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Escola de Sargentos do Exército

Outubro 8th, 2008 · Sem Comentários

Obras paradas colocam em risco cursos de promoção

As velhas casernas estão vedadas, à espera de luz verde para os novos alojamentos -Carlos Barroso (foto)Os cursos de promoção a sargento-chefe e sargento-ajudante podem estar em risco na Escola de Sargentos do Exército (ESE), nas Caldas da Rainha, caso não seja resolvido o impasse da construção dos novos alojamentos, que foi suspensa por falta de visto do Tribunal de Contas após a primeira pedra ter sido lançada pelo Presidente da República.
Cavaco Silva veio em Julho às Caldas para a cerimónia, mas poucas semanas depois a construção seria parada pelo Estado-Maior do Exército, para não incorrer em infracção. Na altura o porta-voz do Exército, tenente-coronel Hélder Perdigão, explicou ao JORNAL DAS CALDAS que “o Tribunal de Contas invocou motivos de incompatibilidade com a lei, que estamos a tentar ultrapassar para relançar a obra o mais rapidamente possível”.
De acordo com o porta-voz, as irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas reportam-se ao “número de fases de obra – concepção do projecto, demolição das infra-estruturas existentes no local dos futuros alojamentos e construção - que deveriam ter sido alvo de dois ou três concursos em vez de um só″.
Para que os trabalhos sejam retomados “será necessário lançar um novo concurso para adjudicação da construção” de dois blocos de alojamentos com capacidade para instalar 144 alunos em 36 quartos, num investimento de 3,255 milhões de euros.
Nesta altura as velhas casernas estão vedadas, à espera que seja dada luz verde para darem lugar aos novos alojamentos.
À medida que o tempo vai passando, a situação torna-se um problema para o novo comandante da ESE, que se vê confrontado com a inexistência de espaço para os sargentos que vão frequentar cursos de promoção.
“As obras são um aspecto que nos ultrapassa. Temos conhecimento que é intenção do Comando do Exército acelerar o processo. Terá de ser lançado novo concurso público, o que está a ser programado”, afirmou ao JORNAL DAS CALDAS o coronel Lúcio Santos.
O responsável da ESE admitiu que o impasse “condiciona” a actividade formativa, uma vez que “há cursos de promoção que estão parados à espera que tenhamos possibilidade de alojar as pessoas e lhes possamos dar as melhores condições, e se calhar teremos de avançar no próximo lectivo mesmo que as obras não estejam terminadas”.
Segundo explicou, “há ainda alguma margem de manobra, porque estávamos a dar o curso bastante tempo antes”. De qualquer forma, a situação prejudica “o ritmo” da escola.
Na cerimónia de lançamento da primeira pedra, a 11 de Julho deste ano, o Presidente da República, acompanhado pelo ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, considerou que as obras de modernização das instalações da escola eram “um investimento da maior importância para as Forças Armadas”, de forma a proporcionar aos militares as condições adequadas às exigências diárias.
“É uma obra estruturante, porque a actual unidade de alojamentos põe em causa a dignidade dos militares”, afirmou também ao JORNAL DAS CALDAS o tenente-coronel Hélder Perdigão.
A ESE foi criada há 27 anos, mas ocupa instalações do antigo Regimento de Infantaria 5, mantendo a mesma estrutura da altura da sua construção, em 1953.

Francisco Gomes

Tags: Sociedade

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