Os vereadores do PS na Câmara das Caldas recomendaram ao executivo a “máxima atenção e reflexão na apreciação” sobre o pedido de viabilidade de construção de um hotel nas instalações da Fábrica de Faianças Rafael Bordalo Pinheiro - núcleo primitivo.
António Galamba e Nicolau Borges consideram que o projecto pode “configurar a destruição de uns dos mais importantes núcleos culturais, arqueologia industrial, das Caldas da Rainha”.
“Qualquer decisão deliberativa sobre a alteração de uso e requalificação do espaço deverá ter em consideração a memória e o património de tão ilustre unidade de produção cerâmica”, sustentaram.
Para os socialistas, “a intenção de construção de uma unidade hoteleira no espaço da fábrica deverá ter em consideração a preservação dos edifícios consolidados da antiga fábrica de faianças, o seu rico e diversificado património e toda a sua envolvente física e espacial, nomeadamente o Museu de Cerâmica e o Parque do Hospital Termal”.
Entretanto, os autarcas do PS manifestaram a sua oposição à urbanização do espaço envolvente ao actual edifício da EDP. “É indesejável”, declararam, por considerarem que o imóvel em questão se assume como “um dos mais interessantes exemplares de arquitectura contemporânea das Caldas da Rainha”, defendendo que o mesmo deveria ser classificado como “Edifício de Interesse Patrimonial Municipal”.
Alertaram ainda para a possibilidade de se assistir a “um maior agravamento das condições urbanísticas na zona face aos loteamentos já aprovados e em fase de construção, a poente, e os loteamentos já aprovados, ainda não iniciados, a sudeste”.
“A autorização de construção massiva na zona implicará a criação de um conjunto de focos urbanísticos que irão gerar graves e irreparáveis conflitos espaciais com a ESAD e com os núcleos museológicos municipais (Centro de Artes)”, sublinharam.
Francisco Gomes

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