“Foi feita justiça às Caldas da Rainha”. Esta foi a expressão usada por Fernando Costa, presidente da Câmara, na abertura oficial da Escola de Hotelaria e Turismo, pólo das Caldas da Rainha.
“Esta escola esteve aprovada pelo Inftur. Estava em curso e de um momento para o outro, um Governo do PSD de que eu faço parte, para fazer o jeito a um concelho aqui ao lado, entendeu extinguir a escola aqui e transportá-la para outro concelho. Contra todos os argumentos e pareceres”, explicou.
“Veio o actual Governo que entendeu que a escola estava bem nas Caldas e repôs a escola aqui. Nesse aspecto, independentemente da cor do Governo e do nome das pessoas, o concelho das Caldas e o presidente da Câmara, estão muito honrados e satisfeitos com a atitude do Governo socialista”, afirmou.
Inaugurada no dia 1 de Outubro, as aulas iam começar no dia 6 e no edifício em frente onde se vão desenrolar as aulas. É que decorrem obras de adaptação e remodelação do edifício, orçadas em um milhão de euros, pelo que os 50 alunos vão partilhar com os estudantes da Universidade Sénior as instalações da antiga UAL.
“Na cave vai haver cozinhas e um restaurante. Todo o edifício vai ser melhorado e dentro de 15 dias o rés-do-chão vai estar pronto para receber os alunos, que terão aí aulas teóricas”. “Já a parte da cave as obras deverão ser entregues até ao dia 11 de Novembro”, revelou Fernando Costa.
Para Ana Paula Pais, directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, que coordena todos os pólos escolares da zona Centro, “as instalações são as adequadas e o atraso nas obras são compreensíveis porque envolvem um investimento substancial por parte da autarquia, mas seria desejável que as aulas começassem no próprio edifício”.
Por esse motivo Ana Paula Reis pede alguma “tolerância” aos alunos, sustentando que “o atraso em nada irá prejudicar o arranque das aulas”.
Segundo a directora, a cidade das Caldas da Rainha “têm um potencial único para este trabalho, numa região impar com projectos consolidados e outros em curso”.
O pólo das Caldas vai arrancar com 55 alunos que irão frequentar os cursos de cozinha e pastelaria, restaurante/bar e hotelaria e turismo, que serão uma oferta nova do Turismo de Portugal, numa reestruturação dos cursos.
A inovação surge do facto de todos os jovens terem um ano comum no primeiro ano do estudo, especializando-se nos dois anos seguintes nos diferentes cursos.
Os cursos são de dupla certificação, porque conferem o diploma profissional e a certificação de 12º ano de escolaridade.
A taxa de empregabilidade destes cursos é de 100% e apesar de não saber quais as capacidades das Caldas, Ana Paula Pais adianta que “em Coimbra temos sistematicamente solicitações de empresas da zona Oeste”.
Os três cursos tem um estágio no final de cada ano, naquilo que chamam prática profissional em contexto real de trabalho.
Neste momento frequentam cerca de três mil jovens nas 16 escolas do país e prevê-se que a escola das Caldas da Rainha possa ter cerca de dez turmas com 250 alunos, repartidos por 25 por cada turma, dentro de poucos anos.
Fernando Costa garantiu que esta será a grande Escola de Turismo do Oeste, porque “foi aqui que o Ministério e o Inftur entenderam ser o sítio próprio e portanto quanto mais espaço for preciso, mais vai ser disponibilizado”.
António Gomes da Costa será o director da escola das Caldas.
Carlos Barroso

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