Depois de muitos descontentamentos e de um encontro em Lisboa, decorreu “sem fumo branco” a quarta reunião entre os autarcas do Oeste e o Ministro das Obras Públicas, no dia 3 de Junho, na sede da Associação de Municípios do Oeste (AMO), nas Caldas da Rainha.
O ministro recusou-se mais uma vez a adiantar quais os projectos que vão ser financiados pelo Governo e medidas compensatórias pela decisão de abandonar a construção do aeroporto na Ota.
Na quarta reunião, onde estiveram também presentes o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, o Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Rui Baleiras, o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, o Secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, Luís Vieira, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, o presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, Fonseca Ferreira, o presidente da CCDR Centro, Alfredo Marques, a presidente da CCDR Alentejo, Maria Leal Monteiro, e representantes dos Ministérios da Cultura, da Justiça, da Economia e Inovação, da Educação, do Trabalho e Solidariedade Social, da Defesa Nacional, da Administração Interna e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, foram passados em revista todos os projectos passíveis de virem a ser apoiados. No encontro participou ainda Augusto Mateus, responsável pela elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Oeste.
“Não vou dizer nada sobre o plano, só quando estiver aprovado. Estamos empenhados para que antes do Verão tudo esteja concluído”, frisou Mário Lino, em declarações aos jornalistas no final de quatro horas de reunião.
O plano destina-se “a criar todas as infra-estruturas necessárias e promover todas as acções necessárias para que a região se possa desenvolver”, disse, especificando que vai abranger as áreas do turismo, agricultura, património cultural, infra-estruturas de saúde e transportes.
O ministro, que coordena os trabalhos, referiu ainda que não sabe qual o montante a atribuir à região. Carlos Lourenço, presidente da AMO, apenas disse que se “progrediu muito nesta reunião”.
“Os projectos discutidos são transversais a todas as áreas, havendo projectos na área da saúde, economia, educação e cultura, entre outros”, informaram os serviços da AMO.
“Esta reunião significou uma evolução dos trabalhos, e, apesar de estarem ainda previstas algumas reuniões sectoriais, autarcas e membros do Governos prevêem a realização de uma última reunião ainda no decorrer do mês”, acrescentaram.
Carlos Barroso

0 comentários até ao momento ↓
Ainda não existem comentários a esta notícia, por favor deixe-nos o seu comentário!
Comente esta notícia