Caldas da Rainha, Óbidos, Alfeizerão, São Martinho do Porto, Benedita, Bombarral, Peniche e Cadaval

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Abertura do Vivaci Caldas gera expectativa

Novembro 12th, 2008 · 8 Comments

Carlos Barroso (foto)Aguarda-se com grande expectativa a conclusão do centro comercial Vivaci Caldas da Rainha, cuja data apontada para a inauguração é 25 de Novembro, abrindo ao público no dia seguinte. Os moradores e comerciantes no Bairro Lisbonense não vêem a hora dos trabalhos ficarem concluídos, pelos transtornos que o ruído, movimentação e ocupação do estaleiro de obras provocaram. Mas segue-se outra fase difícil – a de adaptação ao previsível grande afluxo de pessoas ao novo centro comercial. O certo é que o sossego naquela zona jamais será o mesmo. Nesta altura fica também a dúvida se foram implementadas as melhores soluções para a circulação rodoviária e pedonal, o que só se conseguirá avaliar após a abertura.
Segundo o JORNAL DAS CALDAS apurou, a empresa construtora, do Grupo FDO, garante que as obras terminarão antes da inauguração do centro comercial, que representa um investimento total de 34,6 milhões de euros e permitirá a criação de cerca de mil postos de trabalho directos e indirectos.
O novo Vivaci possui uma área bruta de construção total de 32.756 metros quadrados e uma área bruta locável de 14.200 metros quadrados. Terá quatro pisos comerciais, 60 lojas, 14 restaurantes, cinco salas de cinema, um supermercado e um parque de estacionamento coberto em três pisos subterrâneos com capacidade para 460 viaturas.
Foi já confirmada a presença de várias lojas do Grupo Inditex – com as insígnias Kiddy´s Class, Pull & Bear, Oysho, Stradivarius, Bershka e Zara Lefties –, bem como da loja de roupa para crianças Zippy, da loja de moda Tribo, da Page One, da loja de desporto Sportzone, da livraria Bertrand, da Multiópticas, do supermercado Pão de Açúcar, da loja de electrodomésticos Rádio Popular, dos Cinemas Vivacine em parceria com a Zon Lusomundo, da cervejaria Portugália e da Burguer Ranch. O Millenium BCP terá uma agência no novo centro comercial. A comercialização do Vivaci Caldas da Rainha é da responsabilidade da Jones Lang LaSalle.
Caso não fuja às semelhanças com o mais novo centro comercial Vivaci, inaugurado na Guarda, disporá de algumas valências que o tornam um centro ecológico, com o pré-tratamento de esgotos e o sistema de poupança de água – através de colocação de torneiras temporizadas e do aproveitamento da água dos reservatórios de incêndio para alimentação de torneiras de serviço e de lavagem.
Na mesma linha, quanto ao sector da segurança, disporá de um sistema automático de detecção de incêndios e de vigilância em circuito fechado de televisão. O espaço comercial integrará ainda portões corta-fogo nos parques, bem como processos automáticos de extinção de incêndios, de desenfumagem dos estacionamentos e de detecção de fugas de gás nas caldeiras, entre outras valências. O espaço possuirá ainda escadas rolantes.
A Central de Informação foi a agência escolhida, em concurso, para a campanha de lançamento e o evento de inauguração do centro comercial. O projecto incluiu toda a comunicação externa junto da população, bem como a gestão da comunicação junto dos media.
A construção foi efectuada ao longo de 19 meses. Inicialmente estava previsto chamar-se Fórum Teathrum, mas a FDO preferiu o seu novo conceito denominado Vivaci (”uma cidade mais viva”), insígnia sob a qual tem neste momento dez projectos de centros comerciais em desenvolvimento (Guarda, Caldas da Rainha, Maia, Évora, Setúbal, Lamego, Barcelos, Felgueiras, Beja e Vila Nova de Gaia), num investimento global de 400 milhões de euros.
A derrocada da fachada do Hotel Lisbonense, em Julho deste ano, que a FDO estava a requalificar, fez atrasar a reabertura da unidade hoteleira, o que agora se prevê para o primeiro semestre de 2009. Contudo, esta era já a data agendada quando o Vivaci Caldas foi apresentado à imprensa, em Outubro de 2007, pelo que a abertura em simultâneo nunca foi uma promessa do promotor imobiliário.
Na última decisão da Câmara Municipal sobre a obra do Hotel Lisbonense, devido a um requerimento apresentado pela FDO relativo às condicionantes da execução que originaram a replanificação dos trabalhos, foram aceites as seguintes datas para construção da estrutura e alvenarias do Hotel: Até 30 de Novembro, a execução da estrutura de betão armado do Hotel até à quarta laje; Até 30 de Dezembro, a execução da estrutura da cobertura; Até 30 de Janeiro de 2009, a conclusão de toda a estrutura e alvenarias.
Foi aceite uma garantia bancária, que será accionada caso as obras do Hotel não se encontrem concluídas nos prazos referidos.
Os vereadores do PS votaram contra, explicando que “apesar da mais valia que será para a cidade, trata-se de uma construção e não já uma reconstrução com salvaguarda da memória histórica e construtiva do imóvel e a não consecução de um projecto urbanístico que possibilite a ligação do Hotel/Centro Comercial ao Centro Histórico e ao Centro Termal”.

Concorrência da Sonae

Já com a construção do centro comercial em curso, a FDO foi surpreendida com o anúncio da instalação de outra grande superfície nas Caldas da Rainha – o Centro Bordalo (ex-Rainha Shopping), da Sonae, o que levou à elaboração de uma carta de protesto enviada ao presidente da Câmara.
“Para garantir a estabilidade mínima deste investimento, é necessário que seja garantido apenas o Vivaci Caldas da Rainha, permitindo à FDO e aos lojistas deste empreendimento condições mínimas de funcionamento e de gestão do seu negócio que garantam o sucesso desta operação. Bastou por exemplo, ser do conhecimento dos lojistas em geral que a Sonae já está a comercializar o possível centro comercial deles, que já não assinaram os contratos, até que seja aprovado ou não este novo projecto”, manifestou na ocasião Manuel Ferreira Dias, presidente da FDO.
O empresário pediu a Fernando Costa que tivesse em conta que “a eventual presença de outro centro comercial na cidade das Caldas da Rainha só deverá ser uma realidade após o período mínimo da maturidade do Vivaci Caldas da Rainha”.
A carta serviu de pressão e a autarquia acabou por retardar a aprovação do centro comercial da Sonae, que está ainda em fase de licenciamento.
A FDO já anteriormente tinha estado em litígio com a Câmara das Caldas, por causa da construção do Centro Cultural e de Congressos (CCC). O concurso público tinha sido ganho pelo consórcio Ensul/FDO, mas desentendimentos quanto ao pagamento de equipamentos que não foram especificados no caderno de encargos desta infra-estrutura levaram o caso a tribunal. A autarquia chegou a acordo com o consórcio, que desistiu da construção, que viria a ser adjudicada à empresa Mota-Engil, Engenharia e Construção SA.
Foi nessa altura que a FDO manifestou interesse em construir um centro comercial junto ao Hotel Lisbonense.

Desafios ao comércio tradicional

Fernando Rocha Pereira, administrador da FDO Imobiliária, acredita que este centro comercial será a principal âncora do comércio tradicional nas Caldas da Rainha, porque o projecto irá atrair mais clientes e visitantes. “O centro comercial vai ser uma cidade dentro da própria cidade. Queremos cobrir as necessidades diárias dos caldenses e da população dos concelhos vizinhos, devido à actual oferta comercial integrada”, adiantou o administrador.
Mas o comércio tradicional deverá perder uma parte substancial dos seus clientes quando os novos “shoppings” (Vivaci Caldas e Centro Bordalo) entrarem em funcionamento na cidade. Esta é, pelo menos, a principal conclusão de um inquérito efectuado pela Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO) nas ruas do centro da cidade, incluindo Bairro Azul e Avenida 1º de Maio, a 490 pessoas.
Segundo o inquérito, 39% dos consumidores tenciona fazer menos compras no comércio tradicional quando surgirem os novos “shoppings”.
“É inevitável, vai ser uma novidade, as pessoas vão querer conhecer e passear nestas grandes superfícies, e neste período haverá uma quebra nas compras”, comentou João Frade, presidente da Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO).
No entanto, para este responsável, apesar do impacto, os comerciantes também poderão retirar alguns dividendos. “Irão criar maiores dificuldades ao comércio tradicional, mas também podem trazer mais pessoas às Caldas, que posteriormente poderão vir a visitar a cidade. Não podemos ver os centros comerciais só pelo lado negativo. Temos de ter consciência de que as pessoas das Caldas já se deslocavam a outras grandes superfícies para fazerem compras. Era normal encontrar pessoas das Caldas em Torres Vedras ou Lisboa, a consumirem nas grandes superfícies e seria se calhar um erro não deixarmos que se instalassem aqui para depois as pessoas irem para fora fazer compras. Se calhar é preferível que venham às Caldas fazer compras e que depois saibamos trazê-las até ao centro da cidade, onde elas também podem ver as montras e fazer compras”, manifestou João Frade.
E se se não se consegue vencê-los, o melhor é juntar-se a eles: “É claro que vão obrigar os comerciantes a estabelecerem novos horários de funcionamento, se calhar vamos ter de alargar um pouco o trabalho no que diz respeito à hora de almoço e um pouco para lá do jantar. Vamos ter de começar a pensar que os estabelecimentos estejam abertos pelo menos até às dez da noite, para podermos competir com as grandes superfícies”.

Francisco Gomes

Tags: Economia

8 comentários até ao momento ↓

  • 1 Rui // Nov 16, 2008 at 12:00 am

    BOM DIA! COMO ESTÁ HOJE D. ROSA?

    Frases como esta, tão raras nas cidades ainda são comuns nas pequenas aldeias ou lugares. Todos gostamos de as ouvir, se nos forem dirigidas. E será que nós próprios estamos cumprimentando os nossos vizinhos?
    Eu fico triste quando leio num jornal em 2009 defender-se a construção de um centro comercial porque este vai criar 1500 postos de trabalho! Será ilusão, desejo ou má fé? E quantas lojas, estão nesse momento a serem fechadas? Quantos sonhos se estão desmoronando, pela vontade de gigantes económicos, impessoais, intemporais, sem ligações a qualquer lugar físico, apenas à procura de consumidores? E tudo isto em nome do desenvolvimento?
    Os últimos 25 anos do desenvolvimento dos Centros Comerciais, na Europa provam que os centros comerciais ou as grandes superfícies, em qualquer cidade desta Europa, já não criam postos de trabalho! Por cada posto de trabalho, directo ou indirecto criado por este tipo de investimento, desemprega à sua volta 8 pessoas; e na sua quase totalidade, este novo emprego é mais precário, que o emprego no comércio de cidade.
    Com a proliferação dos Centros Comerciais na periferia da Grande Lisboa e todo o Oeste é evidente que o nr. de desempregados aumentou. Porque as indústrias fecharam? Sim, mas também porque a pequena e média empresa – concorrente do Centro Comercial – teve que fechar as suas portas, pela pressão consumista dos Centros Comerciais e pela sua capacidade de mobilizar os consumidores para as Catedrais de consumo – produtos mais caros, monomarcas (quantas marcas são comuns à grande maioria dos Centros Comerciais?) – mas que enfeitiçam pelo olhar, pelo ambiente cosmopolita que os caracterizam e porque “estão na moda”.
    Os grandes grupos económicos, - que estão por detrás destes Centros Comerciais - normalmente com as suas sedes em paraísos fiscais, tratam de “pressionar” os políticos, na procura de facilidades de implantação, ajudas fiscais e outras que lhes permitem instalarem-se nas regiões mais prósperas ou com maior potencial na rota dos consumidores.
    Com a mesma ferocidade com que assentam arraiais, com pompa e circunstância, assim abatem “paredes” e fogem argumentando que este local deixou de ser rentável!
    O comércio de cidade, (97% das empresas portuguesas e idêntica percentagem na europa) as pequenas industrias, escritórios de serviços, sustentam com os seus impostos, taxas e outras alcavalas…..as “guloseimas” que alimentam estas megalomanias, na expectativa de angariarem votos ou outros favores pessoais.
    Não sou contra os Centros Comerciais… mas preferia a instalação de empresas de novas tecnologias; não sou contra as Grandes Superficies… mas preferia o desenvolvimento das industrias locais, conforme as apetências regionais de cada comunidade. Em nome da globalização, estamos a matar-nos – fechando serviços, industrias, empresas comerciais – criando uma sociedade subsidio-dependente, em que o estado distribui subsídios de pobreza, de desemprego, de apoio ao emprego, para acabar com a agricultura, com a pesca, com a indústria, etc. etc
    Os centros comerciais por toda a Europa, são hoje locais exteriormente degradados, esteticamente aberrantes, com grandes parques de estacionamento, com a rentabilidade do m2 analisado em euros, em que a única regra que prevalece é o de “vale tudo”, para se atingirem os objectivos das vendas por minuto, por hora, por dia, por operário. Estão sujeitos a horários quase idênticos aos do restante comércio e perante esse cenário a perspectiva das catedrais luxuosas – que proliferam no nosso país – não tiveram, na restante Europa, espaço para o seu desenvolvimento.
    Em Portugal, pelo contrário usufruem de vantagens preferenciais face às pequenas empresas, nos horários de abertura, nos contratos de trabalho, nas negociações salariais, nos contactos com os políticos, nos locais onde se instalam, exigem protecções contra determinados concorrentes, sinalizações próprias, mensagens publicitárias gratuitas nos meios de comunicação social, etc. etc…. com armas idênticas, com regras claras, o comércio de cidade tem largas vantagens face aos Centros Comerciais:
    - embeleza e ilumina as ruas, trazendo a circulação dos peões e portanto garantindo a segurança das pessoas,
    - distribui as lojas pela cidade função da densidade dos habitantes, não criando grandes concentrações humanas, com todos os inconvenientes de segurança que tal origina,
    - socializa as ruas, pois estas tornam-se centros de sorrisos, de alegrias, de brincadeiras, tornando estas parte das nossas casas,
    - aproxima o comércio, das pessoas, dos centros das necessidades, diversificando os centros de compras, de lazer, de serviços por toda uma comunidade.

    Estes mesmos grupos, para vingarem, viciaram as regras da concorrência: alteraram as regras do mercado, controlam os canais de decisão económica e política, cresceram com participações cruzadas que ninguém controla ou conhece, isto é, na prática definem as regras do jogo e são eles próprios, jogadores e árbitros, conforme o momento do dia.
    A proliferação dos centros comerciais, na região oeste é uma luta pelo controlo geográfico dos consumidores; todos se baseiam no mesmo nr. de habitantes por comunidade, do per capita da região e das facilidades das autarquias nas suas implantações.
    Temos 6 unidades nas Caldas da Rainha e prevêem-se cerca de 10. (incluindo os novos de Leiria, de Santarém, de Torres Vedras, das Caldas da Rainha, e de Óbidos) E quantas mercearias, lojas, oficinas já fecharam e quantas estão prestes a fechar devido à pressão do marketing dos Centros Comerciais?
    Será que os consumidores ganharam com esta troca? O tempo será o melhor juiz desta causa, tão polémica, porque esconde interesses económicos contraditórios, com os interesses dos consumidores.

    As Caldas da Rainha e Óbidos, os nossos preciosos concelhos, vão sofrer drasticamente com estes investimentos, apesar das promessas dos nossos autarcas; os preços aí praticados são mais caros, as alternativas de compra são cada vez mais reduzidas, a qualidade do serviço ao consumidor é quase inexistente, as condições para obtermos informações ou fazermos reclamações, tornaram-se impessoais, as relações entre as pessoas deixaram de fazer parte do nosso quotidiano. Numa só palavra… os Centros Comerciais fazem parte do mundo contra o qual lutamos…. não há pessoas, apenas cifrões, não há sorrisos sinceros, apenas sorrisos e frases ensaiadas, não há sentimentos, não há paixões, não há amor!
    E os milhares de postos de trabalho que nos disseram que iriam ser criados? Vamos procurá-los directamente nos centros de emprego. Por cada emprego precário criado no centro comercial, são perdidos 7 empregos no comércio de cidade.
    E isto tudo é para beneficiar quem????
    Todos sabemos que, mudar o mundo, não é fácil, mas mudar a nossa casa? Não depende em primeiro lugar de nós próprios?
    Para quê competir entre concelhos, entre regiões se todos poderemos beneficiar uns com os outros? Potenciando as respectivas mais valias, as industrias locais, os serviços, a agricultura, repartindo os esforços para trazer novas industrias, criando sinergias e não investimentos concorrentes. Mais Centros comerciais? Dizem-nos que vão trazer consumidores dos concelhos vizinhos, às Caldas e a Óbidos e que estes irão aumentar também o número de compradores no comércio de cidade!
    Diz-se tanta coisa… pode-se dizer tudo! Afinal uma vez o facto consumado, quem vier a traz que feche a porta. Os políticos saberão encontrar razões, para se justificarem e, mais uma vez “a culpa vai morrer solteira”. Outros políticos virão defender o contrário, se e quando for necessário e nós cá estaremos para lhe darmos o nosso voto! A uns e a outros!
    A mudança, começa e acaba em nós! É esta a consciência que teremos que cultivar!
    Rui Vogado

  • 2 anonimo // Nov 17, 2008 at 9:55 am

    As palavras do senhor Rui….. Revelam grande receio…

    Os comerciantes tradicionais…Acentaram na estratégia de rotina. E não se adaptaram às mudanças do século XXI… Porque achavam que nada os viria incomodar. Não tem aquela mente aberta, que se exige nos tempos de hoje. De mudanças, etc… Sempre ouvi a frase “parar é morrer”….

    Por mais que o sr. Rui critique tudo isso. Os centro comerciais irão continuar a nascer.

    Não se trata apenas no conceito de: ter tudo no mesmo espaço. Trata-se de trazer grupos ou lojas que exercem preços bastante mais competitivos e apelativos aos consumidores do que outras lojas existentes no comercio tradicional. Além de claro… Não termos que passear pelas ruas, quando está a chover ou quando faz frio!

    Dou-lhe um exemplo, há já algum tempo numa loja da Rua das Montras comprei um fato que me custou à volta de 150 €… Pouco poderá parece para si (que certamente deverá ter um bom ordenado). E não se fala da qualidade do fato. Até porque a qualidade deste é igual aquela que exercem os ditos grandes grupos. E onde nestes o mesmo fato ou parecido pode custar metade do preço!

    E porque é que o senhor apenas está preocupado com os centros comerciais? Quando existem outras lojas que se instalam na cidade, isentas de impostos durante anos… E que podem prejudicar mais ainda o comércio tradicional? Porque é que o senhor não cita estas? Pois…. razões xenófobas? Medo de expor?

    Logo, torna-se muito mais fácil criticar os grandes não é? É menos delicado…. Pois é.

    Sr. Rui….. Só lhe digo que, como muita gente diz: “vamos aos locais onde as coisas são mais baratas e tem boa qualidade”…

    Tenho pena dos comerciantes. E do seu sustento. Mas também não entendo como podem ficar parados sem arranjarem soluções para os seus futuros problemas…

    É mais fácil falar? Não não é……Há que ter um espírito criativo. E se não se tem esse espírito, procura-se a ajuda de pessoas que o possam ter. Agora os comerciantes não fazendo nada, estão se a condenar a eles próprios.

    Deixo apenas uma ideia final que até já foi referida antes… Porque não estou aqui apenas para criticar… Porque não criar uma espécie de telhado/cobertura nas ruas centrais da cidade? E transformar assim o centro. Numa espécie de “centro comercial” ? A ideia não me parece assim tão “lunática” como isso. Parece-me bastante realista. Isso já foi feito noutras cidades…

  • 3 MG // Nov 18, 2008 at 6:11 pm

    Pena não abrirem mais agências bancárias…

  • 4 Eva // Nov 20, 2008 at 4:31 pm

    Que pensamento tão retrógrado….
    O mundo está em constante mudança, não podemos viver eternamente na estagnação!
    E evoluir implica também uma atitude mais receptiva á mudança.

  • 5 jose da silva povinho (ze povinho pros amigos) // Nov 21, 2008 at 2:29 pm

    Ó Rui fonix, por amor de deus.

    Por esse raciocinio ainda hoje estavamos no comércio livre a trocar batatas por cebolas conforme as necessidades.
    Tal como o anónimo disse, os comerciantes tradionais têm que se adaptar ao mercado.
    Diga-se que as lojas nas caldas têm pouca diversidade e oferecem preços muito altos.
    Pralem que as caldas é das poucas cidades do país que ainda não tem um centro comercial digno desse nome. Olhe, mude-se para a aldeia que parece adaptar-se muito bem a esse estilo de vida

  • 6 anónimo // Nov 25, 2008 at 11:38 pm

    ja tinha pensado nisso.. mas pensei uma ideia irrealista.. de um mundo de fantasia.. mas será que sim? se calhar.. será uma opção… criar um “centro comercial” no centro da cidade?

    anonimo:”Deixo apenas uma ideia final que até já foi referida antes… Porque não estou aqui apenas para criticar… Porque não criar uma espécie de telhado/cobertura nas ruas centrais da cidade? E transformar assim o centro. Numa espécie de “centro comercial” ? A ideia não me parece assim tão “lunática” como isso. Parece-me bastante realista. Isso já foi feito noutras cidades…”

  • 7 Zé Pescador // Nov 27, 2008 at 3:08 pm

    O que queremos?

    Continuar a vender loiça burlesca ou avançar para o futuro?

    Os concelhos adjacentes evoluem e nós ficamos para tras…..

    Janela Digital mudou-se para o parque técnologico de Obidos….

    Turismo de luxo no outro lado da Lagoa….

    Nós deste lado vamos continuar a vender caragueijos na foz e caralhos das caldas na praça…..

    Abram a cabeça!

  • 8 Rita // Dez 9, 2008 at 10:18 am

    Ola. Só gostava de saber até k horas esta aberto o Vivaci.
    Obrigado

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