A Federação Distrital de Leiria da Juventude Socialista (JS), no seguimento de um estudo que elaborou no princípio de Agosto, ao qual denominou “Estudo sobre acidentes mortais nas zonas balneares portuguesas”, desenvolveu nos dias 24 e 31 de Agosto, em várias praias de sul a norte do Distrito de Leiria, uma campanha de sensibilização sobre Segurança Balnear, subordinada ao tema “Preserva a tua Vida! Age em Segurança!”.
A campanha teve início na praia da Foz do Arelho, para depois percorrer as praias da Vieira (Marinha Grande), Pedrógão (Leiria) e Praia das Rocas (Castanheira de Pêra).
O objectivo foi “chamar a atenção dos veraneantes para o elevado número de mortes que tem ocorrido nos últimos anos nas zonas balneares portuguesas e que têm preenchido minutos nos noticiários e páginas nos jornais à conta das vítimas a lamentar”.
Através do estudo sobre Segurança Balnear promovido pela Federação Distrital de Leiria da JS com recurso a dados fornecidos pelo Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), bem como a órgãos de comunicação social, esta estrutura política de juventude
constatou que “entre os anos de 2003 e 2006 morreram nas praias portuguesas 99 pessoas, construindo uma inquietante média de 33 mortes/ano. Por sua vez, no corrente ano já ocorreram três mortes em praias portuguesas desde o início da época balnear, duas das quais em praias do distrito de Leiria, designadamente, no Baleal, em Peniche”.
“Evitar mais mortes nas praias portuguesas” é o desígnio que a Federação Distrital de Leiria da JS pretende alcançar com a realização da campanha “Preserva a tua Vida! Age em Segurança!”, pois considera que o tema da Segurança Balnear “não tem sido alvo de suficiente informação, divulgação e, acima de tudo, consciencialização”.
Esta iniciativa foi desenvolvida tendo como objectivo principal divulgar, consciencializar e alertar para “o perigo decorrente da adopção de comportamentos de risco aquando a frequência de zonas balneares (praias, rios e albufeiras)”. A actividade foi, sobretudo, destinada a toda a população veraneante, em geral, e aos jovens, em particular.
“Cremos que os jovens constituem este grupo de risco, pois devido à falta de informação procuram por diversas vezes, inadvertidamente, o perigo”, refere a JS.
Francisco Gomes

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