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Administração da Secla chega a acordo com os “13 resistentes”

Setembro 3rd, 2008 · Sem Comentários

Marlene Sousa (foto)“A luta terminou e foi possível um acordo satisfatório para ambas as partes”. Foi desta forma que os auto-denominados “13 resistentes” anunciaram o fim do braço-de-ferro com a administração da empresa cerâmica Secla.
O teor do acordo não foi revelado devido a uma imposição da administração, como consta das cláusulas do documento. O consenso foi atingido na passada sexta-feira, depois de um mês e meio em que os trabalhadores dizem ter resistido a “todo o tipo de coação psicológica por parte da empresa”.
“A Secla viu-se livre, com a maior das facilidades, de cerca de 250 trabalhadores. Também um distinto magistrado veio confirmar o encerramento quando a empresa tinha ainda sete trabalhadores em exercício de funções. A partir de agora estamos convictos de que do mesmo modo como se podem criar, também com a mesma facilidade, se podem fechar “Empresas na Hora”, sem qualquer tipo de responsabilidades, para quem o faz”, comentam os 13 funcionários, que não tinham aceite o primeiro acordo proposto pela administração.
“Os cerca de 250 trabalhadores, também mal aconselhados pelo Sindicato dos Cerâmicos do Distrito de Leiria, facilmente abdicaram da luta pelo seu posto de trabalho e pelo garante do sustento das suas famílias, em troca de esmolas e da subsídio-dependência. O outro Sindicato – Sindicato dos Cerâmicos da Zona Centro - acabou também por desaparecer repentinamente de cena, sem qualquer justificação, demonstrando claramente, falta de respeito pela luta desenvolvida”, criticam os “13 resistentes”.
Nem o presidente da Câmara, Fernando Costa, se livra das críticas: “Em vez de ser o primeiro defensor dos valores democráticos e o maior impulsionador na criação e manutenção dos postos de trabalho, em prol do bem estar dos cidadãos do concelho a que preside, preferiu demarcar-se do seu papel de autarca e subjugar-se ao poder económico, pois acha razoável, nos tempos que correm, os trabalhadores terem menos de metade dos seus direitos”.
“Os 13 resistentes” elogiam o “apoio de alguns ex-colegas que nos foram visitando”, não esquecendo também a Comunicação Social.

Francisco Gomes

Tags: Economia

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