O caldense João Francisco Jesus construiu o protótipo de um veículo que anda a energia eólica e energia solar.
Segundo o inventor, o conceito de carros eléctricos é muito usual e por isso o seu sistema é tornar o veículo totalmente autónomo.
“Carros eléctricos há muitos, agora alimentá-lo sem andar com o fio atrás é difícil. Isso é que é importante resolver e eu tenho aqui a solução, porque se não houver vento, com a deslocação do ar há produção de energia e o carro anda”, descreve.
“Este é um carro que quanto mais andar, mais autónomo se torna. Se fizermos uma viagem de cem quilómetros torna-se totalmente autónomo, nas condições em que está actualmente”, refere.
O caldense tentou colocar baterias mais resistentes e mais leves, mas teve problemas. “Para adquirir baterias de lítio, tive muitas dificuldades. Se precisar de uma não há problema, mas se precisar de duas tenho de dizer para que fim, mas se pedir mais do que duas não me vendem”, comenta, lembrando o custo elevado de cada uma das baterias.
Ter essas baterias “seria o ideal”, já que nas viagens curtas e nas horas de ponta de tráfego automóvel dentro das cidades, as turbinas não se movimentam, logo “não geram corrente para recarregar as baterias”. Mas se tivessem baterias de grande capacidade de armazenamento, ou se houvessem mini centrais eólicas, como existem postos de combustíveis, “as pessoas podiam trocar as baterias e assim movimentarem-se normalmente”.
Com esta condição, João Francisco assegura que é possível tornar o seu protótipo “totalmente autónomo”.
Mas este carro além de ter as turbinas que sustentam a tracção do veículo, o sistema possui no tejadilho um painel fotovoltaico que gera energia para uma outra bateria, que é utilizada nas luzes, travões e buzina.
João Francisco Jesus trabalha no projecto há um ano e dedica-se por carolice. “É uma ideia que não é nova. Imaginava um sistema destes e só com a prática é que fui conseguindo fazer. Cheguei a andar à noite, com a carrinha, com as turbinas em cima, a passear na Estrada Atlântica, não que tenha problemas em mostrar, mas como poderiam dizer que eu me tinha passado da cabeça preferi fazer os testes à noite”, relata.
O inventor antes de produzir este veículo tentou aplicar o sistema em outros carros, até produzir este protótipo de raiz com peças de um carro velho que comprou e de onde retirou a caixa de velocidades, a suspensão, o volante e outros materiais.
Segundo o criador deste projecto, “o sistema está criado, só precisa de ser desenvolvido e aperfeiçoado”.
Carlos Barroso

10 comentários até ao momento ↓
1 Jorge Augusto // Set 25, 2008 at 8:16 pm
Muito bem muito Bem !!! Conheço pessoalmente o Caldense em questão e ficou Orgulhoso com a Noticia …
2 Joao Morgado // Set 30, 2008 at 8:56 pm
Caro Sr Caldense,
Seguindo a sua ideia poderia colocar vários kits geradores numa roga gigante, tipo big eye londrino, em que com o movimento de rotação se produzia energia para fazer girar a grande roda ainda mais que por sua vez geraria mais energia e assim obtinhamos uma central electrica quer houvesse ou não vento gerando energia a partir do nada. Isso seria a solução.
Contudo, segundo as leis da física, tal como a lei da conservação da energia tal não é possível.
No entanto quem muito quer muito alcança e só com o engenho dos persistentes se passou o Cabo Bojador.
Uma coisa é certa já passou muitas horas de entusiasmo e divertimento e conquistou a admiração de muitos.
3 PG // Out 1, 2008 at 8:29 am
Muitos parabéns, gostava de poder ver este projecto ao vivo.
4 Antonio Miranda Ribeiro // Out 9, 2008 at 1:17 pm
muitos parabens é assim mesmo é so aperfeiçoar o progeto é preciso ter apoio do governo mas nao vejo jeito pois se vierem os carros eletricos o governo começa a ter prejuiso.
5 Carlos Ferreira // Out 10, 2008 at 11:45 am
É mais do que um sistema de movimento perpétuo, quanto mais anda mais anda…
Também já tinha ouvido falar em alguém que queria pôr umas rodas maiores atrás e como o veículo fica inclinado cada vez acelera mais… mais vale pôr uma vela no sistema, tal como nas caravelas, mas para fazer marcha atrás temos que bolinar.
Com todo o respeito este sistema é uma impossibilidade física.
6 BERNARDO // Out 14, 2008 at 8:38 pm
nao se preocupe!! os carros électricos a base de baterias, é para daqui a pouco , o maximo 3 anos nada mais, ainda nao sabem??? o governo port passou um cotrato, con a Renault Nissan!!! so para dar a saber a quem nao sabe!! Cordialemente antonio Bernardo
7 Pedro // Out 21, 2008 at 1:02 pm
Também me parece um excelente projecto, mas de facto não me parece realista a ideia de ter autonomia quase infinita! Penso que a solução não passa por aqui, mas sim em tornar economicamente viável a tecnologia de carros electricos já existente! Os carros electricos actuais já recarregam as suas baterias a partir (por exemplo) da energia dissipada nas travagens etc. como é obvio isto apenas lhes oferece um ganho minimo na autonomia.
Outra coisa complicada seria saber ao certo a autonomia de um carro destes! Iamos numa viagem a 90km/h a autonomia disparava, de repente apanhavamos trânsito e a autonomia caia bruscamente e, no limite, ficávamos pendurados!
8 Pedro // Out 21, 2008 at 1:05 pm
Já agora, basta fazer um simples raciocinio! Se carros fabricados com apoio de grandes marcas, logo utilizando baterias de topo , conseguem autonomias na ordem dos 100km e a sua bateria demora cerca de 6/7h a carregar completamente, gostaria de saber que tipo de bateria o senhor utiliza nos seus prótotipos que percorrendo 100km (logo demorando 1h/2h) se conseguem recarregar nesse curto periodo de tempo!
9 MAC // Out 22, 2008 at 5:22 pm
Olá
A ideia é louvável, mas lamento informar, impossível pelos princípios fundamentais da termodinâmica.
Esse veículo autónomo, a ser construído, seria a primeira materialização da utópica máquina de Carnot. - A maquina de movimento perpétuo.
A máquina de Carnot idealizada pelo engenheiro francês Nicolas Carnot em 1824, é um sistema “perfeito” cujo funcionamento é apenas teórico. Existe uma impossibilidade física de o materializar, pelos requisitos que ele exige.
Sem entrar em pormenores da física, que me ultrapassam, a ideia aplicada neste caso, resume-se ao seguinte:
Todos os sistemas reais tem fugas de energia, quer seja pelo atrito entre todos os componentes físicos do motor e do veiculo, resistência ao ar, calor produzido, sons do veiculo, etc. e isto já sem sequer entrar em factores grosseiros relativos à engenharia do motor.
Isto significava que para o veiculo ser autónomo a energia produzida pelas turbinas com a deslocação de ar teria quer ser, se não superior, pelo menos igual à dispendida pelo motor para manter o carro em funcionamento a essa velocidade, e causar essa mesma deslocação de ar.
Ora isto só seria possível se esta máquina trabalhasse num sistema perfeitamente fechado em que não existissem quaisquer perdas de energia, ou seja:
- O carro não teria qualquer atrito entre as suas partes móveis: Motor, turbinas, rolamentos, rodas no asfalto, etc.
- O carro seria completamente silencioso, sem um único ruído por menor que fosse, quer mecânico quer resultante do movimento.
- O carro teria que andar no vácuo.
- A temperatura de todos os componentes do veículo não poderia variar em momento algum: Motor, turbinas, baterias, pneus, etc
- A temperatura ambiente teria que ser o “zero absoluto”, ou zero Kelvin , correspondente à temperatura de -273,16 °C
Se existisse uma maneira de produzir trabalho a partir da mesma quantidade de energia retirada da fonte, poderíamos construir esta máquina de movimento perpétuo, capaz de transferir energia de uma fonte para a outra produzindo trabalho útil sem qualquer gasto de energia.
Infelizmente, isto é contrário às leis da Física.
Como todas estes requisitos físicos são impossíveis de materializar, a máquina perfeita, vive apenas nos sonhos de muitos engenhosos, que se permitem pensar mais alem e tentar fazer algo de inovador e inventivo.
Por isto mesmo, este Caldense autor desta ideia de veiculo autónomo contínua, na minha opinião, de parabéns!
10 Daniela // Out 29, 2008 at 1:21 pm
Eu acho muito interressante esta ideia, pois n polui muito o nosso ambiente, o nosso planeta azul. continuem a fazer projectos destes pois nosso mundo vai eviluir.
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