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Almoço convívio de antigos militares

Maio 7th, 2008 · Sem Comentários

Agostinho Oliveira, Luís Gomes Ponte, Mário Teixeira, Maria Adelaide e Luís FranciscoDecorreu no restaurante Cortiço, em Tornada, um almoço convívio de antigos militares da “Companhia 2713″ e “Batalhão 2916″, para comemorar o regresso a Portugal no dia 26 de Abril de 1972, depois de uma luta nas margens do Rio Cassai, em Cazage, província de Angola.
Este convívio, organizado por Agostinho Oliveira, de Caldas da Rainha junta sempre muitos militares, entre os quais alguns caldenses, mas também o Coronel Luís Francisco, que curiosamente teve dois episódios no 16 de Março e no 25 de Abril de 1974.
“Xico Tanque”, como era conhecido no meio militar, participou na acção do antigo Regimento de Infantaria 5, já que num rolo de papel higiénico fez o esquema de como conquistar um quartel militar em Cascais onde se encontrava nesta data.
“O 16 de Março foi uma história interessante. Fui expulso da unidade onde estava. Lembro-me que às 3h30 me acordaram a dizer que as Caldas tinham saído para a rua e precisavam de apoio. Eu levantei-me, fardei-me e fui para o quartel. Num rolo de papel higiénico fiz um plano de acção para tomar conta da unidade e do comandante. Quando o 16 de Março dá naquele descalabro, fui intimado a abandonar a unidade até ordens do Estado-Maior”, contou.
Quanto ao 25 Abril, Luís Francisco, que também participou intensamente nesta data memorável, lembra-se, entre outros episódios, de ter recebido ordens de Otelo Saraiva de Carvalho, para transmitir instruções a outros camaradas, destacando também a relação com o Capitão Maia.
“Xico Tanque” é da opinião que o 25 de Abril de 1974 “não foi tempo perdido”. “Toda a gente merece comemorar o 25 de Abril e se os mais novos não sabem o seu significado a culpa é dos mais velhos, que não criam apetências para os mais novos gostarem da história que ouvem”, considera.

Carlos Barroso

Tags: Sociedade

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