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Moinho do Coto pode ir parar à mão de estrangeiros

Abril 9th, 2008 · Sem Comentários

Fernanda Barahona queixa-se de falta de apoios

A proprietária do Moinho das Carrascas, no Coto, promete vender o equipamento se não tiver ajuda por parte das entidades autárquicas do concelho.
Fernanda Barahona revela que tem tido muitas propostas de compra do Moinho, mas como gosta do trabalho e por ter já muitas horas gastas no equipamento ainda não acedeu ao aliciamento de um grupo de ingleses.
“Em termos económicos não tenho tido rentabilidade nenhuma e qualquer dia vendo o moinho aos ingleses e eles fecham, tapam e vedam o moinho ao público. É mais um património que vai para a mão de estrangeiros”, desabafou.
O Moinho das Carrascas funciona como uma aula em termos ambientais e ecológicos, mas porque “as pessoas não aparecem”, Fernanda Barahona queixa-se da falta de apoios.
“Gostaria de ter alguma ajuda para os custos de água, luz e preservação, mas sinto-me muito desapoiada”, comentou.
A proprietária aguarda ainda que a Junta de Freguesia e a autarquia arranjem os acessos exteriores ao moinho, que recebe visitas de estudo de escolas.
Este sentimento foi transmitido por Fernanda Barahona um dia antes da comemoração do Dia Mundial dos Moinhos, altura em que recebeu a visita de alguns curiosos que tiveram a oportunidade de testar e ouvir uma explicação de todo o ciclo do pão.

Carlos Barroso

Legenda: Fernanda Barahona queixa-se de falta de apoios

Tags: Sociedade

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