Depois de várias peripécias ao longo de quase dois anos, entre as quais várias intoxicações provocadas pelo cheiro de vernizes e tintas e pelo pó das obras, e um assalto aproveitando o encobrimento do estaleiro, finalmente está concluída a intervenção de remodelação do Tribunal das Caldas da Rainha.
Duas novas salas de audiência e a reformulação de outra, para além de melhorias de acessibilidade, reparações diversas e instalação de sistemas de alarme, fizeram parte das obras, que chegaram a cancelar audiências, devido ao barulho. Algumas sessões sofreram interferências por causa do ruído provocado pelo derrube de paredes e funcionamento de martelos pneumáticos e os funcionários judiciais queixaram-se de entrarem em estado depressivo devido à falta de condições de trabalho.
A empreitada, no valor de cerca de um milhão de euros, foi desenvolvida pelo Instituto de Gestão Financeira e Infra-Estruturas da Justiça, organismo do Ministério da Justiça.
A intervenção envolveu os três pisos do edifício. No rés-do-chão foram instaladas as secretarias judiciais dos 1º e 2º juízos e gabinetes, e criaram-se duas novas salas de audiências. Saíram a Conservatória do Registo Civil e o Cartório Notarial.
Segundo fonte judicial, desconhece-se se haverá alguma inauguração.
Francisco Gomes


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