Nos três treinos que a selecção portuguesa de futebol efectuou na semana passada em Óbidos o público encontrou portas fechadas. Tratou-se de uma medida pontual, explicou o seleccionador, em jeito de pedido de desculpa aos adeptos.
“Tivemos menos um dia de treino a situação ficou mais apertada, um pouco difícil fazer um trabalho táctico-experimental que temos de fazer e por isso fui obrigado a compactar, em condições normais nos outros estágios isto não se repetirá”, declarou ao JORNAL DAS CALDAS Carlos Queiroz. Ou seja, o técnico queria estar à vontade para ensaiar jogadas, longe dos olhos do público.
Os adeptos ficaram à entrada do campo de treinos da Praia D’El Rei, longe do acesso aos jogadores, que chegavam de autocarro e saíam já junto ao campo, que estava vedado e vigiado pela GNR e seguranças. Na unidade hoteleira onde os jogadores ficaram alojados, alguns adeptos tentaram – e conseguiram – autógrafos e fotografias dos atletas, mas nada como no primeiro estágio da selecção em Óbidos, no início de Setembro, de preparação para os jogos com Malta e Dinamarca, para apuramento para o Mundial de 2010, onde houve uma sessões abertas ao público.
Desta vez em Óbidos esteve pela primeira vez na selecção com Queiroz o Bota de Ouro Cristiano Ronaldo, recuperado da operação no tornozelo direito, que não foi um dos jogadores escolhidos para prestar declarações à comunicação social. Para além do próprio seleccionador, que não convocou nenhuma conferência de imprensa mas aproveitou a chamada “zona mista” de contactos para falar aos jornalistas, também deixaram as suas impressões sobre a dupla jornada com a Suécia e a Albânia o avançado sportinguista Yannick Djaló, o guarda-redes titular da selecção nacional Quim, do Benfica, o médio do Porto Raul Meireles, e Carlos Martins, médio do Benfica.
No dia da chegada ao Hotel Marriot, Tonel e João Moutinho, defesa e médio do Sporting, respectivamente, Bosingwa, defesa do Chelsea, e Nuno Gomes, avançado do Benfica, prestaram declarações. Deco, médio do Chelsea, também compareceu em Óbidos, mas ficou afastado da selecção devido a problemas físicos, tal como explicou.
Óbidos vai continuar a ser o quartel-general dos estágios da selecção e em futuras convocatórias os jogadores vão regressar à Praia D’El Rei.
Francisco Gomes

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