O relacionamento entre o comandante dos bombeiros voluntários das Caldas da Rainha e a reconduzida direcção da Associação Humanitária está longe de ser pacífica.
Na tomada de posse dos órgãos sociais da direcção da Associação, o comandante Pedro Rezendes fez um discurso onde ficaram latentes, algumas passagens que deram a entender que algo não vai bem no seio daquela instituição.
“Aos novos corpos sociais o meu desejo é que venham com muita vontade para trabalhar. Sempre que há um elemento novo que queira integrar este corpo de bombeiros, na primeira abordagem digo-lhes sempre que aqui só tenho muito trabalho para lhes dar. A razão de ser desta Associação é manter este corpo de bombeiros, actualmente com 114 homens e mulheres que voluntariamente cumprem a sua missão. Não é fácil. Mas para que isto funcione bem a regra básica e única, é a palavra lealdade. Lealdade entre os corpos sociais e lealdade entre o corpo de bombeiros. Só nesta base conseguimos trabalhar e assegurar a continuidade desta associação como também a sua estabilidade. Falamos de lealdade entre corpos sociais e comando. Esta direcção com alguma renovação sabe o que espera deste corpo de bombeiros e sabe o que espera deste comando. Não faremos nada mais, do que o que fizemos com a anterior direcção. De mim a direcção sabe o que pode contar. (…) Façam o vosso trabalho, que nós vamos continuar a fazer o nosso”, afirmou Pedro Rezendes.
Pediu Rui Silva, na qualidade de secretário da Liga de Bombeiros Portugueses, pediu para que o comando e direcção “de uma vez por todas se entendam. Não extrapolem competências, de que não se saiba onde começam as áreas de cada um e quem manda em quem, ou quem obedece a quem. Num quartel de bombeiros um comandante comanda e em tudo o resto tem de haver sintonia”, disse.
Também José Manuel Moura, bastante conhecedor da casa, não deixou de dar o recado de que, “se não houver bom entendimento entre comando e direcção, normalmente as coisas não correm bem”.
O presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, apenas lembrou que “o corpo de bombeiros tem prestígio em Leiria e no país, por ter sido comandando por José Manuel Moura e pela figura mítica e já lendária de Henrique Sales Henriques”.
Estas palavras foram posteriores às de Abílio Camacho, que ao ouvir o comandante não ficou muito agradado, uma vez que antes tinha elogiado o comando e os bombeiros.
No final da sessão o JORNAL das CALDAS, tentou junto de Abílio Camacho e de Pedro Rezendes obter alguma reacção sobre este eventual desentendimento, mas tal não foi possível, pois ambos preferiram deixar para mais tarde uma tomada pública de posição.
No entanto apurou o JORNAL das CALDAS, que na origem deste momento menos bom deverá estar a nomeação de alguns elementos para o comando, que a direcção não aprova. Soubemos ainda que o comandante Pedro Rezendes terá colocado o seu lugar à disposição de forma verbal à direcção liderada por Abílio Camacho. Certo é que parece estar agendada uma reunião entre estes dois homens fortes dos bombeiros para tentar minimizar esta aparente crise.
Além de Caldas da Rainha, no distrito de Leiria as desavenças entre comandos de bombeiros e direcções, já levou à saída de comandantes nas corporações de Peniche, Maceira e Castanheira de Pêra, situação que o caldense, José Manuel Moura, na qualidade de coordenador distrital, terá de também ajudar a resolver, por se tratar de comandos, que com ele trabalham.
Carlos Barroso

1 comentário até ao momento ↓
1 Nuno Leitão // Ago 20, 2008 at 8:00 pm
Tou a ver cada vez mais que a solução destes problemas é cada direção que entrar trazer logo um comandate
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