Decorreram trinta e quatro anos, mas para Rocha Neves, homem do 25 de Abril, que fez parte do comando do Regimento de Infantaria nº 5 das Caldas da Rainha, parece que foi há dias. O coronel não esconde a emoção e considera o “16 de Março”, uma data impulsionadora para a Revolução dos Cravos.
Por fazer parte da Associação 25 de Abril, Rocha Neves foi convidado para uma tertúlia na Universidade Sénior Rainha D. Leonor, no passado dia 24.
O coronel, que foi preso durante o Golpe das Caldas a 16 de Março, falou sobre as suas vivências e conhecimentos. Num espaço de reflexão, a memória do orador deliciou os presentes. Alguns daqueles que assistiram à tertúlia e que também viveram o 25 de Abril, aproveitaram para falar sobre o episódio, trocando memórias que se generalizam quando se fala sobre a revolução que marcou a vida dos portugueses.
A importância do 25 de Abril foi sublinhada por Rocha Neves como “o princípio da liberdade”.
Valores como a liberdade e a abertura de Portugal para o mundo foram alguns dos pontos referidos. Num balanço de 34 anos depois, o coronel disse que é necessário “reciclar” o 25 de Abril “no bom sentido, para outros movimentos impulsionadores”. “O sonho, simples, consistia em implementar os três ‘D’ – desenvolver, democratizar e descolonizar. Democratizar já fizemos, descolonizar, mal ou bem também se fez, mas desenvolver é uma coisa de sempre”, sublinhou.
Marlene Sousa


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