Quando alguém tão inteligente e tão lúcido como o Dr. Justino Ferreira Gabriel se vai embora, o mundo dos que o rodeiam fica em suspense. Foi o que aconteceu no dia 17 de Maio de 2008.
Quem o conhecia sabe como era natural o seu espírito de ajuda, como era gentil a sua atenção e verdadeira a sua preocupação; sabe como era enorme a sua capacidade de compreensão e quão amiga e reconfortante era a sua palavra; sabe do optimismo e da serenidade que transmitia e de como era delicada a sua sensibilidade. Além destas e de tantas outras qualidades, caracterizava-o acima de tudo uma forma inata de as fomentar nos outros.
Trabalhador e estudante incansável, seria incorrecto resumir a sua pessoa à odontologia, actividade que exercia. Médico e escritor, psicólogo e filósofo, era acima de tudo capaz de fazer emanar Felicidade do coração dos que lhe eram próximos, proporcionando o conforto e a segurança de um pai e a confiança de um amigo. O dr. Gabriel, ou Justino como ele gostava de ser chamado, era inerentemente informal e intrinsecamente humilde, e sabia muito bem que a felicidade não tem preço e por nenhum preço pode ser alcançada. Era um amante da vida e das coisas boas que ela proporciona. Sempre pronto a ajudar, preocupava-se com o próximo,
mesmo quando este se encontrava longe ou quando a sua atenção deveria recair em primeiro lugar sobre si próprio.
Quem o conhecia, sabe o que esta nota tenta descrever, e sabe também o que se sente com a sua partida. Pelas Vidas que salvou e pelas pessoas que, de uma forma ou de outra, um pouco por todo o mundo, ajudou, será justo assistir-lhe o direito a um lugar de Paz.
Em suspense estão os que o rodeavam, na esperança de um dia o poderem reencontrar. Até lá, praticar e fomentar a amizade é a melhor maneira de o homenagear.
Grupo de amigos do dr. Justino Gabriel, médico estomatologista da Benedita

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