Caldas da Rainha, Óbidos, Alfeizerão, São Martinho do Porto, Benedita, Bombarral, Peniche e Cadaval

Administração: Maria Suzete O.N.D. Costa | Director: Jaime Costa | Chefe de Redacção: Francisco Gomes

 

Instalações da Secla dadas como garantia de crédito ao BCP

Julho 23rd, 2008 · Sem Comentários

Quatro elementos da União dos Sindicatos do Distrito de Leiria visitaram os treze trabalhadores da SeclaQuatro elementos da União dos Sindicatos do Distrito de Leiria (USDL) visitaram, na passada quarta-feira, os treze trabalhadores da Secla que recusaram rescindir o contrato de trabalho e continuam a ir diariamente para a fábrica, apesar desta ter cessado a produção no dia 30 de Junho.
Os membros do Sindicato convidaram os trabalhadores a irem manifestar-se para o centro da cidade das Caldas da Rainha como forma de mostrarem ao público que a Secla “ainda está viva e que os trabalhadores ainda não desistiram”.
José Valentim, da USDL, disse aos trabalhadores que “chegou a hora de dar um passo em frente no desenvolvimento da luta e que é altura de apelar à solidariedade de instituições com responsabilidade no concelho, nomeadamente a Câmara Municipal e a Inspecção Geral de Trabalho”.
A USDL pediu a intervenção da Inspecção-Geral do Trabalho, pretendendo que sejam levantados autos de contra-ordenação à empresa Secla pela alegada prática de infracções. “Ouvimos dizer que está a ser preparada a retirada de produto da fábrica que irá certamente proporcionar a recolha de receitas, no entanto os funcionários que não rescindiram os contratos não têm a garantia que irão receber este mês”, manifestou José Valentim.
Os trabalhadores foram manifestar-se junto às instalações nas Caldas da Rainha da Inspecção-Geral de Trabalho e reuniram-se com o presidente da Câmara.
Fernando Costa declarou que “as instalações da Secla estão dadas como garantia de crédito ao Banco Comercial Português, e neste momento quem manda naquilo é aquela instituição bancária”. O autarca garantiu que “a Secla não vai reabrir e não haverá outro investimento ou aproveitamento da fábrica”.
Fernando Costa disse que aconselhou os trabalhadores a seguirem o parecer do advogado deles, no entanto, expressou-lhes a sua opinião, referindo que não vê “nenhum benefício a favor deles ao não rescindirem o contrato de trabalho”. “Se a administração indemnizou cerca de 200 empregados a 50 por cento, não sendo o que está previsto na lei, é bastante razoável nos dias que correm, porque quem fecha e vai à falência nem sequer paga os ordenados e muito menos as indemnizações”, sublinhou.

Marlene Sousa

Tags: Economia

0 comentários até ao momento ↓

  • Ainda não existem comentários a esta notícia, por favor deixe-nos o seu comentário!

Comente esta notícia