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Dia Mundial da Poesia

Abril 9th, 2008 · 1 Comment

Comunidade de Leitores das Caldas homenageou o poeta Ruy Belo

“Ruy Belo marca o seu lugar e a sua presença na poesia portuguesa por ser uma voz diferente e singular”, palavras do professor Henrique Fialho, na cerimónia de homenagem a este poeta natural de S. João da Ribeira, Rio Maior, considerado o maior poeta português da segunda metade do séc. XX, no ano em que passam 30 anos após a sua morte.
Como já vem sendo habitual, a Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha comemora o Dia Mundial da Poesia. Este ano para assinalar a efeméride, este grupo de pessoas ligadas à cultura decidiu homenagear o poeta Ruy Belo, numa cerimónia que decorreu no passado dia 5, no auditório da Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
Presentes neste evento estiveram cerca de 60 pessoas, entre a esposa, filho e dois netos de Ruy Belo, a directora da Biblioteca, elementos da Comunidade de Leitores e ainda autarcas locais e de Rio Maior.
Henrique Fialho, jovem riomaiorense licenciado em Filosofia, professor e estudioso da obra de Ruy Belo, fez a apresentação da obra do poeta. Segundo explanou, Ruy Belo tem a obra poética reunida em oito livros originais. “A Tese de Doutoramento do poeta é também muito interessante, é sobre a censura na literatura”, disse Henrique Fialho.
Para este docente, a “os poetas trabalham com a linguagem e com a beleza, aquilo que é o mais terrível de tudo para a gentes do poder, porque essas pessoas não gostam da beleza, porque ela é cativante, convence e atrai as pessoas”, sublinhou Henrique Fialho, acrescentando que “a gente do poder não se dá bem com isso porque o que querem é controlar e condicionar, sentem-se ameaçados pela beleza que os artistas, poetas e músicos, produtores e ensaístas criam”. De acordo com este estudioso, “os políticos por vezes utilizam a literatura para seus interesses, mas cultura não é isso, é das pessoas, independentemente das classes e das tendências políticas”, referiu.
No evento, o poema “Na Morte de Marilyn” de Ruy Belo, foi declamado pelo actor Luís Miguel Cintra. Também Isabel Sá Lopes, Jorge Castro e António Ferreira proferiram alguns versos do poeta. Colaboraram ainda nesta iniciativa “Os Jograis de Frei Cristóvão”, um grupo de alunos do Colégio de A-dos-Francos, (Adriana Bento, Adriana Maurício, Ana Rita Barbosa, Bruno Martins, Catarina Garrido, Cátia Adrião e Soraia Paulina), dirigidos pela professora e poetisa Isabel Sá Lopes, que trouxeram ao evento poesia no feminino, com poemas de Isabel Gouveia, Fernanda Botelho, Natália Correia e Rosa Lobato Faria.
No final da cerimónia decorreu um momento musical, com o 1º Andamento do Concerto de Weder. No piano esteve Luísa Yakovenco e no clarinete Ruben Leiria, da Academia Musical de Óbidos.
A viúva, Teresa Belo, ficou muito comovida com o evento. “Foi um momento muito agradável, gostei e agradeço a todos por esta iniciativa”, afirmou no final da cerimónia de homenagem, que “vai ser certamente memorável e dar a conhecer o trabalho do poeta”.
Para Palmira Gaspar, responsável pela Comunidade de Leitores, foi uma iniciativa marcante, mas “lamento a falta de público, considerando que deveria haver mais mobilização para as questões da cultura”.

Marlene Sousa

António Ferreira, natural de Rio Maior, Teresa Belo, viúva do poeta e Henrique Fialho, estudioso da obra de Ruy Belo

Tags: Cultura

1 comentário até ao momento ↓

  • 1 jessica santos martins // Mai 7, 2008 at 3:42 pm

    a escola e muito boa e os setores sao um espectaculo o setor virtor hugo e o melhor de todos .
    eu gosto muito dos meus colegas mas as veses eles arranjam-me alguns problemas

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