O presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha anunciou, à margem da última reunião da Assembleia Municipal, que o Montepio Rainha D. Leonor apresentou uma proposta ao Ministério da Saúde onde se mostra disponível para gerir o Hospital Termal e a Casa da Cultura.
“O Montepio Rainha D. Leonor propôs por carta, há cerca de um mês, ao Ministério da Saúde, a sua pretensão de estar ligado ao desenvolvimento do termalismo. Deu conhecimento à Câmara e eu pessoalmente estou plenamente de acordo, mas terá de ser desenvolvida a ideia com o Ministério”, revelou.
Fernando Costa considerou que “o Montepio é uma instituição com raízes profundas em matéria de saúde e tem gente capaz”.
O presidente da Câmara comentou ainda que o Montepio Rainha D. Leonor tem um parceiro espanhol e da Caixa Geral de Depósitos para erguer a sua clínica e por isso vê com bons olhos a entrada destes parceiros nas Caldas.
“O projecto da clínica e o alargamento das actuais instalações tem pés para andar e estamos receptivos em colaborar. Quanto ao termalismo podem ser os mesmos parceiros ou outros, mas entendo que o Montepio é um óptimo parceiro porque é uma excelente entidade para gerir o Hospital Termal em sintonia com o Governo. Entendo que o Hospital Termal deve prestar um serviço público e integrado no Serviço Nacional de Saúde”, declarou Fernando Costa.
O autarca voltou a vincar que a Câmara está disponível para gerir o Parque D. Carlos I, a Mata e os edifícios do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), nomeadamente os Pavilhões do Parque, defendendo que a recuperação dos pavilhões deveria ser feita numa parceria entre a Câmara e o Governo, aproveitando os fundos comunitários.
Fernando Costa assumiu que nunca formalizou esta intenção por escrito, mas de forma verbal já a transmitiu à administração regional de saúde.
O edil comentou também o facto da administradora do CHON, Maria do Rosário Sabino, só agora estar a fazer obras nos edifícios ao topo da Praça e junto ao Chafariz das Cinco Bicas.
“Eles entraram nos edifícios da antiga PSP e começaram a fazer obra sem a nossa autorização. Penso que a senhora administradora julgava que aquela parte era do Hospital. Quando chamámos à atenção, entendeu, parar as obras que tinham programado. A senhora pensava que aquilo era tudo do Hospital, mas não é. Há edifícios que são da Câmara e há edifícios que são do Estado que estão prometidos à Câmara em troca dos terrenos que demos gratuitamente para a construção da nova PSP. Se não houver troca o Governo tem de nos pagar os terrenos da PSP”, manifestou, esclarecendo que “a Câmara comprou o terreno do estacionamento no topo da Praça para a sua recuperação e isto prejudica eventualmente os projectos”.
O autarca referiu ainda que não quer qualquer conflito com a administração do CHON, apontando que “se quiserem recuperar aqueles edifícios e ficar com eles, nós não opomos, mas há uma promessa que não está a ser cumprida. Tudo o que sejam obras para melhorar os edifícios do CHON, óptimo, mas há uma incongruência”, vincou.
Carlos Barroso
Administração do Montepio aguarda desenvolvimentos
Contactada pelo JORNAL DAS CALDAS, a administração do Montepio confirmou o envio de proposta para gerir as Termas e a Casa da Cultura, mas considerou ser a primeira auscultação nesse sentido, pelo que aguarda desenvolvimento, remetendo para depois qualquer comentário.


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