou-se completamente porque antigamente a Volta dava-se a volta ao País. Hoje é impossível isso, as regras, as leis, tudo o que veio a seguir no mundo do desporto e as suas alterações transformaram isso numa impossibilidade, mas a Volta a Portugal continua a ser para o povo, sem sombra de dúvida, a maior demonstração desportiva que o País tem, o povo de facto não larga a Volta”.
Artur Lopes lembrou também que “as Caldas tinham uma força, sobretudo a nível do cicloturismo, muito grande e foi uma grande difusora do ciclismo”.
Fernando Costa, presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, fez notar que “o Museu do Ciclismo dá hoje mais um passo em frente, também com este livro do Mário Lino, eu não vou falar sobre o livro, porque penso que depois de se ler o livro nasce a discussão, a crítica, nascerá mais luz e ainda bem que o Mário Lino fez o livro e se tiver algumas coisas menos precisas ainda bem porque é assim que se gere a investigação e as opiniões por vezes mais diferentes levam a que se faça mais luz sobre os acontecimentos”.
O edil caldense sublinhou que “o livro está interessante e por isso acho que o ciclismo em geral e as Caldas da Rainha e os amantes caldenses do ciclismo estão de parabéns, mas está sobretudo esta alma incansável (Mário Lino), que é de facto um homem que deixa todos os caldenses orgulhosos”.
Fernando Costa encerrou os discursos reportando que “as Caldas é de facto um dos centros onde se desenvolveu o ciclismo e o José Tanganho, como caldense, é o pai das Voltas a Portugal”.
O livro já se encontra à venda e pode ser adquirido no quiosque do Jornal das Caldas.
Ana Norte


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