Vivemos numa sociedade de contrastes em que já ninguém sabe o que quer, ou, toda a gente quer o contrário do que está estabelecido.
Dantes havia supostamente duas opções: casar ou não casar. Agora há milhares de opções: casar, viver junto, unir-se de facto, namorar só quando apetece, mas ainda não chega. Parece que deste grupo não estão a fazer parte os homossexuais. Coitados, ficaram esquecidos.
Normalmente as regras têm excepções, mas desta vez, as excepções querem-se tornar regra.
Á regra do casamento, vieram os casais modernos dizer que não se queriam casar porque assim era melhor, eram mais livres, não tinham tanta burocracia, o amor era mais verdadeiro. Agora que se criaram legalmente alternativas ao casamento para esses casais modernos, os homossexuais vêm dizer que se querem casar. Mas se é moderno ser-se homossexual, não deveriam querer casar-se.
Porque é que não vivem juntos ou o que seja sem chatear ninguém?
Que venham querer comparar o casamento ou o matrimónio de um homem com uma mulher tendo em vista o bem do cônjuge, a entrega do dom de si ao outro, aberto e com fim à procriação, em quanto sacramento e nos estatutos legais que tem, à união homossexual de duas pessoas do mesmo género sexual é no mínimo surreal.
A homossexualidade é exactamente o oposto ao fim do casamento e está claramente em contraste com a lei moral natural, inscrita em todo a pessoa.
Que cada um faça o que quer dizendo que é livre, muito bem, que venham criar leis para satisfazer cada maluquinho, não.
Rita Parreira


38 comentários até ao momento ↓
1 Fábio de Melo // Abr 22, 2009 at 5:25 pm
Provavelmente a Rita Parreira que escreveu este triste artigo não tem um filho Gay ou uma filha Lésbica, não que saiba, pois senão já teria aprendido há muito tempo que Gays já nascem Gays, não há nada que mude isso e são muito felizes assim. Também saberia que existem mais de 700 milhões de Homossexuais no mundo (estamos caminhando para 1 Bilhão), sem contar os disfarçados de héteros. O Casamento Gay é um DIREITO HUMANO, pois ninguém escolhe por quem se apaixona. Casar-se ou não é uma opção e cada Gay decidirá por si. Mas é indispensável que exista esse direito. Gays não são estéreis e podem ter filhos próprios por inseminação ou barriga de aluguel, ou adotar as crianças rejeitadas pelos héteros, que são muitas, e que seguramente serão muito melhor criadas e nada lhes faltará.
2 Sandro Faria // Abr 22, 2009 at 5:26 pm
É estranho como a religião insiste em pregar o ódio, a separação, a violência, a desintegração de milhões de famílias Gays, a discriminação e a violência. Nunca ouviu-se um Gay dizer: vamos acabar com o casamento hétero, vamos separar todos os casais héteros, vamos criar leis que retirem direitos dos héteros. Ninguém sabe melhor que nós como é perverso discriminar os outros, por isso não o fazemos. Queremos apenas direitos iguais e isso não é nenhum favor, é um direito do qual não abriremos mão e exigiremos. A julgar pela lógica pobre da autora, casamentos interraciais, binacionais e o divórcio, que não existiam, também foram legalizados para satisfazer uns poucos maluquinhos. Mulheres que ganharam direito de votar também são maluquinhas e os negros que foram libertados da escravidão também são maluquinhos. Em todos esses casos foi preciso aprovar leis para corrigir a discriminação e a injustiça. Sendo assim, podemos ver claramente que a única maluquinha aqui é a autora do artigo, pois passou pelo vexame de declarar publicamente que seu cérebro não evoluiu e ainda vive na idade média. Ainda bem que pessoas assim são cada vez mais raras na sociedade, que já não tolera mais homofobia, racismo nem discriminação. A única coisa que se aproveita do artigo é a foto, que aliás é linda.
3 Maria Fernanda Barroca // Abr 22, 2009 at 6:19 pm
Parabens a quem tem a coragem de chamar «branco» ao «branco» e «preto» ao «preto», sem complexos de modernidade. Legalizar o casamento entre seres do mesmo sexo é um contrasenso – chamem-lhe qualquer coisa, mas não «casamento» ,pois este, por definição, é a união estável de «um» com «uma» e para sempre.
4 Nelson Ricardo // Abr 22, 2009 at 6:51 pm
Ritazinha, vai para a cozinha e fica lá onde pertences, gravida e descalça.
5 Maria // Abr 23, 2009 at 10:58 am
Querem casar, até pode ser um direito, se bem que eu acho que as coisas são como têm de ser. Casamento implica um homem e uma mulher, mas até é tolerável o casamento de homosexuais.
Agora o facto de vir a existir crianças, isso é que já é demais.
Aliás sempre se ouviu dizer que uma criança tem uma mãe e um pai, vinda duma relação homosexual tem????
Bem mas com o rumo que esta sociedade leva eu já não sei o que pensar, Parece que tudo se torna normal.
6 Pedro Telmo // Abr 23, 2009 at 12:49 pm
Eu acho que a Rita Parece tem uma mentalidade própria de um Torquemada.Chamar maluquinhos a quem representa mais de 10% da população mundial é no mínimo surreal, diria mesmo absurdo.Ò rita vai lavar a pita…fazia-te bem melhor…
7 Joana // Abr 23, 2009 at 1:39 pm
Em relação ao facto de poderem a vir ter crianças, eu até posso concordar, quando dois homens as conseguirem fazer, (sem barrigas de aluguer), como um casal (1 elemento masculino e 1 elemento feminino) como é normal!!!!
8 Bernardo // Abr 23, 2009 at 6:55 pm
Mas que tristeza de artigo… e que tristeza de “jornalista” (será que lhe devo chamar isto?? não me parece! estaria a ofender aqueles que realmente o são!)
9 Paulo // Abr 23, 2009 at 7:18 pm
Mas quem é Rita Parreira? Eu sou gay e poderia ter um discurso baseado em argumentos que a informassem de algo útil, mas olha não me apetece. A partir do momento que me chama de maluquinho por ser quem sou e uma vez que está tão agarrada ao que sempre foi e ás regras, deixe-me refrescar-lhe a memória, curiosamente a roças a data de comemoração da Liberdade, que você enquanto mulher, por regra e porque sempre foi assim até há pouco mais de 3 décadas, tinha direito a cozinhar, a obdecer e a parir, nada mais muito menos escrever. Hoje escreve, agradeça que a regra se tenha quebrado, que já possam votar, trabalhar, ser independente, muitos foram os que acharam aberrante o que hoje finalmente acontece. Informe-se, leia sobre o assunto, conheça as opiniões da Associação Americana de Psicologia e Pediatria Americas, bem como a da Organização Mundial de Saúde entre outros, e depois opine sobre os assuntos que envolvam os homo e bissexuais. É pena que ainda se leiam coisas destas, só mostra que a Liberdade se confunde muito com poder de abuso. Repugnaria-a e mandari-a para a cozinha, mas isso se não tivesse uma mente com mais saúde que a sua e se não conseguisse me pôr no lugar dos outros só pk não é a minha realidade. Já agora moderno não é ser homossexual, sempre existiram, na sua família é provavel que existam ou tivessem existido alguns também, a diferença é que já não somos mortos nem presos, nem considerados maluquinhos como diz. Modernice ser-se quem se é e ter tomates para enfrentar gente odiosa e mal informada como você? pois que seja, sou moderno então, mas isso não é motivo de vergonha para mim, vergonha para mim seria pensar como mentes luminosas como a sua, que incitam ao ódio, à discriminação e à perpetuação de uma visão destruidora das liberdades que só afectam aos próprios. Preocupe-se menos com o meu casamento, ao contrário de si não me meterei na sua cama nem na sua vida a dois a que teve direito a definir. arre gente ruim, que Ele perdoe os que julgam que falam por Ele para justificar a sua própria maldade e ignorância!
10 fernando // Abr 23, 2009 at 9:13 pm
Quando o preconceito vem de uma mulher choca-me semrpe mais, logo as mulheres que semrpe foram e continuam a ser excluidas, simplesmente por serem do sexo oposto.
Infelizmente Rita Parreira não é uma mulher, ou nao é digna de as representar.
Chamem-lhe o que quiserem, nao lhe chamem é Mulher!!!!
11 CB // Abr 23, 2009 at 9:35 pm
“Porque é que não vivem juntos ou o que seja sem chatear ninguém?”
Mas o que é isto? Quem é que chateia quem? Cuide cada um da sua vida, pelo menos a mim o casamento seja entre quem for só me afecta se eu casar e afectará a mim e a quem casar comigo. Realmente escrever(tão mal , de forma tão desinformativa e tendenciosa) sobre o que não lhe diz respeito, por mais que se ache mais merecedora dos direitos humanos e sociais para os quais todos contribuímos(inclusive os gays “maluquinhos”) é no mínimo, uma tentativa de chatear alguém, isto sim. Se gay ou quem for quer poder casar quem é esta “senhora” ou alguém pa definir o que os outros podem a menos que eles? E o “argumento” do casamento ser entre homem e mulher , nem valeria a pena comentar, mas ca vai: Outrora tb n era permitido entre negros e era impensável comparar a união entre brancos e entre pretos, o casamento sempre tinha sido celebrado entre brancos e por ser regra e sempre ter sido assim, esta senhora tb deve partilhar dessa ideia. Gente mal formada assim nem seuquer devia poder escrever num wc público, quando mais..
12 Maria João Ramos // Abr 24, 2009 at 8:10 am
Tenho que comentar, fui obrigada a isso depois de ler comentarios tão triste de duas senhoras.
Logo do sexo femenino que são mães de alguém so peço a Deus que nenhuma delas tenha um filho(a) homosexual, porque fico logo com pena dos filhos delas serão logo excluidos do seio familiar como existe muitos(as) pelo nosso pais fora, depois é um casamento fingido, e as fugas a noite para cama daquele(a) que é o seu verdadeiro amor.
Homosexualidade já existe nos nossos antepassados era assim que os homens iniciavam a sua sexualidade antes de casar, e não existe nada escrito na biblia que o casamento é só efectuado entre uma homem e uma mulher, isso foi escrito pelos senhores do clero, pela igreja e nada mais, por isso é ver as triste figuras que a igreja catolica faz, entre pedofilos existentes no seio cataolico, etc.
Por amor de Deus deixem as pessoas amarem quem queiram e com quem se sentem mais feliz, o direito ao casamento no registo é um direito que qq ser humano tem não tem logica duas pessoas amarem-se viverem juntas construirem uma vida em conjunto e depois com a morte de um se perder tudo para as mãos dos familiares muitos que é até excluiram do seio, mas que tem direito a ficar com os bens e ai não faz mal ter sido adequirido por gays, é dinheiro, riqueza que interessa quem os adquirio.
Quanto a adopção não existe num mundo abandono de crianças entre os casais gays, porque será? porque quando um casal gay quer ter um filho é para cria-lo com amor e carinho não para requerer subsidios e outras coisas tenho dois filhos e nenhum deles é gay, por isso essa teoria de ter uma pai e uma mãe é falsa pois para se ter um pai que maltrata e viola os filhos é melhor que não tenha e ter uma mãe que mate e abandone tb axo melhor não ter e quantas crianças são criadas sem pai e sem mãe e quantas são criadas em instituições deposito de crianças nada mais onde esta a figura do pai e da mãe? bem para terminar espero que a D.ª Rita Parreira e a D.ª Maria fernanda Barroca, evoluiem e que não tenham nenhum filho(a),neto(a),sobrinho(a),irmao ou irmã gay para nao ficarem tão tristes ou se olhem ao espelho que vejam o vosso interior se não tem desejo de serem acarinhadas, e amadas por uma mulher e sitam vergonha dos vossos desejos mais profundos.
13 Joao // Abr 24, 2009 at 11:51 am
Realmente é pena artigos discriminatórios serem publicados, principalmente por jornais de renome…
14 Nuno // Abr 24, 2009 at 1:58 pm
Hoje em dia consideram as relações dos heterossexuais estáveis..??? cada vez há mais divórcios…não?? Sempre se ouviu falar que os heterossexuais podem porque é normal e que os homossexuais não podem porque não normal, um conselho, pesquisar o conceito de normalidade…é a sociedade em que vivemos, rotula, forma grupos, marginaliza, critica, etc. Somos todos indivíduos, ninguém é mais que ninguém. Já na adopção, pois se calhar é melhor deixar as crianças num orfanato, sem terem bases, sem carinho, sem apoio, sem amor, do que virem com duas pessoas do mesmo sexo, Não sei. Pensem…
Se todos deixarem as crenças e juízos de valor de lado e respeitassem todos os seres humanos, o mundo era capaz de ser bem melhor. Respeito a sua opinião Rita Parreira, mas não aceito.
15 Redactor // Abr 24, 2009 at 2:21 pm
Nota da Redacção: Os artigos de opinião assinados não expressam necessariamente a opinião ou linha editorial deste jornal, como salvaguardamos na ficha técnica impressa no jornal
16 Ana // Abr 24, 2009 at 8:21 pm
O meu comentário ao artigo da Sra. Rita Parreira resume-se apenas no seguinte conselho..:
- Quando voltar a escrever sobre homossexualidade pense que está a falar de PESSOAS.
Como jornalista, devia abster-se de chamar “maluquinhos” só porque alguém tem uma opção sexual diferente da sua porque , “o diabo teçe-as” e não vá algum dia algum “maluquinho” dar-lhe a volta à cabeça.
Não diga nunca : “Desta água não beberei”, Sra. Rita.
17 Olho Vivo // Abr 27, 2009 at 9:03 am
Alô cara, toma atenção que Caldas da Rainha não é no interior de São Paulo.
Veadagem, estão a comentar questões do país errado!
18 nuno // Abr 28, 2009 at 3:56 pm
que vergonha ver isto num jornal!!
que vergonha chamar a “isto” jornalista!!
até eu, “hetero um bocadinho conservador” me senti ofendido com este texto.
Respeito é bonito, se nao tem aprenda!
Que tal um pedido de desculpa (nao aos homo-sexuais apenas) a toda a gente??
19 JOÃO CARLOS APLETTON // Abr 28, 2009 at 4:09 pm
concordo perfeitamente com a rita parreira e fico “parvo” por ver os “inteligentes ” a comentar esta opinião que é contrária à dos “inteligentes” mas que talvez por se pensarem como tal ,entendem agora que os que pensam naturalmente diferente , sao homofobos ou contra ou pior ainda.acontece que eu tb tenho direito a opinar .e a não estar de acordo com os casamentos entre homossexuais. e tenho que ser “burro” por pensar assim?quem quer ser gay pode ser gay à sua vontade.tenho amigos e amigas gays.mas dai a aplaudir um casamenteo,não.e tenho esse direito.ou agora só quem concorda com os casamentos gays é que é lucido?só esses é que são os arautos da razão?santa paciencia…parabens rita parreira.pelo menos pela opinião!!!!
cumprimentos. jota carlos.
20 joao carlos aplleton // Abr 30, 2009 at 11:30 pm
realmente tenho que voltar a comentar os ignorantes e sei que os ofendo ja que “eles”, tb querem ofender a minha inteligencia e o direito a recusar a insensatez do casamento entre pessoas do mesmo sexo.agora tb querem ter crianças a seu cargo.já alguma vez alguem se perguntou se individuos que sendo gays e por isso em termos psiquiatricos tendo desvios à norma, dizia eu alguem ja se questionou se nao será um pretexto para exercer de forma subrepticia,a pedofilia?se “eles” gostam de ser gays porque nao abusarão de crianças de quem se dizem “pais”?agora podem chamar-me nomes por colocar o dedo na ferida.fiquem bem.mas sejam honestos e abertos.ou sao tao abertos que fecham o direito de pensar diferente dos srs, seus gaysinhos aprendizes de bom senso?
21 Vítor Andrade // Mai 2, 2009 at 4:31 am
Isto já nem se trata de homofobia, é simplesmente estupidez.
Parece uma personagem do Herman.
“em termos psiquiátricos tendo desvios à norma”???
João Carlos apanhe Sol. Ou não apanhe tanto.
Quanto ao Jornal das Caldas, e apesar de ter sido frisado que os artigos de opinião não expressam necessariamente a opinião ou linha editorial do jornal, devo ser sincero e expressar a minha desilusão: podemos fazer escolhas, podemos ter opiniões contrárias, podemos dizer o que nos vai na alma. Mas devemos fazê-lo sempre com bom gosto, com educação e respeitando o outro. Falava-se muito sobre este género de dignidade e humanidade na Grécia Antiga. Não me canso de ler os Gregos, de saber como é que esta nossa estranha forma de vida ocidental se gerou, as premissas fundacionais daquilo que somos. Sempre a aprender (é a minha actividade pregerida). Sugiro à Rita Parreira a releitura dos clássicos. Aconselho Platão, “O Banquete”. Talvez mude a sua maneira de ver o mundo e se interesse mais em salvaguardar os interesses daqueles que Amam e tente mudar aqueles que odeiam. O caminho é melhor, para nós mesmos, garanto-lhe.
Quanto ao Jornal das Caldas, escolham melhor os comentadores. Não por aquilo que pensam, mas pela maneira como o expõem. Este assunto é sério, trata de direitos de igualdade de muitos cidadãos portugueses e deve ser tratado com respeito, independentemente do que se acha. Não me levem a mal, mas o artigo está mal pontuado, a exposição de idéias é rasca, as idéias são rascas e vocês têm concerteza coisas mais interessantes para publicar do que esta parvoíce.
Ainda por cima a Dona Rita contradiz-se na sua conclusão, tão baralhada que está : “A homossexualidade é exactamente o oposto ao fim do casamento”. Não podia estar mais de acordo.
Mostrem que o vosso jornalismo é digno. Bem hajam.
22 Maria Fernanda Barroca // Mai 3, 2009 at 11:07 am
Senhor Vitor Andrade
Critica a Rita Parreira e permite-se usar comentários, esses sim, sem nexo. Pense duas vezes antes de criticar os outros.
Cumprimentos cordiais
23 Vítor Andrade // Mai 14, 2009 at 9:44 pm
Quer que explique melhor? O que foi que não percebeu?
Pensei duas, pensei três, pensei centenas de vezes, D. Maria Fernanda. E criticarei sempre aqueles que atentam ao direito à igualdade e à liberdade. Seja sobre que assunto for.
Tenho pena que não se tenha mantido dentro do assunto em questão, seria mais produtivo e saudável para esta conversa. A pobreza do seu comentário é confrangedora.
Leia, releia e encontre-lhe o nexo. Para bom entendedor…
SIM! aos casamentos civis entre cidadãos do mesmo sexo!
SIM! SIM! SIM!
O problema é deles. A questão é deles. Ainda não estar resolvida só nos torna um pouco mais bárbaros e menos civilizados. Compreende?
24 João Eduardo // Mai 16, 2009 at 12:50 pm
Subscrevo COMPLETAMENTE o comentário do “PAULO”.
Quanto ao resto dos comentários, já agora uma oservação:
- Ainda bem que não existe sensura, e ainda bem que o Jornal das Caldas divulga esta informação, porque ela existe, é necessário INFORMAR, ESCLARECER.
Só lamento que exista tanta gente ignorante que só sabe olhar para o seu umbigo.
Só gostava de saber o que fazem com o surgimento destes casos nas suas famílias !
-Ignoram-nos ?
-Reprimen-nos ?
Concerteza, que não, se calhar torturam-nos !
Pois é, deve existir mais cuidado em enviar papaias para o ar, com a certeza que não venham a cair novamente nas suas cabeças.
-
25 João Miguel // Mai 20, 2009 at 8:27 pm
Ora bem, tendo eu uma orientação sexual “anormal”, achei por bem deixar um comentário que seja uma resposta adequada ao “brilhante” artigo de opinião da Sra. (?) Rita Parreira:
“Toda a gente quer o contrário do que está estabelecido”
Fique sabendo sua senhoria que, apesar de o ser humano prestar atenção à chamada “sociedade” (que a cada dia que passa, menos o é), nós, bem como todos os outros animais, racionais e irracionais, à face da Terra, procuramos sempre evoluir como espécie. Essa evolução não ocorre sempre de forma física (não vamos ganhar asas na próxima sexta-feira): por vezes, tratam-se de evoluções a nível psicológico e social. É claro, são processos demorados, que podem levar milhões e milhões de anos. O que quero com isto dizer é que o que está estabelecido hoje, já não o estará amanhã. Deixe de ser um dinossauro, querida.
“Agora há milhares de opções: casar, viver junto, unir-se de facto, namorar só quando apetece, mas ainda não chega. Parece que deste grupo não estão a fazer parte os homossexuais. Coitados, ficaram esquecidos.”
Podemos pegar nesta frase de duas maneiras:
- Não ficámos esquecidos: nos países desenvolvidos, os homossexuais estão a ser reconhecidos como seres humanos que são, e a ganhar os direitos que merecem, como seres humanos que são. É claro, se pessoas como a senhora continuarem com este tipo de opinião “rasca”, dificilmente seremos um país desenvolvido.
- Ou então, permita-me que a leve numa máquina do tempo ao passado, ao século XIX (ou qualquer um antecedente), e vamos transformar a sua frase: “Agora há milhares de opções: trabalhar no campo, ir ao Teatro, trabalhar e ser remunerado, ser livre para ter a vida que quiser, mas ainda não chega. Parece que deste grupo não estão a fazer parte as mulheres. Coitadas, ficaram esquecidas.”.
“Normalmente as regras têm excepções, mas desta vez, as excepções querem-se tornar regra.”
Diga-me se acha mesmo que 10% da população mundial é uma excepção. Epá, é que é uma pequena excepção de várias centenas de milhões de pessoas. Diga-me outra coisa, é a favor de um novo Holocausto?
26 João Miguel // Mai 20, 2009 at 8:27 pm
“Mas se é moderno ser-se homossexual, não deveriam querer casar-se.”
Ainda a senhora estava a percorrer a Trompa de Falópio de quem lhe deu à luz (com o devido respeito pela mãe), e já havia a homossexualidade no mundo. Aqui, subentendo que há a possibilidade de o seu cérebro ser tão lento e incapaz, que talvez os seus pensamentos considerem a homossexualidade uma modernidade. Vai um upgrade à sua memória RAM?
“Porque é que não vivem juntos ou o que seja sem chatear ninguém?”
Ah, esta simples pergunta dá-nos pano para mangas! Das duas uma: ou a menina está inconscientemente a pedir que a chateiem, ou então já teve uma má experiência no passado, e isso pode traduzir-se num ódio aos homossexuais. Mas não se preocupe, coração, hoje em dia as psicoterapias resolvem tudo!
27 João Miguel // Mai 20, 2009 at 8:28 pm
“…o bem do cônjuge, a entrega do dom de si ao outro, aberto e com fim à procriação…”
Ora bem, aqui manifesto-me pessoalmente: estou neste momento a estudar para poder ter um emprego que me ajude a sustentar uma casa e o meu namorado, e ele faz o mesmo. Há a possibilidade de um de nós ficar desempregado, pelo que se estivermos casados, será mil e uma vezes mais facílimo um de nós beneficiar dos rendimentos do outro. Bem do cônjuge? Sim.
Eu tenho imensos dons, modéstia à parte, e o meu namorado também. Eu sei cozinhar, ele não; ele sabe tratar de burocracias, eu não; eu sei fazer compras economicamente, ele não… e a lista prolonga-se. Se quero entregar os meus dons ao meu namorado, para que ele possa desfrutar de uma vida melhor? Bem pode crer que sim.
Quanto ao “em fim à procriação”, uma simples frase para si: Nesse caso, os heterossexuais estéreis não podem casar.
“A homossexualidade é exactamente o oposto ao fim do casamento…”
Também não discordo. Concordo também com a teoria que não coloca de parte a não-possibilidade de não existir um qualquer 9º ano de escolaridade nos seus anais curriculares.
28 João Miguel // Mai 20, 2009 at 8:28 pm
“…e está claramente em contraste com a lei moral natural, inscrita em todo a pessoa.”
Ena pá, não sabia que tinha leis morais inscritas em mim! E eu que tinha medo de tatuagens…
Nunca ouviu dizer que a vida é feita de contrastes?
“Que cada um faça o que quer dizendo que é livre, muito bem, que venham criar leis para satisfazer cada maluquinho, não.”
Teria muito mais respeito pela sua pessoa se não tivesse utilizado a palavra “maluquinho”. Neste contexto, é quase tão ofensiva como a expressão “P*******o”. E não é uma lei que vai satisfazer um “maluquinho” aqui, outro ali. É uma lei que vai satisfazer uma grande “manada de maluquinhos” (sim, porque da sua parte só faltou chamar-nos animais), e que irá, inevitavelmente, fazer com que os índices de abstenção de voto diminuam, o que resultará num maior interesse na política, numa maior participação da população nas decisões que a todos dizem respeito (sim, até mesmo a si), e posteriormente, pode vir a que outras leis venham a ser aprovadas, numa “revolução liberal” que este país bem precisa. Portanto, não é “cada maluquinho”, minha senhora, é “todos os maluquinhos do País”.
Agradeço ao Jornal das Caldas pela publicação deste artigo de opinião, pois a mesma levou à resposta e crítica por parte de pessoas que concordam ou discordam da opinião da “jornalista” (*tossidela*), o que serve, no mínimo, para formar e educar aqueles que precisam da dita formação e educação. Somos todos humanos, só que uns menos que outros. E não falo dos homossexuais: falo de pessoas como a senhora Rita Parreira, que com este artigo veio apenas provar o que a opinião pública já está farta de saber: há discriminação em Portugal, e quem diz que não há, é o “pior cego” de todos.
29 Andreia e Sara // Mai 29, 2009 at 9:19 am
Com 16 anos ficámos espantadas de como a mentalidade em Portugal continua conservadora e antiquada. Todos nós temos direitos iguais independentemente das nossas opções, e é triste sabermos que iremos viver num país em que continuam a haver mentalidades como esta. Nós consideramos a Rita como jornalista, e não conhecendo a senhora não temos o direito de a julgar, mas na nossa opinião atingiu o limite mínimo da boa-educação ao chamar “maluquinhos” aos cidadãos homossexuais, pois esta senhora não tem o direito de falar sobre as orientações sexuais de cada um pois esse assunto só aos próprios diz respeito, e esquece-se de que todos nós somos iguais independentemente das nossas escolhas.
Apesar de estar a expressar a sua opinião consideramos que não foi a maneira mais correcta de o fazer, e achamos que lhe ficava muito bem um pedido de desculpas a todos aqueles que se sentiram ofendidos com este artigo.
Nós somos completamente a favor dos casamentos homossexuais, e achamos que, se vivemos numa sociedade livre, em que um dos princípios básicos é a igualdade, deveriamos agir como tal.
30 Redactor // Mai 29, 2009 at 9:33 am
ESCLARECIMENTO AOS LEITORES:
Este é um artigo de opinião, enviado à redacção por uma leitora, não é um artigo de um(a) jornalista. Os artigos de opinião são publicados na secção respectiva ou assinalados como opinião, pelo que não há motivo para confusão com artigo jornalístico.
31 Leitor // Out 28, 2009 at 10:05 pm
Rita Parreira você é uma ignorante, preconceituosa e retrógada!….infelizmente ainda ha muita gente como a Rita…e é por isso que ha tanta descriminação, ódio, guerra, crueldade…
32 A. Nobre // Out 29, 2009 at 9:00 am
Afinal o que é isto? Então cada um não pode ter a sua opinião? Uns contra outros a favor, cada um com a sua razão. Não se pode ser contra o casamento homossexual? Não se pode ser a favor do casamento homossexual?
Isto está tudo doido! Ou existe a verdade absoluta?
Ganhem mas é juízo, e discutam e pensem bem como vamos todos sair deste buraco sem fundo em que estamos metidos, fome, desemprego insegurança, falta de soluções para os nossos filhos, desigualdades sociais. Isto sim é realmente preocupante, não digo que este assunto não o seja, mas, para já estamos todos com a cabeça, nestes problemas, agora aludidos, deixemos esta discussão para mais tarde!!! OK
33 Miguel // Out 29, 2009 at 10:26 am
Nunca vi gente tão intransigente, tão agressiva e tão opressiva como estes integrantes/simpatizantes do novo “lobby gay”. Só se pode concordar. Não se pode ter opinião contrária, é se logo fulminado com mil impropérios e ápodos de barbarismo.
È indiscutível que ser gay está na moda. Se há uns anos atrás a homossexualidade masculina era pavoneada como sinal de intelectualidade e liberdade de pensamento, agora a homossexualidade feminina está em alta, ou quando muito a bissexualidade feminina. No entanto na esmagadora maioria dos casos não o fazem por um sentimento profundo vindo do seu ser, mas fazem-no por uma questão de moda, de integração, (ou de auto-diferenciação) da mesma maneira que em tempos foi fazer um piercing ou uma tatuagem.
Olhem à vossa volta, usem, por exemplo, as redes sociais. Vão ao HI5 ao Facebook e vejam a quantidade impressionante de miúdas adolescentes à procura de relações lésbicas. Agora digam-me se isso lhes é nativo, ou é apenas por ser cool?.
Terá sido uma alteração genética que de repente põe toda uma geração lésbica?
Não me parece.
Parece-me que nos últimos tempos por causa da tal intransigência que menciono ao início, se está a privar a liberdade de escolha e a canalizar opiniões e comportamentos, porque se não concordares com tudo o que te quiserem impingir sobre o mundo gay, és “ignorante, preconceituosa e retrógada” ou ainda serás “conservadora e antiquada” ou então “nem se trata de homofobia, é simplesmente estupidez” ou por exemplo, tens “uma mentalidade própria de um Torquemada” só para citar alguns mimos. Onde está a liberdade de escolha aqui?
Eu nunca disse ao meu filho sobre quem, ou o que, ele deveria gostar, e gostava que mais miguem o fizesse. Seja lá ele o que for no futuro, gostaria que isso tivesse vindo dele próprio e não influenciado por lobbies, sejam eles de que tipo for.
34 Carlos // Nov 5, 2009 at 1:09 am
Oh Miguel francamente, moda? Sim vê-se cada vez mais gente a não esconder a sua orientação sexual, isso é um bom sinal, que os tempos mudam e que cada vez ha mais abertura para se assumir aquilo que se é entre muitas outras coisas.. comparar a um pircing.. realmente todos pordemos ter opinião, desde que não se insulte os desvalorize como no caso deste artigo, e desde que se saiba do que se fala. Não há verdades absolutas, ha factos, o que a sus opinião pouco aborda. Já agora, já que a redacção apagou o meu comentario onde fazia uma questão, repito-a. Não é a redacção que escolhe os artigos que publica? Mesmo sendo a opinião da responsabilidade do artigo, quem tem a responsabilidade da selecção e publicação? Se um leitor vos enviar um artigo com o mesmo tipo de linguagem e forma de abordagem em relação à redacção, também publicam? Seja o que for e da forma como estiver exposto?bem me parecia!
35 Carlos // Nov 5, 2009 at 1:15 am
Está muito mal informado e formado sobre a homossexualidade Miguel, devia conhecer realmente casos reais e testemunhos, literatura sobre o assunto, porque de uma ponta a outra, realmente releva muita ignorancia sobre a homossexualidade. Nem é moda, nem influenciàvel muito menos escolha, se não acredita, acredite em bruxas, mas não é assim que vai ter uma opinião realistica sobre o que ache que tem sabedoria para falar. Informe-se
36 Miguel // Nov 6, 2009 at 3:14 pm
Caro Carlos,
Quando refere: “devia conhecer realmente casos reais e testemunhos, literatura sobre o assunto,” agradeço a sua preocupação com a minha cultura, mas efectivamente este é um assunto que não me faz perder muito tempo.
Mas lá está, pegue no seu exemplo, há uma verdadeira cruzada no sentido da promoção, quando comparada com quem não tem opinião ou tem opinião contrária.
E sim, a minha opnião é que hoje é moda. Sem qualquer prejuízo pelos casos em que não o é.
Eu não sou demagogo ou teórico. Eu ando na rua, eu ando na noite, eu ando em sociedade, eu ando na web, eu ando atento. E já o faço há muitos anos e em muitos cenários diferentes, para não duvidar daquilo que observo.
A minha opninão, vale o que vale, mas é objectiva e empírica. Não é demagógica e livresca ou pseudo-intelectual, nem muito menos dependente da moda ou feita para agradar.
E termino como terminei anteriormente:
Eu nunca disse ao meu filho sobre quem, ou o que, ele deveria gostar, e gostava que mais ninguém o fizesse. Seja lá ele o que for no futuro, gostaria que isso tivesse vindo dele próprio e não influenciado por lobbies, sejam eles de que tipo for.
37 A.Nobre // Nov 6, 2009 at 5:07 pm
Realmente, isto não vai no bom caminho. Temos de ser todos de acordo, com o tema em apreço? Não se pode ter opinião contrária?
Este Sr. Carlos, não parece que esteja a ser nem justo nem razoável. Ter opinião contrária não é sinal de retrógado ou pré – histórico. Sou bastante liberal, no que respeita ao assunto, mas discordo e tenho esse direito. Concordo com o Sr. Miguel, pois nunca direi aos meus filhos sobre quem, ou o que, eles deveriam gostar.
38 André Gide // Mar 11, 2010 at 6:12 am
Claro que se pode ter opinião contrária. Claro. Hitler tinha uma opinião contrária à vida dos semitas.
A Igreja Católica teve uma opinião contrária a quem cultivava cultos que não fossem os seus (entretanto João Paulo II pediu perdão por isso), durante vários séculos.
A questão aqui chama-se INTOLERÂNCIA. Chama-se DESIGUALDADE.
Também nunca direi ao meu filho de quem ele deveria gostar. Mas gostava que, independentemente de quem o meu filho venha a gostar, se possa unir a essa pessoa, atravessar a vida ao seu lado, conhecer as virtudes de uma vida a dois, poder usufruir dos mesmo direitos que isso confere. Os direitos devem ser iguais para todos os cidadãos.
Admito que deve ser difícil olhar para dois homens ou duas mulheres de mão dada, felizes, que se amam e que querem partilhar as suas vidas. Vai contra todas as referências que nos passaram. Mas existe a EVOLUÇÃO.
Ter opinião contrária é querer regular a vida dos outros.
Acreditem que não é moda. Com tanta intolerância, tantas dificuldades, quem quer passar por isso? Que pessoa que escolheria ser homossexual? Para quê? Para ser insultado? Para não poder gozar dos mesmo direitos de qualquer outro cidadão?
Não é moda. Quem é que se presta ao sexo anal sem gostar e sem realmente o desejar???
A cada qual, o que lhe aprouver. O casamento para quem se AMA.
Bem-vindos ao século XXI, by the way
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