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Deputado comunista apela aos trabalhadores da Secla para não rescindirem contratos

Julho 2nd, 2008 in Jornal das Caldas. Edição On-line Sem Comentários

Deputado do PCP, Miguel Tiago, numa visita à Secla “O apelo que deixámos aos trabalhadores da Secla é que não rescindam o contrato, continuem a ir para os seus postos de trabalho, porque aí a administração não tem outra solução se não continuar a pagar os seus salários e dar-lhes trabalho, a não ser que assumam que os estão a despedir e paguem as indemnizações de acordo com a lei”, disse o deputado do Partido Comunista Português na Assembleia da República, Miguel Tiago, numa visita à Secla, no passado dia 30.
Neste que supostamente deveria ser o último dia de trabalho dos funcionários da Secla, o deputado do PCP foi à empresa prestar solidariedade aos trabalhadores que foram convidados pela administração a rescindir o contrato, garantindo apenas meio salário por cada ano de serviço, metade do valor das indemnizações a que teriam direito.
Para Miguel Tiago, “está aqui em causa uma jogada clara da parte da administração para tentar mandar estes trabalhadores embora sem assumirem nenhum despedimento. Estão a fazer chantagem com estes trabalhadores para que eles aceitem condições inferiores às que a lei prevê”, disse, acrescentando que falou com os trabalhadores e que está “muito claro que estão a ser forçados a rescindir o contrato de trabalho porque não lhes foi dada outra alternativa”. “Estamos perante um despedimento encapotado, numa empresa viável com condições para laborar”, sublinhou.
Se se confirmar esta perspectiva, este responsável entende que “os trabalhadores não podem ser vistos como jovens à procura do primeiro emprego, mas sim homens e mulheres com uma vasta experiência profissional neste sector e a quem deve ser reconhecido nesses exactos termos o seu direito ao emprego”.
O deputado considera que o caso da Secla é diferente de outras empresas que fecharam porque a administração não pediu a insolvência nem vai fechar, “só quer correr com os trabalhadores efectivos, para ir buscar outros com menos direitos e mais baratos, ou pretende vender a unidade e a outra empresa que irá depois recrutar mão-de-obra temporária”.
O deputado revelou que vai apresentar à Assembleia da República duas questões, solicitando ao Governo que, por intermédio do Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, diga “que medidas estão tomadas pelo Governo para garantir, caso se confirme esta perspectiva e esta ameaça de encerramento e dos postos de trabalho, que todos os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e garantidos, inclusive as indemnizações por anos de trabalho, e que medidas estão tomadas e discutidas com os trabalhadores para a sua rápida integração numa actividade profissional?”.

Marlene Sousa

Tags: Política

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