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Crescimento do Oeste mal “digerido” por alguns

Setembro 4th, 2008 · Sem Comentários

Foram publicados no dia 21 de Agosto os estatutos da vizinha Entidade Regional de Turismo (ERT) de Lisboa e Vale do Tejo, entidade legitimamente criada com o Dec.-Lei nº67/2008 que extinguiu as Regiões de Turismo, Dec.-Lei que criou uma outra entidade, perfeitamente distinta e dotada, rigorosamente, da mesma autonomia administrativa e financeira, para o Pólo de Desenvolvimento Turístico do Oeste, a cuja Comissão Instaladora honrosamente presido.
Não é, aliás, por acaso que com o “Turismo de Portugal”, vimos dando passos preciosos, sempre em perfeito e pacífico entendimento, para a construção de uma estratégia própria para a afirmação e crescimento do Pólo Oeste.
Por isso a minha estranheza pelo facto de a Portaria 940/2008 incluir o Pólo Oeste como membro da Turismo de Lisboa e Vale do Tejo.
O facto não me merece comentários, antes um lamento.
Como não poderia deixar de ser (num Estado de Direito que somos), os referidos estatutos referem (curiosamente nas, nem sempre lidas pelos cidadãos menos envolvidos, “disposições finais”) no nº2 do artº38º, “as prerrogativas previstas… só adquirem eficácia se os estatutos da ERT do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Oeste atribuírem à T-LVT prerrogativas equivalentes”.
O lamento advém do facto de o signatário, numa demonstração de incompreensível falta de educação e ética políticas (nem refiro, face, pelos vistos à minha insignificância, as de ordem pessoal) ter tido conhecimento pelo Diário da República, instituição que muito respeito mas “não conheço pessoalmente”, ao invés de significativo número de membros da Comissão Instaladora da Turismo de Lisboa e Vale do Tejo.
O Oeste (para além do que o Dec.-Lei 67/2008 afirma que somos) e cito o Governo, “deverá tornar-se um interessante destino de “resorts” integrados na Europa, dotado de uma oferta hoteleira e de serviço de qualidade, assentes no potencial da Região mas sem massificação” sendo o Pólo Oeste criado como “consequência de significativo investimento turístico privado que a Região tem recebido, apoiando também a diversificação da oferta turística em Portugal”.
Chegámos aqui por direito próprio. A capacidade de afirmação do Oeste, o seu futuro, o seu crescimento e o estatuto que foi conferido ao Pólo parece, ainda, mal “digerido” por alguns.
Teria merecido outro respeito. Dói-me que não o tenham tido, sob, insisto, o ponto de vista de algo que deveria ser um ponto de honra: a ética.

António Carneiro
Presidente da Comissão Instaladora do Pólo Oeste

Tags: Opinião

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