Medidas restritivas ao uso do solo também abrangem Caldas da Rainha
As medidas restritivas ao uso do solo para o traçado preliminar da rede ferroviária de alta velocidade (TGV) entre Lisboa e Porto entraram em vigor no passado dia 28 e por um período de dois anos, abrangendo 24 concelhos.
O governo considera, segundo o Diário da República publicado quinta-feira, “absolutamente necessário” aplicar as medidas preventivas ao traçado “entre Lisboa e Vila Franca de Xira, Alenquer e Pombal, e Oliveira do Bairro e Porto“, justificando o “risco real de ocorrência de alteração do uso do território” e a possibilidade de “torná-la mais difícil e onerosa“.
O decreto restringe o uso do solo no corredor projectado no traçado preliminar para o TGV nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho, Santa Maria da Feira, Ovar, Oliveira de Azeméis, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Oliveira do Bairro, Pombal, Leiria, Marinha Grande, Alcobaça, Porto de Mós, Caldas da Rainha, Rio Maior, Azambuja, Cadaval, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira, Loures e Lisboa.
Excluído das medidas fica “o traçado compreendido entre Vila Franca de Xira e Alenquer, e Pombal e Oliveira do Bairro, já que o estado dos trabalhos em curso ainda não permite, com o necessário grau de detalhe, proceder à delimitação das áreas a abranger“, refere o Diário da República.
De acordo com o decreto, a “criação de novos núcleos populacionais, incluindo operações de loteamento“, a “construção, reconstrução ou ampliação de edifícios ou outras instalações” e a “instalação de explorações ou ampliação das já existentes” ficam sujeitas a “parecer prévio vinculativo da Rede Ferroviária Nacional” (REFER), à semelhança de “alterações importantes, por meio de aterros ou escavações, à configuração geral do terreno“, “derrube de árvores em maciço” e “destruição do solo vivo e do coberto vegetal“.
Do decreto consta ainda a identificação das áreas afectadas pelas medidas preventivas, definidas nos “traçados preliminares da ligação entre Lisboa e Porto da rede ferroviária de alta velocidade”, e que podem ser consultados pelos interessados na REFER, Comissões de Coordenação do Desenvolvimento Regional (CCDR) e municípios abrangidos.
As medidas restritivas para a construção do TGV devem ainda “ser tidas em consideração na elaboração, alteração ou revisão de todos os instrumentos de gestão territorial com incidência nas áreas delimitadas“, prossegue o documento.
A REFER e as CCDR ficam responsáveis pela fiscalização das medidas restritivas decretadas. O Governo indica que “as obras e os trabalhos efectuados com inobservância” das mesmas “podem ser embargados ou demolidos“, para repor a situação actual e “imputando-se os respectivos encargos ao infractor“.


5 comentários até ao momento ↓
1 carlos manuel g.vieira // Mai 7, 2008 at 3:56 pm
gostaria que me informa-se para que zona de vila nova de gaia esta prevista o novo traçado do tgv em gaia.
2 Adelaide Pereira // Mai 11, 2008 at 5:28 pm
Em Perosinho V.N.de Gaia onde passa o Traçado do TGV? Temos um Governo que tem um Slogan favorito Eu Quero,Posso e Mando. O Zé Povinho que se Lixe, È assim com Tudo.Fazem-se obras megalomanas só para deixar o nome para a História.Veja-se o TRATADO DE LISBOA que bem que ficaram as fotos. Cá continuamos a ter um sistema de saúde miserável e os pobres cada vez estão mais pobres.Já faltou mais para sermos coitadinhos como os nossos irmãos africanos.Viva o TGV o Zé poupa para pagar .
3 Joaquim Silva // Mai 14, 2008 at 12:46 pm
Alguem me pode informar se o traçado passa em Gulpilhares e em que zona
OBRIGADO
4 celeste guedes // Mai 14, 2008 at 1:04 pm
Gostaria que me informassem, com a maior brevidade possível, se o traçado do tgv passa por Silvalde - Espinho, mais propriamente no lugar de Gulhe. Se possível, agradecia, também que me arranjassem um projecto dessa zona, visto muitas mpessoas terem que ficar sem as suas casas. Como podem verificar, trata-se de uma situação um pouco ingrata.
Fico aguardar uma resposta (rápida).
5 Afonso Noronha // Mai 14, 2008 at 5:42 pm
Só ignorantes podem criticar o sistema nacional de saúde. tem as suas falhas como é normal qualquer serviço ter, mas se houvesse um pouco mais de cultura e se soubesse como esta, por exemplo, o serviço de saúde dos estados unidos da america, nem sequer se falava no nosso, que esta muito melhor. por favor antes de virem para aqui fazer comentários mesquinhos, mal criados e até um pouco ignorantes, informem-se. foi um grande passo termos conseguido ter cá um tratado como o recente de Lisboa. é por estas e por outras que a nossa capital é uma das dez cidades preferidas DO MUNDO para realizar conferências internacionais. e são precisas é obras publicas! para o desemprego ser atenuado! mas a oposição só vê as coisas da maneira que lhe dá jeito. assim é fácil criticar.
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