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Director: Jaime Costa | Chefe de Redacção: Francisco Gomes

 

Recordações da Guerra

Março 18th, 2009 in Jornal das Caldas. Edição On-line 7 Comments

Tadeu Simões, soldado de Ferrel em Angola

Carlos Barroso (fotos)Tadeu Conceição Simões nasceu em Ferrel, Peniche, há 70 anos. Antes de cumprir serviço militar foi agricultor. Quando regressou de Angola à sua terra-natal, emigrou para França, onde esteve nove anos, trabalhando numa fábrica de vidro, e seis anos na Alemanha, onde laborou numa fábrica de moldes para material de guerra. Em 1978 voltou definitivamente a Portugal e dedicou-se à avicultura e foi proprietário de aviários.
Tirou o segundo ano num curso de certificação de adultos, actualizando o diploma da quarta classe que tinha. Está reformado há cinco anos. É casado há 45 anos, tem um filho de 42 anos e uma filha de 33 anos.
Fez a recruta em Queluz, no Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa, em 1960. Três meses depois, quando passou a pronto, foi para o Quartel-General do Exército, em Lisboa. Desempenhou funções na messe de oficiais até ser mobilizado para Angola.
O embarque foi a 3 de Junho de 1961. Foi no “Vera Cruz”, onde seguiam três mil homens de várias unidades. A Companhia de Artilharia 120 estava sob o comando do capitão José Carlos Mesquita Lavado, que impunha todo o respeito aos militares. Os camaradas foram a segunda família de Tadeu Simões.
Desembarcou na cidade de Luanda no dia 12 de Junho e foi para o Grafanil, onde se juntavam as tropas todas antes de partirem para o mato. Após seis dias de permanência, seguiu de comboio para Malanje. “Ao passar pela cidade de Salazar já se via alguma destruição e ouvia-se falar em muitos mortos”, recorda. “Retomámos a marcha a passo de caracol por causa dos obstáculos que punham na linha de comboio”, relata.
No dia 20 chegaram a Malanje e instalaram-se no Quartel de Caçadores Especiais, para cinco dias depois rumarem até Duque de Bragança e ali foram divididos em pelotões.
O comando e metade da companhia, baptizada como “Palancas Negros”, ficaram em Duque de Bragança, um pelotão, ao qual Tadeu Simões pertencia, foi para o Forte da República, comandado pelo alferes José Filipe de Mendonça Carvalhosa, e outro para o Cuale, comandado pelo alferes Otelo Saraiva de Carvalho.
“Onde eu estava havia um simples quartel. Ficávamos num barracão e íamos todos os dias patrulhar e garantir a segurança dos negros que andavam na cultura do algodão. Havia várias sanzalas (conjunto de palhotas), mas havia poucos mais de dezena e meia de brancos. Era um ponto estratégico, pela importância do algodão para a economia do país”, conta.
A primeira ocorrência de vulto ocorreu a 20 de Julho, quando foram acordados para irem em socorro de uma sanzala que estava a ser assaltada. “Os negros estavam a ser atacados pelos próprios indígenas, porque uns queriam ficar e outros queriam sair, e os que não quiseram sair foram assassinados. Qual é o nosso espanto, quando chegámos só vimos corpos queimados e esquartejados das catanadas. Eram cerca de 30″, descreve.
No dia 6 de Agosto, pelas treze horas, sofreram uma emboscada da UPA (União de Povos de Angola), quando seguiam numa coluna com três viaturas e vinte homens pela picada, em Camabatele. “Apenas se via o capim que quase cobria as viaturas. Eu seguia numa GMC (carro pesado) com mais doze camaradas, como o “Pinguinhas”, o “Jojó″, o “Quarentinha”, e avistámos em cima das árvores alguns negros e de imediato a viatura caiu num buraco”, lembra.
A cabine da viatura ficou quase enterrada na ratoeira. Começou então o tiroteio, que durou alguns minutos. Não era com G-3, que não tinham. O inimigo tinha canhangulos (arma artesanal) e catanas, e “era o salve-se quem puder”. “Os negros mandavam água para cima de nós e gritavam que as balas dos brancos eram água e não matavam. Coitados, poucos escaparam do combate a seis metros de distância. Saíamos vitoriosos, com apenas um pneu furado. Não tivemos baixas e deles morreram onze”, indica Tadeu Simões.
“Na altura apercebi-me que tínhamos ido para a guerra sem estarmos preparados para tal. Tínhamos um capacete, uma farda amarela e para nos defendermos a velha mauser”, refere.
Depois deste ataque foi para o Cuale, para guardar os trabalhadores no algodão. “O sofrimento aumentava. É triste, mas tínhamos dias em que não comíamos. Tudo era escasso, até a água”, aponta.
Passados dois meses, um camarada – o soldado “Algés” – morreu num acidente, quando regressava com mantimentos e correio de Malanje. O jipão voltou-se e ficou debaixo do veículo. Foi sepultado no cemitério de Duque de Bragança.
“Mas a verdadeira guerra estava para começar. No Norte do território era uma brincadeira, quando comparado com o Sul”, sublinha. Em Agosto de 1962 embarcou para São Salvador do Congo, encostado à fronteira. Ficou aquartelado em Quiende, num local que não tinha população alguma. Ali permaneceria até regressar à metrópole.
No dia 24 de Dezembro de 1962, quando ia a São Salvador buscar mantimentos para passar o Natal no acampamento, cerca das 21 horas, ao atravessar uma pequena ponte de ferro, os dois primeiros jipes passaram e a terceira viatura, onde seguia Tadeu Simões, que era a GMC, fez rebentar uma mina do lado direito e fez um buraco. Ficou ferido no joelho o condutor, Marcelino Venâncio, de alcunha “Malveirão”, e Tadeu Simões ficou ferido num braço e recebeu estilhaços na cara. “Louvo a coragem do condutor, porque a GMC ficou atravessada em cima do gradeamento da ponte e o chefe de viatura, o furriel Abreu, tinha ficado completamente desorientado e queria sair para o lado do rio”, manifesta o penichense.
“Morríamos todos ali se o inimigo estivesse à nossa espera de armas automáticas. O rádio das nossas viaturas não conseguia fazer chegar o sinal de socorro ao acampamento mas ao fim de sete horas apareceu um pelotão em nossa ajuda. Esse pelotão era comandado por Otelo Saraiva de Carvalho, que nessa altura já era tenente. Foi assim a nossa passagem de Natal, que jamais esquecerei, e ainda hoje tenho nos ouvidos o estrondo da mina que rebentou debaixo dos meus pés”, diz.
No primeiro semestre de 1963, o que mais o impressionou foi um camarada de outra companhia – um soldado negro que estava integrado nas patrulhas conjuntas que faziam – morrer numa emboscada com as duas pernas desfeitas, por causa de outra mina, quando seguia num Unimog.
Próximo de Quiende, o rebentamento de uma mina provocou quatro feridos ligeiros. Houve ainda outra mina numa patrulha seguia numa picada, com um ferido grave, o sargento Bezerra, que foi evacuado para Portugal. Em todos estes casos Tadeu Simões não seguia nas patrulhas, porque estava de sentinela.
Em Angola teve a ocasião de se encontrar várias vezes em São Salvador do Congo com o seu irmão, Joaquim Carlos Simões, que é seis anos mais novo, e que estava no Batalhão 357 de Caçadores Especiais, depois de ter ingressado na tropa como voluntário em 1961.
“A maior alegria que senti em Angola foi encontrar o meu irmão, quando ele foi para lá a 28 de Abril de 1962. De vez em quando escrevíamos um ao outro e pedíamos aos comandantes de companhia para nos encontrarmos. Ele estava em Cuimba, a quarenta quilómetros de São Salvador, na Companhia 307 de Caçadores Especiais, e eu a trinta quilómetros. Combinámos juntarmo-nos quando íamos buscar géneros. No Batalhão dele, ao fim de quinze dias de lá estar, morreram sete militares de uma vez”, recorda.
Tadeu Simões regressaria a Portugal a 6 de Setembro de 1963, a bordo do “Niassa”, e o seu irmão só a 27 de Junho de 1964.

Francisco Gomes (texto)

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7 comentários até ao momento ↓

  • 1 Manuel Dias // Mai 31, 2009 at 3:50 pm

    Olá Tadeu Simões!
    eu sou da Companhia Companhia de Caçadores Especiais 307, a nossa companhia nao estava estalada em Cuimba mas sim em Coma mais ou menos de Cuimba. A C.C.Servico é que estava em Cuimba.
    Pertgunta ao teu irmao se conhece o Pombo com a alcunha ” o pombo o electicista compotente”? Quem era o teu irmao? tinha alguma alcunha? eu era do primeiro plutao do alferes Carneiro

  • 2 Manuel Dias // Mai 31, 2009 at 4:03 pm

    Olá Tadeu Simões!
    eu sou da Companhia Companhia de Caçadores Especiais 307, a nossa companhia nao estava estalada em Cuimba mas sim em Coma mais ou menos a 15 quilometros de Cuimba. A C.C.Servico é que estava em Cuimba.
    Pertgunta ao teu irmao se conhece o Pombo com a alcunha ” o pombo o electicista compotente”? Quem era o teu irmao? tinha alguma alcunha? eu era do primeiro plutao do alferes CarneiroO Pombo, o electricista competente
    Ao fazer uma instalarão sem ter remédio
    E ao ligar o quadro da corrente
    Um mau curto-circuito ardeu o prédio

    O Pombo ao ligar um lampião
    Armou-se em autentico desordeiro
    Levou dois estalos no cachaço
    Que lhe deu o nosso capitão Pinheiro

    O Pombo em seguida se retirou
    Levando um bocadinho a cara inchada
    Levou dois estalos do nosso capitão Pinheiro
    Que com remorsos lhe pagou uma laranjada

    Eu quero dizer com esta cancäo
    Que só eu é que sou culpado,
    Tudo para cima do soldado
    Eles é que teem razão
    Pois levanto sempre a sua mão.
    Eles teem sempre razão

  • 3 Manuel // Ago 13, 2010 at 8:44 pm

    Olá companheiros do BCE 357 especialmente da 307.
    Eu sou o Pombo do primeiro pelotão do tenente Carneiro
    Então companheirões parece que está tudo parado, é malta parar é morrer….
    Lembrei-se que eu sou pombo e voo milhares de quilómetros e estou em boa forma, já passei a guerra colonial e a guerra civil angolana 1994/95.
    Pelo menos respondem, não andem por ai nos pontos de encontro sem fazerem nada, á espera do comboio da morte
    Um Abraço para todos

    pombo sem asas

  • 4 Manuel // Ago 13, 2010 at 8:47 pm

    Angola1964
    Um dia eu regressei ao aquartelamento situado em Coimba no Norte de Angola, duma operação militar estava exausto sujo e cansado. Tomei um duche e como estava bastante cansado deitei-me por cima da cama e adormeci. Foi daí, que eu sonhei e acordei pensado que estava num outro mundo desconhecido, depois quando me apercebi que me encontrava no mundo real. Imaginei e comecei logo a escrever para não me esquecer “que a morte tinha falado comigo”.
    Eu exprimo assim: este meu sonho como uma reflexão do inconsciente da humanidade, lembra-te que os jornais a televisão nos mostram os sofrimentos, caos que estão amargurando centenas de pessoas e os mais indefesos que são as crianças. Os pobres ficaram ainda mais pobres e sofrem sempre mais. Que vivem guerras cruéis lugares nos países em risco

    Um dia Sonhei, que a morte falou comigo.

    Fui ao encontro dela numa mata algures em Angola.
    A morte sorriu e falou comigo.

    A morte disse> A tua vida é sangrenta e confusa, suficiente para poder-te levar comigo para sempre.

    Eu respondi> Ainda tenho um grande e longo caminho há minha frente, se estou aqui nesta guerra sangrenta e confusa como tu dizes, é totalmente contra a minha vontade… sabes não me leves contigo porque não quero ser herói nesta guerra, porque os heróis ficam esquecidos no passado.

    A morte> És tu contra esta guerra?
    Eu:> sim, eu já te disse: sou contra todas as guerras. Os homens são piores do que os adolescentes que querem logo crescer e desejam ser sempre heróis.

    A morte> O que mais te surpreende neste mundo?
    Eu: – Quero que os homens se aborreçam de fazerem guerra e que crescem e que deixei de ser gananciosos, e sejam como as crianças. O homem desperdiça a sua saúde exterminam a sua espécie por causa do dinheiro. Porque aborrecem-se de serem como as crianças. Com a ganância destroem a saúde para fazer dinheiro e depois perdem o dinheiro para restaurar a saúde.

    A Morte> Que pensa tu sobre o futuro?
    Eu> o futuro da humanidade vai ser terrível. Muito caos, entrará muitas gentes no teu reino e tu ficaras contentes. Pois, e alguns homens que morrem e que sobrevivem pensam que vivem como se nunca fossem morrer. Ansiosos sobre o futuro, eles esquecem-se do presente e, dessa forma não vivem nem o presente, nem o futuro.

    A morte> Gostas da vida aqui na terra?
    Eu: – A vida humana é primitiva

    A morte> -porque que dizes que a vida é primitiva?
    Eu, sabes morte > Eu não devia ter nascido. Sabes Porquê! Um ser humano nasce aprende todos os ensinamentos durante anos, depois leva tudo consigo para a sepultura. E morre como se nunca tivesse vivido. Mas o Deus, que vive dentro de mim, segurou a minha mão por instantes para que eu ficasse firme aqui na terra.
    A morte> Quais são as lições de vida que tu queres que teus filhos aprendam?
    Eu > Que aprendam amar! Fazer com que os outros os ame. O que podem fazer é que se deixem amar. Que aprendam que o mais valioso não é as coisas que se tem na vida, mas sim a vida.

    A morte> gosta de lutar?
    Eu > Sim lutar incondicionalmente para o amor e não só, como para mim e para a família, como também pela humanidade sem agressão e Pressões; mas primeiro tenho que mudar a mim mesmo.

    A morte> Achas que consegues mudar o mundo? Não, sozinho não consigo mudar absolutamente nada. Mas sim com os homens de boa vontade

    A morte> O que dizes sobre a justiça divina?
    Eu > Sim acredito da justiça divina! Mas também a do homen; ambas as justiças por vezes são injusta e desumana.

    A morte> Por Quê que dizes ambas as justiças são desumana?
    Eu > Os marginais os corruptos devem ser julgados. Por vezes as leis são desumanas porque há muitos inocentes entre os culpados. Estes juízes muito deles são também pecadores, só por dizer que estão camuflados com os instrumentos da justiça assim como os políticos que estão também camuflados com o poder do poder. A justiça é feita individualmente sobre seus próprios méritos, não como um grupo na base de comparação! Cada caso é um caso.
    Quando a justiça divina também é injusta o planeta está um caos e quem paga sempre são os pobres e eles ficam ainda mais pobres. Não é justo! Tenho observado como o ser humano mudou nos últimos anos, infelizmente piorou muito as suas qualidades humanitárias. Isso é muito fácil de notar através de observação crítica quando estamos no trânsito, no supermercado, atravessando as ruas, em qualquer situação de insultos que vivemos todos os dias. As pessoas agem como se fossem elas as únicas aqui no mundo e como se os outros não existissem

    A morte.> Que pensas sobre os ricos?
    Eu > Que eles teem que aprender que este mundo não é só deles mas sim de todos. Aprendam que uma pessoa rica não é dono do mundo. O dinheiro não lhes dá felicidade. As que não teem absolutamente nada, são aquelas que na verdade são as mais felizes. Porque crêem naquilo que não se vêem, a “Fé” Os homens de grande porte devem aprender que para subir, custa muito. Mas é muito mais rápido cair, só é preciso alguns segundos e ás vezes dias, para abrir profundas feridas na vida. São necessário muitos anos para curá-las.
    .
    A morte> O que pensas sobre o teu inimigos?
    Eu> Eu não tenho inimigos! Homem é aquilo que pensa, as inimizades atraem a maldade, eu aprendi a perdoar, mesmo que a outra parte que existe em mim me diga reage contra. Aprendi a perdoar, praticando o perdão.

    A morte> que pensas sobre os sentimentos?
    Eu > Para muitas pessoas é complicado. Não é com ódio e ciúme nem com qualquer tipo de maldade que se consegue conquistar qualquer amor! Mas sim a prender amar… há pessoas que amam muito, simplesmente não sabem como expressar ou demonstrar seus sentimentos misturam amor com maldade. Isso é doentio. Aprendi com a minha própria experiencia e também com os erros dos outros. Que com o dinheiro não se pode comprar o amor e a felicidade. Aprendi que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la totalmente diferente. As pessoas devem saber e aprender que um amigo verdadeiro é alguém que sabe alguma coisa ou tudo sobre nós e que gosta de nós assim como somos. Não se pode impor aos outros aquilo que somos ou que gostaria de ser. Eu para compreender tudo o que se diz a respeito ao amor, aprendi que não é suficiente que a outra pessoa seja perdoada, mas que ela me perdoe também a mim. Se não o mal continua, permanecendo sentado em nós, desfrutando daquele momento vitorioso.
    - O amor está presente ali e aqui, 24 horas por dia. Tudo o que se tem a fazer é chamar pela pessoa, e se ela ama virá ter com a pessoa, (falo do amor universal). Pode-se esquecer o que a outra pessoa nos disse, e devemos esquecer o que ela fez, mas jamais nós vamos esquecer como ela nos fez, sentir em nosso coração palavras ofensivas. O remédio não é só dizer amor. É ter cuidado com a boca e perdoar-me a mim mesmo. Para que eu possa perdoar os outros.
    A pessoa que ama o sua amiga/o, muitas vezes ela chama-nos porque estam em aflição e por vezes não podemos ir socorrer porque a pessoa que vive ao nosso lado, ou é por egoísmo ou por ciúme nos trava, nos proíbe. Por vezes para acudir uma amizade temos que fazer sofrer a pessoa que nós amamos. Sabes morte, eu não compreendo os sentimentos dos homens. O homem é aquilo que pensa.

    Sabes> tu és a morte e sabes que também fazes injustiças Lembra-te que o homem é a adversidades da amarguras, tormentos, aflições, e, como exemplo estas tragédias tremendas pela qual estão passando em cada minuto neste nosso mundo que centenas de pessoas inocentes, causada pelos temporais e guerras morrem e tu não tens dó nem piedade de ninguém. Estás sempre á espera duma oportunidade de sacares vidas. Quantas mães e quantos pais, e quantos filhos levas para a sepultura. Tu não tens dó de ninguém.

    Lembra-te que os livros contam, os jornais a televisão mostram sofrimentos, caos que estão amargurando centenas de pessoas e os mais indefesos que são as crianças. Os pobres ficaram mais pobres e sofrem sempre mais. Que vivem guerras cruéis lugares maravilhosos mas em risco,

    Sabes morte:
    O terrorismo; causa muita fúria no coração dos homens. O homem é aquilo que pensa! Cria a sua própria atmosfera com rancor com ódio e respiram hoje o seu conteúdo. Não teem o cuidado com aquilo que pensam para reflectir.

    A morte> que pensas sobre a insolação?
    Eu> Não é na insulado entre quatro paredes, sentado no cantinho duma casa a espera de Deus aquele velhinho de barbas brancas sentado dum trono de ouro a onde ninguém o possa tocar. Que venha socorre-los não é assim! Temos que por o pé á estrada. Sem comunicação não há evolução nem desenvolvimento humano. Temos que fazer a nossa parte só assim é que conseguirá evoluir
    Sabes morte> A forca do Universo que me colocou nesta escola da vida, para subir na vida. Existem estes dois verbos que me salvaram e me salvarão: SERVIR, e AMAR todas as pessoas incondicionalmente incluindo o inimigo. Com toda a minha inteligência.
    Jamais devemos desanimar porque é aqui que está os valores da alma, e procure em todas as circunstâncias para ajudar ao máximo o progresso do planeta e que me recebe tão generosamente, auxiliando-lhe a evolução
    Morte sabes uma coisa estou farto de tuas perguntas. Peço-te um favor vai para bem longe de mim para não cheirares mal. Até ao dia que o meu sistema biológico deixar de funcionar Tchau

    o pombo sem asaS

  • 5 Manuel Pombo // Fev 26, 2011 at 11:26 am

    Não são os outros que rugem, que me querem matar a sede
    Durante a minha vida, até aos 19 anos não usei a força, mas sim a inteligência! Entrei no exército fui para a guerra usei a força sem eu a querer. Sai do exercito fiquei traumatizado, só dor e sofrimento, aos trinta cinco anos removi as pedras que estavam na minha alma e no meu caminho. Assim como as pedras são polidas por pessoas e pelo tempo, as provações tornara-me mais homem e brilhante. O grito dos outros é o melhor argumento para que não tenham razão. Os estudantes da Universidade Técnica der Berlim e o Budistas do Japão e do Tibete ensinaram-me a sobreviver sobre essas pedrinhas. Não são os outros que rugem, que me querem matar a sede mas sim as fontes que cantam nos campos viçosos.

  • 6 Manuel Pombo // Fev 26, 2011 at 11:32 am

    A maior importância está em viver o momento presente, que é o gerador do amanhã. Não quero ser escravo do ontem, sim estou aqui e agora, que por mim só estabeleço o amanhã.

  • 7 Manuel Pombo // Fev 26, 2011 at 11:37 am

    Combatentes, sempre presentes

    Nossa pele se engelha,

    o cabelo branqueia, os dias convertem-se em anos…

    Fomos soldados de Portugal e não,

    Soldados colonialistas

    Como chama-nos alguns iluminados políticos

    As nossas forças e fé não têm idade.

    Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.

    Enquanto estivermos vivos

    Continuamos a lutar

    Se sentes saudades do passado,

    Volta e reencontrar-te com os companheiros

    Não vivas de fotografias e nem nos traumas…

    Continua e não desistas.

    Não deixes que os ossos se oxidam.

    Faz que te tenham respeito

    Quando não conseguires junta-te a nós!

    Junta-te aos teus velhos camaradas do exército ou da Marinha.
    Autores: Carlos Silva, FUZO/ Carlos Pombo, comp 307

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