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Distrital Honra

Março 12th, 2008 · Sem Comentários

Peniche 8 – Pedroguense 1

Tudo demasiado fácil

Peniche
Hélio; Ferreira, Laranja, Ricardo Viola e Rui João; Paulinho, Silvestre (Paulo Neves, aos 45m) e Vasco; Márcio (Baba, aos 66m), Ruben (Marinho, aos 45m) e Silva.
Suplentes não utilizados: João Miguel, Emanuel, Bruno Costa e Vando.
Treinador: Bastos Lopes
Pedroguense
Valente; Paulão, Ricardo Mendes (Miguel, aos 27m), Guilherme e Luís Filipe; Madeiras, Tiago e Luís António (Coelho, aos 75m); Rabat, Hélder Vaz e Chinoca.
Suplentes não utilizados: Samuel e Roldão.
Treinador: Luís
Estádio do Grupo Desportivo, em Peniche.
Árbitro: Marco Gomes, de Leiria
Assistentes: Paulo Marques e Gracindo Vieira.
Ao intervalo: 5-0 
Golos: 1-0 por Márcio, aos 4m; 2-0 por Rui João, aos 18m; 3-0 por Ruben, aos 22m; 4-0 por Silvestre, aos 43m; 5-0 por Márcio, aos 44m; 6-0 por Márcio, aos 51m; 7-0 por Paulinho, aos 63m; 8-0 por Baba, aos 67m; 8-1 por Rabat, aos 83m.
Acção disciplinar: amarelo para Ruben (7m).

Recebendo o último classificado, era natural e esperada a vitória dos locais. Mas o que mais importa realçar é a entrega dos pupilos de Bastos Lopes que, nada facilitando, cumpriram uma fantástica partida de futebol, repleta de golos para todos os gostos e com emoção até final, assinalando-se ainda  o tento dos homens do norte do distrito, já na parte final do encontro. Um lance que em nada alterava a decisão da partida mas que deveria ter sido invalidado pela equipa de arbitragem, tão evidente foi a infracção cometida por Rabat. Não sendo sancionada a falta, o ponta de lança limitou-se a cumprir o seu dever, obtendo o tento de honra que até lhes assenta bem na perspectiva de que foi uma equipa digna e, mesmo perante o desnível, lutou dignamente até final.
Efectivamente, o Peniche entrou melhor e assumiu o comando das operações desde o início, instalando-se no meio campo adversário, através de belos lances de triangulação. Um domínio que ganhou expressão bem cedo, com Márcio (mais uma boa exibição) a receber o passe de Vasco e a inaugurar o marcador, logo ao minuto 4. Com um futebol prático e objectivo, sucediam-se as oportunidades de golo desperdiçadas, algumas de forma incrível. Aos 12m, Márcio atira à trave, aos 14m de novo Márcio, isolado, a atirar o lado e, no minuto seguinte, Silvestre desvia o guardião da bola mas remata ao lado do poste. Os jogadores de Pedrógão tentavam libertar-se desta pressão mas denotavam muita dificuldade em fazê-lo, com Rabat muito só na linha da frente. E seria dele o primeiro remate intencional à baliza de Hélio, à passagem do minuto 17. Ao domínio local apenas faltavam os golos. Mas depois de muito porfiarem, finalmente chegava o segundo golo. Um excelente trabalho de Ruben a cruzar ao segundo poste onde aparece Rui João a facturar. E o terceiro surgiria pouco depois, em nova triangulação com Silvestre a oferecer o golo a Ruben. Um golo que pôs um ponto final a qualquer reacção adversária e permitiu ver um Peniche a exibir um futebol vistoso, coroado com mais dois golos, ainda antes do intervalo, um de Silvestre e outro de Márcio.
Na segunda parte, nada de novo a não ser mais golos. O primeiro surgiria ao minuto 51, por Márcio, sendo o seu hat-trick. Dos golos em catadupa à incapacidade dos pedroguenses para suster a supremacia local, tudo foi um autêntico pesadelo para a formação visitante que não conseguiu evitar a goleada. Poderemos mesmo dizer que lhes valeu a exibição do seu guardião, dos postes e as muitas ocasiões desperdiçadas pelos locais. Além dos golos que coroaram a partida, o encontro daria ainda a oportunidade ao técnico Bastos Lopes de colocar em campo jogadores menos utilizados e um jovem, Marinho, que muito promete, atitude muito aplaudida pelo público. A finalizar, é importante realçar que os visitantes nunca viraram a cara à luta, saindo de cabeça erguida.
Num jogo tão fácil e correcto, também se exigiria uma arbitragem de melhor qualidade. 

José Monteiro

Tags: Desporto

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