“Tivemos uma situação anormal, porque durante dez a quinze minutos parecia que tinha acontecido um dilúvio em Peniche”, comentou Paulo Santana, comandante dos Bombeiros Voluntários de Peniche, para justificar as 13 chamadas de pedido de socorro que a corporação recebeu depois das dez horas da manhã de domingo e num espaço de dez minutos.
“Recebemos 13 chamadas de pedido de ajuda, duas para estabelecimentos comerciais, um deles, uma grande superfície, e outras onze chamadas para habitações e garagens inundadas. Tivemos ainda conhecimento de que pelo menos duas pessoas acabaram por resolver as suas inundações”.
O caso mais complicado acabou por acontecer no MiniPreço, que teve infiltrações de água muito grandes, o que pôs em causa a sua abertura no domingo.
Das restantes ocorrências, há a registar um despiste sem vítimas, na rotunda do Porto Lobo no IP6, provocado alegadamente por um derrame de gasóleo e que os bombeiros tiveram a necessidade de lavar o pavimento.
Outra viatura caiu na zona da Ribeira Velha, mas as autoridades desconhecem as razões.
Paulo Santana aproveitou a oportunidade para deixar um apelo para que “as pessoas limpem os algeirozes dos telhados das habitações, porque quando chove a água acaba por entrar e as pessoas entram em pânico, mas a verdade é que o algeiroz não foi limpo”, disse.
Carlos Barroso

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