A Câmara Municipal das Caldas da Rainha, a Associação Comercial e a PSP estão a estudar a possibilidade de instalar vídeo-vigilância no centro da cidade das Caldas.
A revelação foi feita pelo vereador das novas tecnologias e comércio, Hugo Oliveira, que explicou que o projecto com o Governo Civil para contratação de guardas-nocturnos “tem tido muitas dificuldades de implementação por questões legais de armamento”.
Deste modo, surge o novo projecto, que aguarda apoios no QREN. “Queremos câmaras de alta definição, porque queremos que de uma câmara colocada o edifício dos Paços do Concelho se consiga identificar a pessoa que está no edifício da estação de comboios”.
Para que tal aconteça, vai ser pedida uma autorização à Comissão Nacional de Protecção de Dados.
Hugo Oliveira aguarda que duas empresas contactadas apresentem propostas que abranjam as áreas comerciais, que passam pela Praça 25 de Abril, zona das Avenidas, Bairro Azul, Praça 5 de Outubro, Rua Júlio Lopes, Rua Almirante Cândido dos Reis, Rua Dr. Miguel Bombarda, Rua Andrada Mendoça, Rua Alexandre Herculano, Praça da República e outras artérias centrais com comércio.
“Para o funcionamento deste sistema tem de haver elementos da polícia a visionar as câmaras de filmar. A vinda da vídeo-vigilância será a garantia de mais efectivos porque não valerá a pena ter as câmaras se depois ninguém as visiona”, referiu o autarca.
João Frade, presidente da Associação comercial, está entusiasmado com este projecto, pois acha que a cidade das Caldas “é alvo de vandalismo nocturno”, achando por isso importante “este sistema de vídeo-vigilância nos espaços comerciais, porque seria uma forma de dissuasão desse vandalismo e criminalidade”.
Já o comandante da Divisão da PSP das Caldas, o subintendente Vítor Trindade, entende que com as câmaras de vídeo-vigilância mais facilmente poderão ser accionados meios para os locais e até servir de prova em Tribunal.
“Não estamos a ver esse projecto da vídeo-vigilância só associada à preocupação das áreas comerciais, mas também há questão do trânsito. A polícia poderá visionar e multar um veículo de forma indirecta, quando este passar por exemplo na Rua dos Heróis da Grande Guerra quando não está nenhum policiamento”, descreveu.
Quanto às câmaras que o vereador quer adquirir, o subintendente destaca que os aparelhos de grande definição, “permitem fundamentar o processo daquilo que efectivamente se passou, do que uma simples câmara de vigilância que não nos dá o pormenor”.
Vítor Trindade salientou que a instalação da vídeo-vigilância “nunca poderá implicar a redução de efectivos”.
Carlos Barroso


2 comentários até ao momento ↓
1 Valter de Barros Calado // Jan 18, 2009 at 1:18 pm
queria q passasse mais inofrmação sobre este projeto, pois vou fazer o mesmo na minha cidade, pois é somos alvos de de crimes e assaltos e tb muita desordem
quanto o projeto tem fundamental importancia no combate ao crime, pois os marginais sabendo da existencia não agirá e se o fizer ficará provas contra o mesmo pra justiça condenar
2 A .Manuel // Jan 21, 2009 at 6:15 pm
Mais uma vez , as pessoas seguem a moda e não o que é eficaz. A explicação é simples, ex: as bombas de combustivel foram obrigadas a adoptar este sistema certo e o que resoveu? zero, nada os assaltos até aumentaram, (isto é só um exemplo). As máquinas não substituem o homem, sem a intervenção deste nada se faz, muito menos no aspecto da criminalidade. É pena que só depois de o mal estar feito é que se vai verificar que não vale a pena o investimento feito, mas enfim quem pode manda e quem manda pode. Quanto ás questões legais dos G. Nocturnos, na minha opinião não são ultrapassadas unica e simplesmente por falta de vontade, as armas sempre foram distribuidas aos G. Nocturnos pela PSP ou GNR e assim continua a ser, como tal não entendo.
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