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Comunistas caldenses querem apoios do Estado às Faianças Bordalo Pinheiro

Maio 2nd, 2008 · Sem Comentários

A Comissão Concelhia do PCP das Caldas da Rainha emitiu um comunicado dirigido aos trabalhadores das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, onde apela “para que em unidade resistam, não cedendo a eventuais pressões, em defesa dos postos de trabalho, da empresa e do pagamento dos salários a tempo e horas”.
“Perante o quadro dramático de chegar ao final do mês e não ter dinheiro para pagar as contas e sustentar-se a si e aos seus filhos os trabalhadores são empurrados para soluções de desistência que servem os interesses e a estratégia da administração”, manifestam os comunistas, que adiantam que “este clima de desistência é alimentado por quem tem outros projectos para a empresa e o seu imobiliário”.
Para o PCP, “a cessação do contrato de trabalho só com a carta para o subsidio de desemprego e sem qualquer indemnização a que alguns trabalhadores estão a recorrer serve na integra os interesses da empresa, porquanto vê-se livre dos trabalhadores sem qualquer custo e atinge o seu objectivo de redução de efectivos”.
Os comunistas afirmam que “a empresa é viável”, exigindo da administração “a busca dinâmica de novos mercados” e do Governo “medidas de excepção imediatas capazes de assegurarem a manutenção desta centenária empresa, do seu valioso património artístico de projecção internacional e os postos de trabalho”.
O PCP apela à Câmara e Assembleia Municipal “para assumirem uma posição que ao invés de facilitar o caminho progressivo de destrição da empresa, o combatam”.
Considera também urgente que o Governo “desenvolva de imediato uma política de redução dos custos energéticos à indústria, promovendo ou apoiando em simultâneo a criação de condições paritárias com os nossos parceiros europeus, particularmente nos domínios da energia e dos combustíveis”.
Também que “promova uma política a partir do banco público como é o caso da CGD, de redução das taxas de juro às actividades industriais, designadamente áquelas empresas (como a Bordalo Pinheiro) cuja área industrial vive das exportações e são altamente penalizadas pela suicida política de revalorização do euro e pelas altas taxas de juro

Tags: Política

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