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Director: Jaime Costa | Chefe de Redacção: Francisco Gomes

 

Violência nas escolas

Abril 29th, 2009 in Jornal das Caldas. Edição On-line 6 Comments

Debate sobre Bullying na Semana da Juventude

bullying.jpgIntegrado na Semana da Juventude, decorreu no grande auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha uma jornada de debate sobre o Bullying, onde foi visualizado um documentário do jovem realizador Manuel Guerra.
“Alinha” é o título do vídeo, que se propôs a lançar o debate sobre Bullying – perseguições físicas e psicológicas de jovens sobre jovens nas escolas – e dar o seu contributo para combater este mal que vive enraizado nos estabelecimentos de ensino.
O documentário recolhe os testemunhos de cinco colegas do secundário, Catarina, Diogo, Francisco, Tiago e Mário, cujas vidas balançaram entre o desespero e a ridicularização, e apresentam-nos o seu dia-a-dia. Retalhos de situações aparentemente banais, revelam os seus quotidianos.
“Jovens que procuram uma nova atitude perante a vida. Uns foram incompreendidos e outros agredidos. As razões infelizes foram várias. Mas ambos têm em comum momentos do dia em que, eles próprios, se tornam alvo dos olhares, de gozos, de repúdio, da confrontação, de agressão e de várias situações constrangedoras. A raiz desse ódio confuso está-lhes ainda inacessível. Alguns chegaram a pensar que essas situações seriam somente resultado das suas atitudes. Achavam ser o que os outros continuadamente afirmavam. O presente é o reflexo dessas situações passadas. Alvo de uma nova visão será as consequências directas que actualmente são visíveis na vida destes jovens”, manifestou Manuel Guerra, numa linguagem e num tom ao nível da assistência, que captou a atenção de muitos dos presentes que lhe fizeram perguntas directas e sem rodeios.
O jovem realizador confessou ter sido durante um mês alvo de Bullying, mas desdramatizou essa situação, que soube ultrapassar.
“Um dia a turma virou-se para mim. Eu não fiquei tramado com isso, mas houve colegas que ficaram tramados. Todas as turmas têm sempre um mais forte e o mais fraco e isso pode implicar uma vida tramada para alguém”, disse.
O estudante acredita que “todas as escolas sem excepção têm Bullying”, porque “é um fenómeno de grupo no comportamento das pessoas que se riem quando o agressor faz mal há vítima e isso estimula-o a fazer de novo e de forma repetida”.
O jovem realizador apontou que o novo fenómeno é o cyberbullying. A técnica da acção social, Patrícia Oliveira, definiu que o cyberbullying “é utilizar tecnológicas de informação e comunicação, no caso a Internet ou o telemóvel, para hostilizar, deliberada e repetidamente, uma pessoa, com o intuito de a magoar”.
Existe outro crescente tipo de Bullying, contra professores e auxiliares de educação, em que as mesmas crianças e jovens agridem e maltratam os colegas no recreio, “ofendem os professores, gozam com o seu aspecto físico e ameaçam-nos, dentro da sala de aula. Os professores são rebaixados e humilhados pelos alunos”.
Patrícia Oliveira descreveu os vários tipos de Bullying, referindo que o emocional “exclui, atormenta, ameaça, manipula, chantageia e ignora”. Já o Bullying racista “aponta que toda a ofensa que resulte da cor da pele, de diferenças culturais, étnicas ou religiosas”.
O físico “é puxar, pontapear, bater ou outro tipo de violência física”. O Bullying verbal, “é, lançar calúnias ou gozar com algumas características particular do outro, tipo gordo, caixa de óculos, trinca espinhas, etc.”
As formas de agressão são “a falta de respeito, espalhar história humilhantes, ameaçar ao enviar mensagens ameaçadoras, captar e difundir imagens ou mensagens, mentir, excluir ou ignorar os colegas, bater, empurrar, dar pontapés, insultar e chamar nomes”.
Os locais onde poderão acontecer este fenómeno, são “nas casas de banho, junto ao portão da escola, nas paragens de autocarro, no recreio, no corredor e nas escadas, na cantina, no caminho para casa”.
As estratégias de intervenção passam pela necessidade de “dotar as instituições escolares de novas competências, integração de técnicos especializados, melhorar as infra-estruturas nas escolas, supervisão nos recreios, supervisão em casa na televisão e videojogos, computadores, porque poderão ser a fonte de origem dos conflitos”.

Carlos Barroso

Tags: Sociedade

6 comentários até ao momento ↓

  • 1 Marlene Monteiro Pereira // Mai 4, 2009 at 7:05 pm

    Prezados
    Enviamos informações que são do seu interesse.
    Att.

    A RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação/GDF, está realizando um Plano de Convivência Escolar na Rede Pública de Ensino. O projeto busca incentivar, em escolas de ensino fundamental e médio, processos de boa convivência e a prevenção de violências. Parte do processo foi a realização de pesquisa qualitativa e quantitativa, representativa de todos os alunos e professores da rede pública de ensino do DF, entre a 5a série do Ensino Fundamental e o 3o ano do Ensino Médio. A amostra pesquisada foi constituída por seis escolas por Diretoria Regional de Ensino – DRE (quatro de Ensino fundamental – séries finais – e duas de Ensino Médio). A pesquisa dedicou-se à realização de um diagnóstico sobre a convivência escolar, o que consistiu em investigar as relações sociais, os conflitos expressos e latentes no ambiente escolar, identificar as percepções de alunos, professores e do corpo técnico-pedagógico sobre o conflito e a violência, mapear os tipos de incidentes ocorridos, freqüência e gravidade dos mesmos.
    De junho a setembro de 2008 foram aplicados cerca de 10 mil questionários para alunos e 1300 para professores, em 84 escolas amostradas, além de terem sido realizadas entrevistas e grupos focais com alunos e professores.
    A iniciativa de desenvolver uma pesquisa sobre convivência escolar e violência nas escolas com a finalidade de embasar ações concretas, levada a cabo pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, é um empreendimento pioneiro no Brasil. Corresponde a uma etapa fundamental para compreender e retratar a realidade como passo importante na tentativa de estimular uma atmosfera não-violenta nas escolas e a criação do hábito do diálogo e da resolução de conflitos, contribuindo, assim, para a melhora da qualidade de ensino e de aprendizagem e evitando que problemas comuns ao cotidiano cresçam e se desdobrem em desfechos graves.
    A pesquisa dedicou-se à realização de um diagnóstico sobre a convivência escolar, o que consistiu em investigar as relações sociais, os conflitos expressos e latentes no ambiente escolar, identificar as percepções de alunos, professores e do corpo técnico-pedagógico sobre o conflito e a violência, mapear os tipos de incidentes ocorridos, freqüência e gravidade dos mesmos.
    O resultado final da pesquisa será apresentado em um livro a ser lançado ainda no mês de maio/2009.
    Neste âmbito, foram promovidos seminários intitulados Convivência Escolar: debatendo resultados e pensando alternativas, que ocorreram de outubro a dezembro de 2008 com o objetivo de sensibilização e aprofundamento do debate sobre violência e convivência escolar, a partir dos resultados iniciais do diagnóstico que integra o Plano de Convivência Escolar na Rede Pública de Ensino no DF. A devolução dos dados para diversos atores envolvidos na esfera da Educação e no cotidiano escolar constituiu-se em uma fase essencial no trabalho, tanto para divulgar e discutir as principais características do quadro de realidade das escolas quanto para identificar uma série de pontos que demandam maior atenção. Com resultado final da pesquisa novos seminários serão realizados.
    Entre as atividades previstas para 2009 podemos destacar o Curso Juventude, Diversidade e Convivência Escolar, com início em maio/2009. O curso será ministrado por especialistas nas temáticas, sendo organizado, monitorado e coordenado pela RITLA em parceria com a SEEDF. Visa formar um grupo de 640 professores e coordenadores das séries finais do Ensino Fundamental, estimulando-os na complexa discussão sobre violências nas escolas e instigando-os à reflexão aprofundada sobre o tema.
    Importantes temas serão tratados no curso como: violência e sociedade, juventude, família e escola, violência e discriminação no ambiente escolar, gênero e sexualidade na escola, convivência escolar, mediação, drogas e trafico no contexto escolar, gangues, adolescentes em conflito com a lei, entre outros. As discussões terão como produto final um projeto de intervenção social a fim de colaborar com a construção de uma boa convivência no contexto.

    Este curso busca colaborar com a construção de melhores relações no ambiente escolar, a fim de que a escola passe a ser um local de proteção e protegido e que todos os atores sociais possam discutir e dialogar sobre os fenômenos cotidianos que acontecem no contexto.

    Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana
    Red de Información Latinoamericana
    Latin American Technological Information Network

    SHIS QI.09, Conj.15, Casa 15 – Lago Sul
    Cep : 71625-150, Brasilia, DF
    Tel/fax: (55) 61 3248-3805 e 3248-5607
    http://www.ritla.net

  • 2 Ines Duarte // Mai 6, 2009 at 11:05 am

    ela bate em todas as pessoas e nos para ela nao nos bater temos de lhe pagar 11 euros por semana.,
    Ja bateu em dois professores e nos funcionarios

  • 3 José Maria Cancelliero // Mai 25, 2009 at 7:16 pm

    A diferença entre a força e a coragem

    Quando pensamos que já vimos tudo, que chegamos ao limite da selvageria, nos surpreendemos com a violência invadindo com o máximo cinismo: é o “bullying” avançando escola a dentro, como um rolo compressor.

    Em inglês, rotula o brigão, o valentão. Nenhuma criança ou adolescente está a salvo deste assombro conhecido como principal motivo da evasão escolar em todos os países

    O termo invadiu a internet, a escola, a mídia do mundo inteiro chamando a atenção para atitudes agressivas tomadas por um ou mais estudantes contra um colega indefeso, com objetivo covarde de humilhar, excluir, machucar e difamar.

    É sabido que as vítimas do bullying enfrentam problemas graves de depressão e ansiedade, sobretudo com a perda de autoestima que às empurram ao caos da drogas e do álcool.

    Infelizmente, as escolas públicas paulistas já apresentam números expressivos de casos registrados em todo o Estado.

    Se não houver intervenções eficazes e imediatas, o espaço escolar há de se tornar comprometido com a absoluta falta de motivação de alunos, evoluindo para uma descomunal evasão escolar.

    No Brasil, “a criança e o adolescente deve estar protegida de todo e qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório e constrangedor, garantindo assim sua dignidade”, conforme determina o art. 18 do ECA.

    “É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para fazê-lo parar.” Desconheço o autor, mas ilustra bem a situação.

    Chegou a hora de pais, educadores e dirigentes defenderem com unhas e dentes os estudantes brasileiros contra avanço desse terror cuja fúria acelera a decomposição dos fragilizados valores morais deste país.

    José Maria Cancelliero
    Presidente do Centro do Professorado Paulista – CPP
    Tels: 3340-0508/3207-6446 ou 7281-8100

  • 4 Jéssica // Mai 28, 2009 at 9:32 am

    São de facto coisas que acontecem, e até se tornam normais num escola, o que se torna preocupante.
    E a pergunta a que se chega é: “Estamos numa escola ou num sitio onde se aprende a ser-se terrorista?”

  • 5 dany // Mar 9, 2010 at 2:56 pm

    axu mt bemmmmmmmmmmmmm

  • 6 rita vaz // Mai 21, 2010 at 4:26 pm

    eu acho que este rapaz nao devia estar aqui neste site, porque ele nao tem sinais de violência nas escolas. que é o que nos queremos saber!!!

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