Caldas da Rainha, Óbidos, Alfeizerão, São Martinho do Porto, Benedita, Bombarral, Peniche e Cadaval

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Inquérito revela

Outubro 1st, 2008 · 2 Comments

Menos compras no centro da cidade quando abrirem os “shoppings”

consumidores.jpgO comércio tradicional vai perder uma parte substancial dos seus clientes quando os novos “shoppings” (Vivaci Caldas e Centro Bordalo) entrarem em funcionamento na cidade. Esta é a principal conclusão de um inquérito efectuado pela Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO) nas ruas do centro da cidade, incluindo Bairro Azul e Avenida 1º de Maio, a 490 pessoas.
Segundo o inquérito, 39% dos consumidores tenciona fazer menos compras no comércio tradicional quando surgirem os novos “shoppings”. Mesmo que 61% diga que fará o mesmo volume de compras, registar-se-á uma quebra nas vendas no comércio tradicional, que a ACCCRO estima que possa variar entre 20 a 40%, “se a ameaça não for enfrentada”, podendo nalguns ramos de actividade ser mais elevada.
Actualmente, de acordo com os dados apurados, a maioria dos consumidores vai ao centro da cidade pelo menos uma vez por semana fazer compras. E fá-lo porque tem um significado especial para 34% dos consumidores. Sábado é o dia preferido e os consumidores preferem comprar de manhã.
E a opinião sobre os estabelecimentos até é positiva. Os produtos e serviços mais apreciados no centro da cidade são o Vestuário (41%) e a Restauração/Cafetaria (25%). A maioria acha que o comércio no centro da cidade está a melhorar e que ainda vai melhorar mais.
Numa escala de 1 a 4, a média de avaliação do comércio é 2,39 mas a média de avaliação da envolvente é 1,82.
Também se ouvem as críticas que consideram que está “desqualificado, em declínio e vazio de significado, carecido de dinamismo e de vantagens competitivas, e ameaçado pelo surgimento de novos ‘Shoppings’”.
Para combater esta situação, é defendido um comércio com qualidade e “glamour”, animado por actividades culturais, desportivas e recreativas.
Interrogados sobre o que faz falta no centro da cidade, 35% respondeu “Animação/Entretenimento (incluindo um Parque Infantil), 21% apontou o estacionamento e 8% sanitários.
Entre o comércio e serviços que gostaria que abrissem, a maioria aponta “Lojas de Marca (Zara, Pull and Bear, Bershka, C&A)”, seguindo-se a Fnac, Ikea, Moviflor, Cafetarias e Casas de Chá e Lojas de Consertos.
Sustentando que o comércio tradicional deve ser avaliado e exibir um selo de certificação, 80% dos consumidores concorda que o comércio tradicional adopte o conceito de “glamour”, associado a “Bom Gosto/Requinte, Charme/Encanto”.
Na sequência, 56% dos inquiridos gostaria de ver pessoas famosas e celebridades a fazer compras nas Caldas da Rainha. Cristiano Ronaldo domina as preferências, seguindo-se Diana Chaves, José Sócrates, Tony Carreira, José Castelo Branco, Cavaco Silva e Isaac Alfaiate.

Francisco Gomes

Tags: Sociedade

2 comentários até ao momento ↓

  • 1 jose da silva povinho (ze povinho pros amigos) // Out 2, 2008 at 9:36 am

    tenho cá uma pena!!

    finalmente acabou o monopólio das “lojas pobrezinhas” do centro da cidade que praticavam os preços que queriam ha anos e anos.

    a concorrencia sempre foi saudavel à carteira dos cidadãos. quem quiser sobreviver que se adapte.

  • 2 Tiago Simões // Out 6, 2008 at 9:15 am

    A avaliação a isto é simples: os gostos das pessoas mudam.

    É fácil perceber que os jovens de hoje ou até as pessoas de média idade. Já não se interessam por ir aquela loja do “costume” onde ia, ou ainda vai os país…

    Hoje impera os grandes grupos, e lojas como Pull & Bear, Zara, Salsa, Chayenne, Pepe Jeans, e afins….

    É dificil perceber-se isso. E as lojas do centro da cidade. Não estão preparadas para este século XXI. E o “misticismo” destas lojas ainda sobrevive graças unicamente à “elite” caldenses. Advogados, grandes empresários, médicos e afins. Pessoas com rendimentos médios, dificilmente conseguem comprar algo. Porque é tudo fora de portes para as suas carteiras.

    Não se trata de “castigar” os lojistas. Trata-se sim, destes perceberem que não podem sobrevive apenas graças à “elite”. E que o momento requer uma mudança urgente de atitude.

    Para por exemplo, produtos a preços competitivos e procura às marcas de preferência das pessoas.

    Também é importante dizer que essas animaçõezinhas de rua. E coisinhas do género, nunca iram adiantar nada.

    A Mercearia Pena deu um grande exemplo de dinamismo. Ao alterar a estética da sua loja. E neste momento é das mais atractivas do centro. Que tal as outras tentarem fazer o mesmo?!

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