Um segurança de 31 anos, natural das Caldas da Rainha, foi encontrado morto no estaleiro das obras do aeroporto de Beja, na madrugada de 25 de Junho, suspeitando-se que tenha sido assassinado por alguém que quis roubar o dinheiro das máquinas de café e de sandes do refeitório, que foram completamente destruídas.
Bruno Rafael Ferreira Alves apresentava sinais de agressão na cabeça e na cara. Junto ao corpo estava uma barra de ferro com cerca de dois metros, instrumento que terá sido utilizado para matá-lo.
O caldense residia em Beja há mais de uma década. Trabalhou na construção civil e como segurança em estabelecimentos nocturnos naquele concelho alentejano, e tinha começado na CLSP, Lda, empresa concessionária da segurança no aeroporto, cinco dias antes, realizando rondas de noite.
Depois de descoberto o corpo, cerca das seis da manhã, por uma trabalhadora do sector de jardinagem, foi contactada a GNR, que fez deslocar para o local militares do Posto de Beringel, tendo posteriormente sido chamados elementos do Núcleo de Investigação Criminal. Mais tarde a investigação era entregue a três inspectores da Directoria de Faro da Polícia Judiciária.
Foi a segunda vez que a obra foi assaltada. Da primeira, três indivíduos encapuzados entraram e agrediram um segurança, que dessa vez conseguiu fugir. No estaleiro há objectos que são potenciais alvos de cobiça, como computadores, materiais e máquinas de construção.
A empresa anunciou que o turno de vigilância da noite e madrugada passará a ser assegurado por dois seguranças.
Os indícios apontam para que Bruno Alves tenha sido surpreendido por mais do que um assaltante no interior da obra.
Francisco Gomes

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