Lisboa do passado
Filigrana, caravela
Rendilhada d’outro fado
É museu, história em tela.
Lisboa do presente
Bailarina da saudade.
Muitas raças, outra gente
Cortesia da verdade.
Lisboa do futuro
Silhueta da nação,
Pincelada de inseguro,
Quadro vivo em nossa mão.
Já me embalas no teu peito
Que és varina, és refrão.
Aconchegas-me no teu peito,
Dona do meu coração.
Na Avenida danças história,
Poema épico em cada olhar.
Vives sonhos de glória
Com Pessoa p’ra te cantar.
Voam no tempo em imagens
Pseudónimos de Pessoa.
Lusitano em viagens,
Profecia, voz de Lisboa.
Alberto Campos

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