As notas de Ravel, Debussy, Chabrier e Moussorgski invadiram o pequeno auditório do CCC das Caldas da Rainha na noite de 5 de Agosto, pelas mãos do pianista António Rosado.
Com uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, recentemente foi condecorado como Chevalier des Arts et des Lettres pelo Governo francês pelo seu talento, o pianista está a celebrar os seus 30 anos de carreira.
Conhecido pela sua versatilidade, António Rosado afirma estar sempre a mudar as suas preferências quanto os compositores. “Depende um bocado dos momentos”, afirmou. No entanto, o compositor a que mais se dedicou foi Lizt. “Mas há tantas coisas interessantes que é muito difícil ter um favorito para a vida”, referiu.
Em 2008 tem tido uma agenda cheia, com muitas actuações, não só a solo, mas também acompanhando orquestras. Recentemente fez um ciclo de concertos no Museu Berardo, em Lisboa, onde aproveitou para gravar duas sonatas para violoncelo e piano. “Espero que em breve seja possível editar um CD com essa gravação”, declarou.
Nas Caldas da Rainha foi recebido por um público entusiasta, que ficou fascinado pela sua capacidade em emocionar com a música. Depois de ter vindo várias vezes às Caldas da Rainha para tocar noutros locais, ficou surpreendido pelas condições do CCC.
António Rosado apreciou também muito a qualidade do piano em que tocou. “Foi uma opção inteligente ter instrumentos de raiz nesta casa”, disse.
Sobre o facto de haver quem defenda a utilização dos pianos do CCC por qualquer pessoa, comentou que deve haver limites. “Os instrumentos são feitos para serem tocados, mas se alguém estragar um piano destes é aborrecido”, afirmou. Na sua opinião, estes pianos só podem ser tocados por profissionais. “É a mesma coisa que colocar um Ferrari nas mãos de um principiante que está a tirar a carta de condução. É perigoso”, sublinhou.
António Rosado ao piano fascinou CCC
Agosto 13th, 2008 · 1 Comment
Tags: Cultura

1 comentário até ao momento ↓
1 Jorge Rodrigues // Ago 14, 2008 at 6:07 pm
António Rosado foi claramente a “cabeça de cartaz” na programação de música clássica (erudita) do CCC, num total de 5 eventos (excluindo o Mus&Caldas): 1 banda, 2 orquestras e 2 solistas (pianistas).
Para o público que se tem é razoável, mas espero por novos concertos, abordando outro tipo de execução: o repertório coral-sinfónico. Não são assim tão caros como podem parecer … há que saber quem convidar.
Entre a OSJ e a OML, é preferível a OML. Quanto a coros, não escrevo, porque estou num em Lisboa…
As últimas declarações de António Rosado não devem ser levadas à letra: não sou profissional mas já estive ao piano no CCC, num concerto… e posso garantir que não provoquei danos, enfim…
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